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Saber para opinar…

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Nota de Esclarecimento: O artigo em questão não é destinado àqueles que, de maneira determinada, vislumbraram uma oportunidade de negócio em detrimento ao padrão e, por conseqüência, a própria raça Bulldog. Então, caso você se enquadre nessa categoria, não perca tempo lendo as próximas linhas.

Por ignorarem o assunto, muitos desavisados comemoram toda vez que uma foto de um Bulldog de “pelagem rara” é publicada nas redes sociais.

Logo está formado um grande rebanho internético ovacionando o ser incomum…

A primeira reflexão a fazer é que o termo raça, tal qual aplicamos em nossa cinofilia, só existe graças ao seu respectivo padrão racial, simples assim! Por sua vez, o standard racial não é obra de extra-terrestres ou de algum ditador apaixonado por cães…

Ele tem uma história que começa com a gênesis da raça, sua funcionalidade, sua adaptação aos dias atuais e, principalmente, sua preservação.

No caso do Bulldog, muito mais realçada essa ultima função do padrão já que suas últimas atualizações foram motivadas, exclusivamente, pelo quesito saúde!

Sobre a história e o surgimento da raça, vale lembrar que a pelagem na cor preta, merle e outras aventuras comerciais, jamais estiverem presentes nos cães e nas “raças” formadores do que hoje denominamos Bulldog. Em outras palavras, o aparecimento de cães com essas pelagens são o resultado de verdadeiras exceções, por genes recessivos e que por isso mesmo podem trazer consigo problemas de saúde que não são comuns à raça ou aos cães de um modo geral.

Posicionando-se sobre o tema, cabe transcrever recente parecer do The Kennel Club, órgão máximo e o exclusivo responsável pelo padrão da raça:

“O Kennel Club não aceita o registro, incluindo cães importados, de qualquer Bulldog merle. Merle padronização – manchas de cor mais clara que aparecem no revestimento – é o resultado do gene M no cão . Existem dois alelos deste gene: M (revestimento) e m ( não- tri), com Merle ( M ), sendo dominante a não Merle ( m ). Em algumas raças, o efeito do alelo Merle ( M ) é denominado “dap” . Infelizmente , os efeitos do alelo Merle ( M ) não se limitam a perda auditiva e da visão associado com ele, em especial em cães que são homozigóticas para M ( cães que transportam duas cópias do alelo M). Como a cor merle não é uma cor natural nesta raça, e tendo em vista os problemas de saúde relacionados com o gene merle, o Kennel Club não aceitará o registro de qualquer filhote de Bulldog na cor Merle”

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Como se não bastasse, todos aqueles que querem transformar um acidente genético em uma variedade racial, por óbvio, estão preocupados em atingir um único e exclusivo objeto: produzir cães com pelagem “rara”!

Nesse caso o que aconteceria com todas as outras preocupações que deveriam nortear um cruzamento responsável? Em breve, associado à pelagem, teremos pessoas preocupados em cruzar cães para produzir exemplares com olhos em cores também “raras” e sabe-se lá quantas outras novas “raridades” e enfermidades poderiam surgiriam na carona destes modismos…

A imaginação e a imbecilidade humana seriam o limite! Sem dúvida alguma, esses seriam os primeiros passos para a degeneração da raça, para a destruição de tudo aquilo que demandou tempo e esforço pessoal de muitos criadores verdadeiramente apaixonados pelo Bulldog.

Quem cria com o mínimo de responsabilidade e profissionalismo tem tantas preocupações ligadas à saúde e ao padrão racial, que a cor da futura ninhada tem muito pouca ou quase nenhuma relevância! Inverter esse pensamento é um tiro no pé, uma verdadeira agressão e um desrespeito ao Bulldog.

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Antes que alguém resolva atacar lançando mão de algum infeliz argumento, lembro que o objetivo aqui não é negar o eventual nascimento de cães com essa pelagem, nem tampouco pregar o extermínio de filhotes portadores de faltas ou desvios do estalão.

A pretensão do presente texto é, acima de tudo, informar e fazer pensar, pois quem cria está sujeito a resultados inesperados e sobre os quais muitas vezes não se tem controle. Então tenha sempre em mente que explorar de forma aventureira modismos e falhas genéticas jamais pode estar associado à idéia de criador ou de raridade…

Gilberto Medeiros

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www.reservadorei.com.br

Nódulo Lingual

Na clínica atendemos vários bulldogs com lesões na cavidade bucal. São os mais variados tipos de problemas, desde cortes até ferimentos causados por espinho de ouriço. Também são comuns alguns tumores bucais, assim como doenças gengivais ou dentárias. Recentemente atendi uma bulldoguinha que apresentava uma lesão lingual, na região bem central da língua, não apresentava sangramento local ou desconforto. Segundo os proprietários apresentava apenas uma salivação mais intensa, mas como isso é bem comum nos bulls, não foi muito valorizado. Muito comumente verificamos sangramentos em lesões bucais e alguns cães diminuem a ingesta alimentar pelas lesões. Alguns também apresentam halitose, ou seja, odor desagradável na boca. Foi-me relatado pelos donos que durante um passeio verificou-se a presença da lesão, quando a bull expos toda a língua em decorrência do exercício.

Os tumores malignos na cavidade bucal abrangem cerca de 6% de todos os cânceres caninos. O carcinoma de células escamosas é o tumor lingual mais comum, tem comportamento maligno e geralmente o local de apresentação é na rafe da língua. Assim gerou-se uma apreensão sobre o nódulo lingual da paciente.

Foi realizada a cirurgia para retirada do nódulo e encaminhamento pra biópsia. Fez-se a retirada do nódulo totalmente, com manutenção de margem de segurança ampla. A língua foi suturada com fio absorvível, assim não necessitando a retirada dos pontos. Recebeu medicações pós-operatorias, antibiótico, antiinflamatório e analgésico e manteve-se alimentação pastosa por alguns dias.

Por volta do décimo dia após a cirurgia os pontos já haviam sido absorvidos e a lesão estava cicatrizada. O resultado da biopsia indicou uma inflamação crônica, não exigindo nenhum tipo de tratamento posterior.


Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

Dica de Leitura Bullblog

Vale a pena dar uma lida na última edição da revista Cães e Cia (nº 398), especialmente em razão da entrevista prestada pelo criador Carlos Albuquerque (Canil Javary – RJ), colaborador do Bullblog e também um de nossos patrocinadores. Diversos aspectos relativos às alterações no padrão da raça, melhorias na saúde e mitos sobre o Bulldog foram devidamente esclarecidos com a maestria própria de quem cria com seriedade e responsabilidade.

 

LIPOMA

O lipoma é um tipo de neoplasia originária dos adipócitos (células de gordura). Pode surgir como uma massa única ou múltipla, tendo preferência por locais como o tórax e membros anteriores. Geralmente se localizam no subcutâneo (logo embaixo da pele), são moles, não aderidos, e facilmente removíveis via cirurgia. Os lipomas são tumores benignos, muito comuns em fêmeas idosas castradas.

O diagnóstico é feito através do exame clínico do paciente e exames complementares. Na consulta através do exame físico, o veterinário determina qual a melhor forma de proceder para fazer o diagnóstico adequado. Assim poderá solicitar:

  • Raio x do local;
  • Ecografia;
  • Exames de sangue para check up geral;
  • Biopsia aspirativa do local;
  • Encaminhamento para cirurgia e posterior biopsia do tumor.

 

Opta-se pela cirurgia conforme a localização, tamanho e dúvidas sobre o diagnóstico. Essas dúvidas podem surgir quando os demais exames não foram conclusivos na confirmação do tipo de tumor.

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O caso relatado via fotos é de um cão SRD, porte grande, de nove anos de idade, encaminhado de um abrigo. Apresentava aumento de volume no membro anterior esquerdo na região axilar, não se tem informações sobre o ritmo de crescimento do tumor. Essa massa estendia-se pela axila, tórax e dorso, sem haver comprometimento do movimento do braço esquerdo do paciente.

O cão apresentava desconforto no local à manipulação e distensão da pele em vários pontos. Foi realizado raio x do local a fim de aproximar a extensão da neoplasia, verificou-se que envolvia apenas tecidos moles sem envolvimento ósseo e sem invasão do tórax. Os demais exames complementares permitiram que o paciente fosse submetido à cirurgia.

Optou-se direto pela cirurgia sem biopsia aspirativa prévia em vista do tamanho avantajado do tumor e do desconforto apresentado pelo cão. Foi mantido um dreno no local pelo período de três dias. O paciente recebeu antibiótico, antiinflamatório e analgésicos. Uma amostra do material coletado foi enviada para exame histopatológico (biopsia) que indicou realmente lipoma. Os pontos foram retirados após 14 dias da cirurgia e o cão se recuperou totalmente.


Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

 

Tumor de mama em Bulldog

O tumor de mama é uma das neoplasias mais comuns em fêmeas adultas ou idosas. O risco é agravado nas seguintes situações:

  •   Animais não castrados – caso a fêmea venha a ser castrada antes do primeiro cio o risco é muito baixo (cerca de 0,5%), sobe para 8,0% caso seja castrada após o primeiro cio e chega a quase 30% caso venha a ser castrada após o segundo cio;
  •   Fêmeas que receberam alimentação rica em gordura ou rica em proteínas como carne bovina ou suína antes do primeiro cio;
  •   Pacientes que nunca tiveram filhotes e não foram castradas;
  •   Fêmeas que receberam anticoncepcional (progestágenos exócrinos);
  •   Pacientes com cistos ovarianos ou pseudogestação (gestação psicológica).

A cadeia mamária é formada por 4-5 mamas de cada lado, sendo que as mais acometidas pela neoplasia são as duas mamas caudais. O diagnóstico é realizado pelo exame clínico e histórico da paciente. O tratamento de eleição é a retirada cirúrgica de uma das cadeias mamárias e se possível castração concomitante. Caso as duas cadeias mamárias estejam comprometidas são necessários dois procedimentos cirúrgicos para resolução total. Sugere-se que o material seja enviado para biópsia a fim de determinar o tipo de tumor e prognóstico. Também temos opção de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia em alguns casos.

Antes do procedimento, é necessária a realização de exames complementares. O raio x de tórax é muito importante para determinar a existência de metástases pulmonares e assim avaliação do risco trans-operatório. Exames de sangue também se fazem necessários, assim como check up cardíaco. Muitas vezes quando são diagnosticadas metástases pulmonares com comprometimento severo da função respiratória, opta-se pela não realização da cirurgia. Nesses casos o risco no trans-operatório é muito grande e a qualidade de vida pós-operatória fica comprometida.

O prognóstico varia de acordo com o tipo de tumor e grau de evolução. Assim a melhor forma de prevenção está na castração precoce quando não houver intenção de reproduzir, evitar uso de anticoncepcionais injetáveis ou orais, palpação freqüente da região, alimentação balanceada e revisões periódicas no veterinário.

Fotos: a bulldoguinha da foto chama-se Gorda, tem 9 anos e foi vítima de maus-tratos e abandono. Veio à clínica recentemente apresentando um tumor de mama grande sem comprometimento pulmonar ao raio x e sem alterações ao exame de sangue. Foi adotada por nós e realizou a primeira cirurgia, se recupera bem. Agora ela está mais gordinha e bem mais feliz.


Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

Bronquite Crônica

A bronquite consiste na tosse persistente por várias semanas que não apresente nenhuma causa específica aparente. Suspeita-se de uma inflamação das vias áreas, causada por agentes infecciosos ou por agentes alérgenos. Geralmente ocorrem alterações nos tecidos que revestem o trato respiratório, levando a edema (inchaço) e espessamento do local com aumento da produção de muco denso.

O sinal clínico mais marcante que verificamos é a tosse seca, comumente associada ao engasgo após a tosse que simula um quadro semelhante ao vômito. Podemos verificar também a intolerância aos exercícios, cianose (alterações na cor de mucosas e língua que passam do rosa tradicional ao azulado) e síncope (desmaio).

Alguns fatores de risco são relacionados à bronquite crônica:

  1. Exposição prolongada aos agentes irritantes: por exemplo, pó de cimento, produtos químicos de limpeza e fumaça de cigarro;
  2. Obesidade;
  3. Odontopatias: doenças dentais predispõem ao aporte bacteriano para as vias respiratórias;

O diagnóstico é realizado pelo exame clínico do paciente, coleta de exames de sangue e radiografias de tórax. Dependendo da avaliação do veterinário, talvez sejam necessários outros exames para exclusão de cardiopatias. O tratamento deve ser realizado com utilização de antitussígenos, se necessário antibióticos e antiinflamatórios. É importante o monitoramento do peso do paciente e evolução do tratamento. Muitas vezes processos crônicos têm tratamento demorado com resultados lentos.

Na rotina clínica, verificamos um número grande de bulldogs com processos respiratórios crônicos. Muitos apresentam piora significativa no período de inverno, ainda mais quando associados à gripe canina (traqueobronquite infecciosa canina).

Assim fica a dica de vacinação contra a gripe e observação do cão, diante de qualquer sinal anormal procure seu veterinário.

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

Pancreatite

O pâncreas é um órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e alguns hormônios.

Tais enzimas digestivas fazem a digestão de carboidratos, proteínas e gorduras.

Os hormônios produzidos pelo pâncreas são:

* insulina: responsável pela redução do nível de glicose sanguíneo;

* glucagon: responsável pela elevação do nível de glicose sanguíneo;

*somatostatina: controla a liberação dos dois hormônios anteriores.

O pâncreas se localiza próximo ao estômago e ao duodeno no abdômen do cão. Devido a sua importância na digestão e na produção de hormônios, as patologias do pâncreas possuem significativa relevância na prática clínica.

A pancreatite é a inflamação do pâncreas, pode ser dar de forma aguda ou crônica. Essa inflamação pode levar a quebra dos mecanismos de defesa que impedem que o pâncreas seja digerido por suas próprias enzimas digestivas, assim ocorre um processo de autodigestão.

Quando ocorre pancreatite, vários sistemas do corpo do cão podem ser acometidos:

  1. Gastrointestinal: a inflamação do pâncreas pode comprometer o estômago e intestino que estão próximos levando à redução na
    motilidade de ambos;
  2. Hepático: pode ocorrer comprometimento pelo vazamento de enzimas do pâncreas ao fígado e vesícula-biliar;
  3. Respiratório: pode ocorrer edema pulmonar em decorrência da pancreatite;
  4. Cardiovascular: podem ocorrer arritmias cardíacas pela liberação de determinados fatores pancreáticos;
  5. Hematológicos (sanguíneos): a coagulação sanguínea pode ser ativada sem ferimentos ou lesões.

Essa doença geralmente acomete animais adultos por volta dos 6 – 7 anos de idade. Verificamos que os sinais clínicos mais comuns são:

# Letargia,
inapetência;

# Vômitos;

# Perda de peso;

# Dor abdominal;

# Diarréia.

As causas da pancreatite ainda não são totalmente conhecidas, mas verificamos que dietas ricas em gorduras e proteínas podem predispor o animal. Outros fatores como administração errônea de medicamentos também podem predispor ao problema, assim como agentes infecciosos como a toxoplasmose.

Alguns fatores de risco são arrolados como causadores da pancreatite: obesidade, diabetes melitus, síndrome de Cushing e insuficiência renal crônica.

O diagnóstico é realizado via exames de sangue (hemograma e bioquímica sanguinea) e exames de imagem (rx e ecografia).

O tratamento da pancreatite é hospitalar, com administração de medicações e fluidoterapia intensiva. O cão é mantido em jejum total por até 5 dias a fim de reduzir a produção de enzimas pancreáticas,  e depois pequenas quantidades de alimento são introduzidas lentamente.

O prognóstico da pancreatite é reservado para os casos em que ocorre necrose ampla do pâncreas, mas para os demais casos geralmente o prognóstico é favorável. As falhas no tratamento geralmente ocorrem com a alimentação prematura do paciente, antes de o pâncreas estar totalmente recuperado e apto para produzir enzimas novamente.

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

SELEÇÃO ARTIFICIAL X BULLDOG INGLÊS

 

Recebi como muita alegria o belo trabalho realizado pela academica PAULA CHICONI DACUNTO DOS SANTOS (2º ano de Medicina Veterinária na Universidade de Franca – UNIFRAN), onde o objeto central é o Bulldog inglês e o trabalho de seleção artificial realizado com a raça, vale a pena conferir! Parabéns Paula!

“Trabalho realizado para disciplina de Comunicação, Expressão e Metodologia Científica no 4º bimestre de 2010.

Orientadora: Profª. Drª. Antonella Cristina Bliska Jacinto.

FRANCA

2010

AGRADEÇO a todos que colaboraram para a elaboração deste trabalho, especialmente aos seguintes médicos veterinários que doaram gentilmente um pouco do seu tempo ao responder o questionário: Antonella C. Bliska Jacinto, Daniel Paulino Júnior, Denise de Moraes, Luís Osório Figueiredo Filho, Raquel Tittoto de Oliveira Massaro, Sandra B. Prado, Taise Lima Donegá, Tatiana M. Taguchi, Thaís Melo de Paula e Viviane Dubal; à minha orientadora Antonella (Nelly); à minha amiga e professora Josiane Maria Starling Duarte; à Gilberto Pires Medeiros Filho, dono do Canil Reserva do Rei, que foi gentil cedendo as fotos dos animais de sua propriedade para que ilustrassem este trabalho; agradeço especialmente meu pai, Anselmo Davi Dacunto dos Santos, por dedicar tempo à minha escrita, me orientando o tempo todo, todo autor precisa de um pai como ele por trás do processo de criação.

INTRODUÇÃO

A história evolutiva dos cães é um dos mais interessantes assuntos relacionados a estes animais, já que os mesmos aparentemente foram os primeiros a serem domesticados pelo homem e, devido à sua companhia e afeição ao ser humano, são denominados como “os melhores amigos do homem”.

O conhecimento de seus antepassados ainda requer diversas pesquisas, pois mesmo nos dias atuais, pesquisadores relatam não poderem afirmar se os cães vieram dos Lobos Cinzentos (Canis lupus; anexos, figura: 1) ou dos Lobos Asiáticos como, por exemplo, os lobos árabes (Canis lupus arabs; anexos, figura: 2). Recentemente cientistas da Universidade de Tübingen, na Alemanha, identificaram fragmentos de crânios e restos de dentes caninos, encontrados em 1873, estes restos são indiscutivelmente do cão mais antigo do mundo já encontrado, datando de 14 mil anos. Estes fragmentos foram encontrados no século XIX numa caverna de Kesslerloch, no norte da Suíça, e somente recentemente paleontólogos e arqueólogos identificaram os restos como provenientes de um cão ao comparar o tamanho dos dentes caninos deste animal com os de outros animais encontrados na caverna que eram de lobos primitivos.

A evolução dos cães caminhou juntamente com a seleção natural e seleção artificial. A seleção natural é o processo pelo qual todas as espécies passam, onde os indivíduos mais adaptados ao local em que vivem serão os pais da geração subseqüente. Portanto se os cães vieram dos lobos asiáticos ou dos lobos cinzentos foi graças à seleção natural que os moldou através de séculos, pela sobrevivência do mais adaptado, selecionando aqueles mais aptos à aproximação humana. Os lobos mais mansos e maleáveis começaram a se aproximar das colônias humanas e a partir desse momento o homem começou a interferir, realizando cruzamentos para o próprio uso e não deixando esses animais se reproduzirem naturalmente, ou seja, o homem começou a fazer a seleção artificial destes animais, selecionando os mais aptos para certas tarefas diárias.

Assim, o uso da seleção artificial possibilitou a formação das mais variadas raças de cães, desde os pequenos Chihuahuas, aos enrugados Sharpeis Chineses

(Anexos, figura: 4) e até aos gigantes Dogues Alemães (Anexos, figura: 3). Porém, alguns cães sofreram alterações mais significativas e consequentemente maiores modificações ocorreram com o passar dos tempos nesse tipo de seleção, como por exemplo, o Bulldog Inglês (Anexos, figura 5) que com o passar dos tempos foi cada vez mais modificado através deste tipo de seleção. O passado obscuro de lutas sangrentas e cruéis como o bull baiting e o bear baiting foi extinto no temperamento atual da raça.

Em uma recente pesquisa realizada entre os dias 17 de agosto e 17 de setembro de 2010 nas regiões Sudeste (Nas cidades de: Franca, Jaboticabal e Ribeirão Preto) e Sul (Na cidade de: Porto Alegre) com animais da raça Bulldog Inglês com as mais variadas doenças, os profissionais da área de Medicina Veterinária constataram, que em alguns casos, tais doenças originam-se da seleção artificial incorreta e alta consangüinidade. Tais fatores podem ser facilmente observados e identificados quando uma raça se torna popular.

Dos 303 cães da raça Bulldog Inglês da pesquisa cerca de 30,36% possuíam algum tipo de dermatite; 17,2% dos animais apresentaram alguma enfermidade ocular; 10,6% alguma enfermidade cardíaca; 14,52% dos animais possuíam algum tipo de enfermidade estrutural e 7,3% dos Bulldogs Ingleses apresentaram má formações maxilares e mandibulares como fenda palatina e lábio leporino. Em fêmeas, cerca de 8,91% do partos foram distócicos.

A DOMESTICAÇÃO DOS LOBOS

A evolução dos cães permanece incerta, pode-se afirmar apenas, através de dados genéticos, arqueológicos e paleontológicos, que a relação do homem com o cão data de aproximadamente 14 mil anos atrás, no mínimo. É bem possível que os progenitores dos cães domésticos tenham vindo de diversas raças de lobos e não exclusivamente do lobo cinzento americano que todos conhecem, existem raças ou subespécies distintas de lobos que além de serem originários de várias regiões do mundo também possuem comportamentos e padrões de pelagens completamente diferenciados uns dos outros como, por exemplo: o lobo da tundra (Canis lupus

albus); o lobo russo (Canis lupus communis); o lobo europeu (Canis lupus lupus); o lobo ibérico (Canis lupus signatus); o lobo itálico (Canis lupus italicus); o lobo do deserto árabe (Canis lupus arabs); o lobo ártico (Canis lupus arctos); o lobo das planícies (Canis lupus nubilus) e o lobo mexicano (Canis lupus baylei).

A associação dos homens e dos lobos teve benefícios mútuos, pois ambos eram caçadores nômades durante o fim da era do gelo no Paleolítico. Estes animais começaram a se aproximarem das colônias humanas e ali permanecerem, por interesse nos restos de comida que ganhavam, na caça aos roedores que se alimentavam do lixo deixado para trás, ou até da possibilidade dos os humanos terem capturados e criados os animais órfãos como se fossem da família. Portanto, foi o lobo que escolheu viver perto das colônias, se permitindo domesticar ao viver nos arredores dos humanos, esses animais viram nessas áreas um habitat próspero. Os homens ganhavam a proteção dos lobos que permaneciam nas proximidades. Os nativos começaram a capturar os filhotes dos lobos que eram tão atrativos quanto os filhotes de cães domésticos de hoje, esse seria um passo extremamente importante para a domesticação desses animais.

Tanto o homem quanto os lobos viviam em sociedades hierárquicas, onde a cooperação na caça e o cuidado com os mais jovens eram similaridades que contribuíram para o entendimento de ambos e futuramente para o sucesso da domesticação. Quando o homem iniciou a transição de se estabelecer em habitações fixas e abandonar o nomadismo, a relação deste com o lobo já estava fortemente estabelecida e o primeiro passo para a domesticação estava dado. Para o homem que enfrentava a nova vida pós era do gelo e pós nomadismo, os instintos dos lobos na caça, na proteção do território, na lealdade e no pastoreio seriam complementares e poderiam ser essenciais à sobrevivência da espécie humana.

Segundo Fogle (2006), Dmitry Belyaev um famoso geneticista russo, demonstrou através de um experimento iniciado nos anos 50 com raposas como é simples e rápido modificar e adaptar comportamentos animais.

Assim, Dmitry Belyaev (Anexos, figuras: 6 e 7) escolheu dentre algumas ninhadas que eram utilizadas na indústria da pele, filhotes de raposa que tinham menor medo ao serem tocados ou que vinham mais facilmente lamber sua mão, em outras palavras o cientista procurou por filhotes que mantinham o comportamento

juvenil. Em menos de dez gerações os animais já se comportavam como domesticados aceitando estranhos, lambendo a mão e choramingando quando sozinhos.

Em poucas gerações, selecionadas por docilidade, Belyaev constatou outras características nestes animais como olhos azuis, pelagem malhada, comportamentos como o abanar da cauda constante e a submissão. Assim, o cientista “criou” o comportamento de eternos filhotes o que é amplamente observado em diversas raças de cães.

COMO A SELEÇÃO NATURAL E A SELEÇÃO ARTIFICIAL INFLUENCIARAM NA FORMAÇÃO DO CÃO DOMÉSTICO

Se hoje, temos uma enorme variedade de raças e linhagens foi graças às seleções naturais e artificiais. Como mencionado anteriormente, a domesticação do lobo foi crucial para o sucesso da sobrevivência do homem na pós era do gelo. A aproximação destes animais às colônias humanas, por qualquer que tenham sidos os motivos, possibilitou o nascimento de filhotes já adaptado à presença dos homens, esses lobos já não se sentiam mais ameaçados na presença do homem e geração após geração os filhotes ficavam cada vez mais mansos.

Para Otto, (2006, p. 115) “a seleção natural atua favorecendo os animais que tenham maiores vantagens em determinado ambiente deixam descendência maior que os outros, assim, a tendência da existência destes genes na população é grande. Já na seleção artificial os indivíduos que se reproduzirão serão aqueles selecionados por características julgadas importantes pelo homem.”

Segundo Darwin (1859) “se qualquer modificação, por menor que seja de hábito ou de estrutura trouxesse algum benefício para um lobo, este teria muito mais oportunidade de sobreviver e deixar descendência. Dentre os filhotes, alguns provavelmente herdariam os mesmos hábitos ou características estruturais e, pela repetição desse processo poderiam formar uma nova variedade capaz de suplantar a espécie ancestral e coexistir juntamente com ela.”

A domesticação do lobo é um dos exemplos de seleção natural. Os lobos mais mansos, neste caso, eram aqueles que estavam em vantagem naquele ambiente próximo às colônias humanas e por isso, provavelmente, eram os que deixavam maior descendência passando os genes à geração subsequente.

Os filhotes dos lobos eram adoráveis como os filhotes dos cães domésticos atuais e os homens começaram a capturá-los. A partir desse momento o homem interferiu na seleção natural e iniciou o acasalamento dos animais para que esses desempenhassem tarefas. Desta maneira o homem, selecionou os lobos artificialmente deixando que se reproduzissem somente aqueles animais que detinham características julgadas desejáveis ou importantes, tais como: velocidade, pastoreio, guarda etc. A experiência de Belyaev com as raposas revelou que o processo de domesticação não é tão demorado e que a partir de poucas gerações observam-se resultados.

Décadas a fio de seleção, tornaram esses animais completamente diferentes do seu ancestral, com padrões de pelagens diferentes e principalmente, com o comportamento diferenciado. Cada animal era selecionado para uma função específica e aqueles que se sobressaíssem seriam pais da próxima geração. Essa diferenciação de funções foi o início da formação das raças, sendo que, os animais que possuíssem comportamento, pelagem e funções similares formariam uma única raça. Com o passar do tempo tais atividades levaram à criação de exposições das diversas raças de cães atualmente existentes.

Entusiastas e admiradores de algumas raças formaram clubes que se dedicaram à promoção e a excelência de determinadas raças, assim no século XIX surgiriam as primeiras organizações de registro de animais com raça pura, os kennel clubs. As raças com pedigree podem ser registradas nestes clubes, os quais mantêm registros genealógicos que documentam as linhagens das raças. Estes clubes dividiram os cães em grupos, cada um estabeleceu um tipo de divisão. A Confederação Brasileira de Cinofilia divide os cães em 11 grupos, abaixo definidos:

1º GRUPO – Cães Pastores e Boiadeiros – exceto os Boiadeiros Suíços;

2º GRUPO – Cães do Tipo Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;

3º GRUPO – Cães Terriers;

4º GRUPO – Cães Dachshund;

5º GRUPO – Cães do Tipo Spitz e do Tipo Primitivo;

6º GRUPO – Cães Sabujos e de Pista de Sangue – Caça;

7º GRUPO – Cães de Aponte – Caça;

8º GRUPO – Cães Recolhedores, Levantadores e d’água – Caça;

9º GRUPO – Cães de Companhia;

10º GRUPO – Cães Lebréis ou Lebreiros – Galgos;

11º GRUPO – Cães de Raças em Reconhecimento, como por exemplo, o American Pit Bull Terrier e o Cane Corso.

Com a mudança dos hábitos humanos ocorreu uma troca de papéis, cães que antigamente desempenhavam certas funções hoje possuem qualidades novas como cães de estimação, havendo evidentemente exceções como, por exemplo, os cães Pastores Alemães (Anexos, figuras: 9, 10 e 11) que ainda trabalham em parceria com policiais. Já os Labradores (Anexos, figura: 15), que antigamente auxiliavam caçadores, atualmente ajudam pessoas com as mais variadas deficiências físicas eou mentais. O poderoso olfato dos Beagles (Anexos, figura: 8) e dos Bloodhounds (Anexos, figuras: 12, 13 e 14) é largamente explorado em vários setores como os esquadrões anti-bomba e o anti-drogas, bem diferente do passados destes cães ao lado de caçadores. O caricato Bulldog Inglês é dono de um passado violento e sangrento, sendo quase extinto por suas características de lutador na época. Hoje, através da seleção artificial, a raça é apenas uma sombra do seu passado cruel e qualquer traço do antigo lutador permanece oculto.

O PASSADO OBSCURO DO BULLDOG INGLÊS

O Bulldog, mais conhecido como Bulldog Inglês mudou muito desde o seu nascimento em um passado ainda pouco conhecido, sabe-se apenas que a raça surgiu no século XIII a partir de cães do tipo molosso. Esses cães do tipo molosso eram altamente resistentes à dor, fiéis e com características físicas pronunciadas, como o corpo pesado, peito largo, chegando aos 80 kg ou mais. Temos exemplo de algumas raças como o Cane Corso (Anexos, figura: 17), o Mastim Napolitano (Anexos, figura: 18) e os antigos Mastiff’s (Anexos, figura: 16) de guerra, amplamente utilizados por povos da antiga Roma e Grécia.

Uma das teorias mais aceitas e difundidas é a de que o Bulldog Inglês foi criado e desenvolvido nas Ilhas Britânicas, exclusivamente para propiciar diversão às pessoas em um dos “esportes” mais tenebrosos que já existiu, tanto para o cão quanto para o touro, o Bull baiting. Essas lutas cruéis e selvagens perduraram do século XIII ao século XVIII, e só foram abolidas com o decreto do Duque de Devonshire em Staffordshire no ano de 1778. Porém, infelizmente não foi o fim da utilização da raça Bulldog Inglês como uma máquina de luta, esses animais foram amplamente utilizados em lutas contra ursos, leões, macacos, ratos e qualquer outro animal que a população inglesa pudesse colocar em uma arena fechada.

Antes da popularização do Bull baiting existiu outro “esporte” quase tão difundido e popular quanto este, o Bull running, que também utilizou como principal atração cães da raça Bulldog Inglês. A modalidade consistia em soltar um touro em um pasto ou em uma arena e deixar que as matilhas de Bulldogs perseguissem e caçassem o animal.

Assim, Bull baiting (Anexos, figuras: 19 e 20) consistia em uma luta de um ou de vários cães contra um touro. Segundo Casotti, (2001) “o touro ficava amarrado e o cão rastejava em sua direção. Enquanto o touro ficava com a cabeça abaixada tentando enfiar os chifres na parte ventral do cão para jogá-lo bem alto e feri-lo na aterrissagem, o cão por sua vez atacava tentando agarrar suas narinas, o lugar mais sensível do touro. Quando obtinha resultado não soltava mais, neste caso era necessária a ajuda de alguns homens para desvencilhar o cão do touro através de pedaços de pau, chamados na época de breaking stick, colocados em sua mandíbula para abri-la com força ou cortava-se um pedaço das narinas do touro.”

Os bulldogs utilizados nessa bárbara prática divergiam dos animais de hoje apenas em tamanho, eram animais mais altos e fortes, alguns autores relatam também diferença de prognatismo menos acentuado com relação aos animais de hoje.

Pouco tempo depois da proibição do Bull baiting, uma nova luta rapidamente tomou seu lugar e popularidade, o Bear baiting. Esta modalidade de luta consistia na mesmíssima coisa que a anterior, porém com a substituição do touro pelo urso. Devido ao custo de importação e mantença de um animal como um urso o “esporte” gradualmente desapareceu.

Felizmente alguns entusiastas da raça se interessaram em mantê-la viva após a proibição de todos os tipos de luta contra animais. Não muito tempo depois do término dos combates os cães começaram a serem exibidos em exposições. No final do século XVIII e início do século XIX os animais exibidos nestas exposições eram de qualidade inferior, algumas vezes até com mutilações e muitas qualidades dos cães de luta ainda permaneciam incrustadas. Segundo Dickerson, M. (2009), “os animais possuíam crânios pequenos, narizes longos e nenhuma ruga cobrindo a cabeça. Eles eram extremamente “aleijados” e na maioria das vezes considerados sem saúde”.

Muito antes da criação do English Kennel Club foi fundado o Bulldog Club que começou a trabalhar com a criação artificial desses animais. Começaram retirando ao longo da seleção dos cães qualquer traço que lembrasse seu passado de lutador de arena. O Bulldog Club foi a primeira instituição a desenvolver um padrão oficial para a raça em 1859, os créditos dos primeiros desenhos do padrão adotado eram de Jacob Lamphier. Alguns dos pedigrees que formaram a base da raça ainda podem ser encontrados e alguns dos cães que influenciaram diretamente na formação do Bulldog atual foram: Monarch, Donald, King Dick, Old King Cole, Crib, Rosa (Anexos, figura: 24), Thunder, Sir Anthony (Anexos, figura: 22), Brutus, Sancho Panza e Byron (Anexos, figura: 21).

Criadores dos Estados Unidos se interessaram pela criação da raça e começaram a importar cães e exibi-los em suas exposições. O campeão Pugilist foi um dos Bulldogs de grande importância para a criação nos EUA.

Criadores dedicados desenvolveram na raça tudo que hoje é extremamente apreciado pelos donos desses cães e totalmente oposto ao seu passado de lutadores de arena através da seleção artificial, a dedicação e o amor pelos donos faz do Bulldog Inglês (Anexos, figura: 23) um dos cães mais apreciados para companhia.

SELEÇÃO ARTIFICIAL X BULLDOG INGLÊS

Através de um período extenso é comum observar uma raça evoluir para um cão totalmente diferente do seu ancestral. No caso específico do Bulldog Inglês poucos atributos dos seus ancestrais ainda podem ser encontrados nos cães atuais, principalmente as que se referem às características estruturais destes animais. A anatomia do Bulldog Inglês (Anexos, figura: 25) atual é bem diferente do seu ancestral, o cão atual além de possuir um peso maior, ser mais robusto e atarracado possui também uma cabeçorra enrugada com um focinho bem mais curto e achatado, e em seu dorso encontramos uma linha ascendente em direção à garupa, os membros posteriores são mais altos em relação aos anteriores que podem gerar sérios problemas nas articulações.

Provavelmente não exista uma raça que tenha mudado tanto em temperamento e em comportamento como o Bulldog Inglês. A raça foi transformada em um maravilhoso animal de companhia que realmente ama estar perto das pessoas. Sua coragem e lealdade às pessoas os fazem animais incompatíveis com a vivência em canis, estes animais precisam da companhia dos “humanos de estimação” e não podem ser deixados isolados em um canto.

Outra raça, o American Pit Bull Terrier (Anexos, figuras: 26 e 27), ainda está passando pelo processo de aceitação e desmistificação que um dia o Bulldog Inglês também passou. Estas duas raças partilham o mesmo passado cruel e a má sorte de terem caído em mãos de pessoas inescrupulosas. Há uma divergência temporal nas duas trajetórias das raças, mas a selvageria humana continua presente na vida destes animais que não tem culpa alguma de terem nascido ou caído em mãos erradas. Assim como os amantes do Bulldog Inglês que no passado não deixaram

que a raça se extinguisse, muitos amantes e criadores responsáveis pela raça American Pit Bull Terrier não deixarão que esta seja banida e ou punida pela sociedade.

O Bulldog Inglês, mais do que outras raças, sofreu uma tremenda influência da seleção artificial, o cão que vemos hoje nas ruas pouco se parece com o das arenas de antigamente. Porém, essa seleção não trouxe apenas bons resultados, essa raça é acometida por algumas doenças que podem ser ligadas diretamente à seleção artificial.

Os partos das fêmeas da raça, geralmente são feitos por cesariana devido ao crânio massivo dos filhotes não conseguirem passar através do canal do parto. Já as montas raramente ocorrem de maneira natural, os machos são muito pesados em relação às fêmeas e naturalmente não conseguem montá-las sem o auxílio para a realização da cópula.

Além dos problemas relacionados à reprodução, a raça também é extremamente propensa a problemas relacionados ao calor. No auge do verão brasileiro estes cães requerem atenção redobrada para não entrarem em um quadro chamado de hipertermia ou heat stroke que consiste no aumento da temperatura corporal excessiva, respiração rápida, desorientação, saliva grossa e em alguns casos até desmaios. Um animal que apresente um quadro como este deve ser levado com urgência ao veterinário, pois o agravo do quadro pode levar o cão a óbito. Os passeios diários com a raça devem restringir-se às horas mais amenas do dia, como o início da manhã e à noite. A raça é conhecida por seu apetite voraz e deve-se ter muito cuidado com a alimentação destes cães para não torná-los obesos, pois o quadro de obesidade acarretaria vários problemas de saúde considerados graves.

As rugas localizadas na cabeça merecem atenção especial, pois podem causar problemas retendo umidade e calor, quando situadas na testa, costumam empurrar as pálpebras superiores para dentro dos olhos levando os cílios a ferir a córnea. Como são demasiadamente próximas ao focinho podem pressionar e obstruir o canal lacrimal. De todas as peculiaridades da raça, o achatamento facial é um dos fatores que mais preocupam, entrando para a lista das características anatômicas mais problemáticas do Bulldog.

As complicações da raça se estendem por uma lista extensa devido ao achatamento facial. O focinho curto, por exemplo, interfere diretamente na capacidade do cão em respirar e transpirar, resultando dessa anomalia a tendência da raça de entrar em hipertermia, que pode ser fatal. Interferindo inclusive na aplicação de anestesias, obrigando a ser mais longa e demorada a recuperação destes após qualquer procedimento de anestesia. Os filhotes neonatos, devido ao focinho curto, podem aspirar ao leite materno e morrer engasgados.

O palato mole destes cães costuma ser maior do que deveria e desproporcional à cavidade sustentada pelo focinho, esse prolongamento em excesso pode gerar certo bloqueio na laringe, ou seja, estes cães ao se excitarem em brincadeiras poderão obstruir a passagem do ar.

CONCLUSÃO

Em 2009, a mídia, os amantes de cães e os cinófilos foram bombardeados com um documentário que mudaria a forma de enxergar a criação e exposições de cães de muitas pessoas. Ao fim do documentário estas pessoas passariam a criticar a forma de criação de alguns criadores que preconizam a beleza, o extremismo e não a saúde. Foi ao ar no Animal Planet um documentário chamado “Segredos do Pedigree”. O Bulldog Inglês foi apenas uma das “raças-vítimas” exibidas e comentadas no documentário que teve a duração de uma hora.

Se pensarmos no modelo de cão mais próximo dos lobos seriam os Dingos da Austrália estariam nessa condição, se ainda considerarmos a proximidade com seu ancestral estes animais seriam os mais saudáveis e veríamos o absurdo que alguns criadores ainda fazem com a seleção dos seus cães. O documentário “Segredos do Pedigree” está longe de ser exagerado e inverídico, este nos revela o que está acontecendo com a raça Bulldog Inglês há décadas, e pode levá-lo a uma catástrofe sem proporções se não for contida enquanto há tempo. A situação do Bulldog é grave e na maioria das vezes é agravada pela irresponsabilidade de maus criadores que sustentam o comércio das fábricas de filhotes.

O barulho mundial causado pela exibição do documentário acelerou mudanças no padrão da raça que agora pede moderação nos quesitos mais problemáticos (da raça): o crânio não será mais descrito como “grande na circunferência” e sim relativamente grande, as rugas pedem moderação, a face não será mais curta e sim relativamente curta, a ruga do focinho não poderá afetar ou ocultar prejudicialmente os olhos e narinas, esta será penalizada e inaceitável caso seja pesada demais. Quanto às pernas posteriores, antes descritas como “proporcionalmente mais longas que as anteriores a fim de levantar o lombo” são agora descritas como levemente mais longas.

Muitos criadores sérios e responsáveis já estão há algum tempo se preocupando com o comedimento na aparência do Bulldog, o animal exagerado e caricato não é mais privilegiado e reproduzido.

Nick Jeffery, PhD em Medicina Veterinária e professor da Universidade de Cambridge na Inglaterra, alerta que as mudanças realizadas podem ter caráter político a fim de agradar a mídia e às sociedades protetoras dos animais desviando o foco do assunto ou é possível, e todos esperam que essa seja a real proposta, que as mudanças tenham sido realizadas na tentativa de minimizar os problemas que acometem a raça.

Política ou não o importante é que a mensagem foi divulgada, o padrão da raça será suavizado. Ninguém sabe quanto tempo levará para que os efeitos sejam realmente visíveis, mas o pontapé inicial foi dado e está a cargo de cada árbitro de exposição, de cada dono e de cada criador a responsabilidade de tornar estes cães mais saudáveis. Se cada árbitro e juiz deixarem de consagrar cães com traços anatômicos desfavoráveis, é possível que estes se tornem cada vez menos comuns em exposições, e conseqüentemente menos filhotes nascerão com tais traços e o ciclo será rompido, demonstrando assim, toda a beleza que a raça possui. (Anexos, figura: 28 e 29).

PAULA CHICONI DACUNTO DOS SANTOS

BIBLIOGRAFIA

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CASOTTI, P. J. American Pit Bull Terrier: Desfazendo mitos e preconceitos. São Paulo: Nobel, 2000.

DARWIN, C. A origem das espécies. São Paulo: Martin Claret, 2007.

DICKERSON, M. Bulldog: A comprehensive guide to owning and caring for your dog. New Jersey U.S.A: Kennel Club Books, 2003-2009.

FOGLE, B. Guia ilustrado Zahar: Cães. Tradução de Bianca Bold. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

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HALL, D. Raças de cães. Tradução de Zita Morais. Lisboa: Regency publishing limited, 2007.

MEDEIROS, G. Bulldog um cão de sofá… Será? Disponível em: <http://bullblogingles.com/2010/03/04/bulldog-um-cao-de-sofa-sera/>. Acesso em: 7 jul 2010.

OTTO, P. G. Genética básica para veterinária. 4º Ed. São Paulo: Rocca, 2006.

REVISTA CÃES & CIA. São Paulo: Dezembro, 2009 – Revista Mensal. ISSN 1413-3040. Bulldog: a polêmica sobre sua aparência, p. 20.

REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC. São Paulo: Janeiro, 2002 – Revista Mensal. A evolução dos cães, p. 28.

RICHARD, B. A pocket guide to dogs: A complete guide to all the popular dog breeds. U.K: Parragon Publishing Book, 2006.

ROBERTS, T.; MCGREEVY, P.; VALENZUELA, M. Human induced rotation and reorganization of the brain of domestic dogs. Disponível em: <http://promega.wordpress.com/2010/08/09/from-gray-wolf-to-bulldog-changes-to-the-dog-brain-as-humans-reshape-it-head/>. Acesso em: 15 agosto 2010.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 1. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-1-0402336CE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 2. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-2-0402376CE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 3. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-3-0402346EE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 4. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-4-0402366EE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

THE EVOLUTION OF THE DOGS. Disponível em: <http://animals.howstuffworks.com/pets/dog.htm>. Acesso em: 15 agosto 2010.

BIBLIOGRAFIA DAS IMAGENS:

Figuras 1, 2, 3, 4, 10, 15 e 18 disponíveis em: <www.wikimedia.org> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figuras 6 e 7 disponíveis em: <www.8e.devbio.com> Acesso em: 3 de outubro, 2010.

Figura 8 disponível em: <www.msnbcmedia.com> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figura 9 disponível em: <www.newsblaze.com> Acesso em: 26 de setembro, 2010.

Figuras 11, 12, 19, 23, 27 e 28 disponíveis em: <www.corbis.com> Acesso em: 28 de outubro, 2010.

Figura 13 disponível em: <www.cityroom.blogs.nytimes.com> Acesso em: 23 de outubro, 2010.

Figura 14 disponível em: <www.pbs.org> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figura 16 disponível em: <www.dogdirecx.blogspot.com> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figura 17 disponível em: <www.piratesdencanecorso.com> Acesso em: 31 de outubro, 2010.

Figura 20 disponível em: <www.whiteknightabs.com/images/bullbaitpicweb_american_bulldog_old_southern_white_white_english_bulldog> Acesso em: 31de outubro, 2010.

Figura 21 e 22 disponíveis em: <www.sutusbulldogs.co.uk> Acesso em: 30 de outubro, 2010.

Figura 26 disponível em: <http://photobucket.com/images/Caragan/Kennel/> Acesso em: 30 de outubro, 2010.”

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Olho de Cereja – Cherry Eye

Em minhas andanças pela internet encontrei esse belo artigo abordando um problema que infelizmente é recorrente na raça:

“Cherry Eye ú Ojo de Cereza. La eversion del tercer párpado en el perro.

por Darwin Eslava

 Cherry Eye es un término pintoresco para el prolapso de la glándula del tercer párpado en el perro. El tercer párpado también es conocido como membrana nictitante ó  parpadeante. Dicha glándula sirve como protección extra para el ojo con una interesante capacidad  de cerrar hacia arriba el ojo sobre el globo ocular en un perro. El canino puede retractar el globo ocular entero hacia atrás de la cuenca y emparejada con esta acción el tercer párpado tiene la capacidad de deslizarse hacia arriba sobre el globo retractado.

En la cara inferior del tercer párpado hay una pequeña glándula. Esta secreta alrededor del 20 por ciento de la producción de lágrima en el ojo. Algunos Veterinarios prefieren preservar esta glándula en el momento de hacer una cirugía para corregir un Cherry Eye, bajo el razonamiento de que, si el otro aparato que produce lágrima falla debido a una infección,  traumatismo, o debido a desórdenes inmunológicos, la glándula del tercer párpado será un alivio para el ojo. Esto, si bien es correcto, la ayuda será minima y no evitará la aparición del “ojo seco”. Una vez que la producción de lágrima de un ojo falla, una resequedad crónica aparece e impacta adversamente la salud de la superficie de ojo. Este “ojo seco” es llamado Keratoconjunctivitis sicca (KCS). 

En algunas razas — especialmente Boston Terrier, Cocker Spaniel, Bulldog Ingles y Beagles — la glándula del tercer párpado no es contenida totalmente en su lugar. Esta sufre un prolapso (se sale) a donde el propietario la advierte como una masa enrojecida debajo del ojo. Fuera de su posición normal, en la glándula no circula sangre apropiadamente y se hincha. 

EL TRATAMIENTO

Eliminación de la glándula

Bajo este sencillo método la glándula del tercer parpado es tratada como un pequeño tumor y simplemente es desprendida por medio de una cirugía hasta cierto punto simple, realizada con anestesia local. Bajo esta técnica la glándula no vuelve a aparecer nunca pues como se mencionó, esta fue extirpada. Es el método que nosotros hemos utilizado con nuestros perros durante años sin problemas.

Recolocando la glándula

El otro tratamiento del Cherry Eye es la reubicación de la glándula en su lugar original. Hay dos técnicas para hacer esto y en las dos se utiliza anestesia general, con los riesgos que eso implica para un Bulldog Ingles. El método tradicional en el que simplemente la glándula se mete de nuevo, es el más común. Aquí, una sola puntada es colocada permanentemente fijando la glándula en su lugar. Las complicaciones de utilizar este método son las siguientes: 

 

  • Si el “punto” se desata, la superficie del ojo podría llegar a ser rasguñada por la sutura. Si esto ocurre, al perro le dolerá el ojo y el hilo de sutura será visible. La sutura puede ser quitada y problema resuelto.
  • La sutura no puede ser anclada permanentemente. De hecho, esta cirugía es notoria para este tipo de fracaso y con frecuencia una segunda cirugía es necesaria. Si esto ocurre, recomendamos que un veterinario experto realice la segunda cirugía para llevar al máximo las oportunidades de solución permanente.
  • A veces el Cherry Eye está acompañado de otros problemas de párpado que hacen la reparación más difícil o con menos probabilidades de tener éxito. En estos casos, otra vez, recomendamos que un veterinario experto realice la segunda cirugía para evitar un nuevo fracaso.

En una novedosa técnica quirúrgica, una porción del tejido es quitada directamente de la glándula. Esta técnica debe ser realizada únicamente por veterinarios expertos pues no es fácil determinar cuánto tejido hay que quitar. Las puntadas diminutas que se disolverán finalmente son utilizadas para cerrar el espacio apretando los dos extremos de la incisión empujando la glándula en el lugar. Las complicaciones pueden incluir: 

 

  • Inflamación o hinchándose cuando las puntadas se disuelvan.
  • Apretar inadecuadamente el vacío del tejido puede llevar a reaparición del ojo de cereza. Como ya hemos mencionado, si la cirugía falla, un oftalmólogo veterinario debe realizar la segunda cirugía.
  • Molestias por puntos mal puestos. Las puntadas flojas podrían herir el ojo dependiendo del tipo de sutura utilizada.

A veces ambas técnicas quirúrgicas son utilizadas en el mismo ojo para lograr un mejor resultado. Las complicaciones perjudiciales de estas cirugías son excepcionales pero la reaparición del Cherry Eye es común. Si un ojo de cereza vuelve a brotar, es importante darle a conocer a su veterinario que es la segunda cirugía. El propietario debe esperar alguna hinchazón postoperatoria pero esto debe volver a la normalidad y el ojo debe verse normal después de una semana. Si el ojo le duele al perro o parece anormal, es importante que sea reexaminado tan pronto como sea posible. 

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Com a palavra, a Criadora Andréa Sterque (Bulldog Urbano)

1 – PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Bulldog é uma raça encantadora, há 11 anos atrás uma amiga minha comprou um bull de São Paulo. Na época nem existiam bulls em POA, foi uma dificuldade achar um exemplar. Foi quando compramos o Byron ( Filho do Sezermervander  L. Henry of Mervander) Não conhecíamos muito sobre a raça e tivemos sorte de comprar um exemplar de qualidade. Como ele ficava muito só durante o dia, compramos uma fêmea para lhe fazer cia….assim começou a família Bulldog Urbano!

2 – QUAL A ROTINA DO CANIL?

Acordar cedo , lavar os canis e os páteos e soltar os gordinhos para tomarem sol e brincarem o dia todo. Á tardinha um passeio diário com todos, mais uma descançadinha para depois comerem ração. Banhos, escovadas e limpeza de orelhas são semanais ou quando necessário.

3 – QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Acho que o primeiro passo é definir qual raça se adequa às suas necessidades. Se fica alguém em casa,  se mora em apartamento ou casa, se tem com quem deixar quando for viajar , se tem espaço para ele ( área com sol e sombra), se tem crianças ou idosos convivendo com o cão, etc. Todas as raças tem suas peculiaridades, não adianta querer muito um cão se não podemos lhe dar atenção e conforto. Isso faria o cão e o proprietário infelizes.

4 – QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

Entender e respeitar as qualidades e limitações da raça; procurar um bom veterinário que os conheça bem; e amá-los muito!

 

5 – E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Conhecer profundamente o padrão da raça e adquirir cães de qualidade e em canis respeitáveis e sérios. Um bom começo define o caminho que seguirá este novo criador!

6 – QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

O que sabe que ao se adotar um filhote, exige-se responsabilidade e respeito ao animal, pois ele será um novo membro na família.

7 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Está em franca ascensão, destacando-se hoje qualidade internacional em alguns canis que crescem com a consciencia de que criar bem é criar com qualidade.Como sempre e em todas as raças há excessões, mas acredito que hj são minoria em função de muita informação que hj existe para o novo proprietário não cair em golpes.

8 – AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Sim somos. Existem inúmeros canis em vários locais do mundo que estão à nossa frente com uma bagagem muito longa de experiencia e conhecimento. Importar cães seria uma forma humilde de reverenciar este potencial que já existe , e continuarmos sempre aprendendo e aprimorando a raça.

9 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Ainda existe muito folclore em torno da raça e de certa forma um desconhecimento sobre o verdadeiro padrão. Já me deparei com juízes que conhecem profundamente o padrão, e outros, não conhecem tanto assim. Isso gera descrença nas exposições no Brasil, mas penso que isso ainda irá mudar!

10 – QUAL A SUA MAIOR FELIDICADE COMO CRIADOR?

Colher bons frutos dentro da arte de criar,  fazer amigos que dividem conosco a mesma filosofia e conviver de perto com os bulls.

11 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Tudo o que promove saúde e bem estar em um cão é muito valorizado, mas sempre mantendo as suas características básicas. O bulldog é um cão atípico, com limitações que só a raça possui…isso dá à ele um charme especial, e faz a diferença diante de outras raças. Portanto, tudo o que é exagerado não é bem-vindo, porém, bom senso neste momento define o que é exagero ou não!

12 – O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

Uma bela cabeça e estrutura forte e robusta!!!
Agradeço a oportunidade de participar desta nobre iniciativa em prol da raça, e espero somar experiências junto à outros criadores!

www.bulldogurbano.com.br