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Vem aí 16ª Edição da Revista Bulldog Show!

15 ª Edição

Pessoal, interessados em anunciar na BULLDOG SHOW 16, favor enviar e-mail ou mensagem inbox.
revista@bulldogshow.com.br

Segue link com a última edição online da revista:

http://www.youblisher.com/p/1009627-Revista-BULLDOG-SHOW-E…/

Dica de Leitura Bullblog

Vale a pena dar uma lida na última edição da revista Cães e Cia (nº 398), especialmente em razão da entrevista prestada pelo criador Carlos Albuquerque (Canil Javary – RJ), colaborador do Bullblog e também um de nossos patrocinadores. Diversos aspectos relativos às alterações no padrão da raça, melhorias na saúde e mitos sobre o Bulldog foram devidamente esclarecidos com a maestria própria de quem cria com seriedade e responsabilidade.

 

O maior show de Bulldogs da América do Sul!!!

9ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DA RAÇA BULLDOG ABRABULL 07 a 10 de junho de 2012 – Descalvado – SP PROTOCOLO DE HOMOLOGAÇÃO: BULL/4E-13613 À 13616/12.

A empresa de alimentos ROYAL CANIN, o Conselho Brasileiro da Raça Bulldog e a ABRABULL, têm o prazer de convidá-los a participar do evento que é: O maior show de Bulldogs da América do Sul!

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 9ª NACIONAL ABRABULL

Segunda-feira – 28/05/2012 • Anúncios catálogo até as 20h.

Segunda-feira – 04/06/2012 • Inscrições até as 20h exclusivamente pelo Dogshow

Quarta-feira – 06/06/2012

• 15h – Abertura acampamento para Handlers (acampamentos gratuitos)

• 17h – Recepção e Boas vindas no Aeroporto de Campinas

• 19h – Saída de Micro-ônibus até a cidade de Descalvado – SP

• 21h – Chegada ao Hotel Descalvado Quinta-feira;

 – 07/06/2012

• 8h – Recepção e Boas vindas no Aeroporto de Campinas • 10h – Saída de Micro-ônibus até a cidade de Descalvado – SP • 12h – Chegada ao Hotel Descalvado

 14h – 5º Match Nacional (Sr. Carlos Albuquerque – Canil Javary – Brasil) * Só serão admitidos cães sem titulação de Campeão e Grande Campeão;

• 16h – 2ª Copa Criação Nacional (Sr. Oscar Dagostino – Canil Dagostino – México) * Só serão admitidos cães nascidos no Brasil. Competem todas as Classes;

• 20h – Eleições Diretoria ABRABULL 2012/2014, no auditório Royal Canin

• 21h – Jantar (por adesão) do Ranking ABRABULL 2011. Troféu Dr. Herculano Oliveira

Sexta-feira – 08/06/2012 • 9h – 10ª Copa Paulista ABRABULL (Sr. Marcello Mesquita – Canil MACM – Brasil)

• 15h – Visita guiada a fábrica da Royal Canin

• 18h – Churrasco de Confraternização Royal Canin

• 20h – Bingo e Leilão ABRABULL Sábado – 09/06/2012

• 9h – 11ª Copa Paulista ABRABULL (Sr. Tony Darmanin – Canil Sutus – Inglaterra)

• 15h – Palestra veterinária Dra. Silvia Crusco, no auditório Royal Canin

• 16h30 – Coffee Break

• 17h – Palestra com Juízes/Criadores internacionais, no auditório Royal Canin

• 20h – Jantar (por adesão) anual de Confraternização ABRABULL Domingo – 10/06/2012

• 9h – 9ª NACIONAL DA RAÇA BULLDOG ABRABULL (Sr. James Cardello – Canil Tsar – EUA)

• 15h – Encerramento/Sorteio TV LCD no valor de R$ 1.000 (os expositores concorrem com o número do cão/cães presente(s) em pista no domingo)

• 16h – Saída de Micro-ônibus para Campinas

• 18h – Chegada em Campinas (Aeroporto de Viracopos)

BIOGRAFIA JUIZ – SR. JIM CARDELLO – EUA “Eu e minha esposa Soya temos como hobby, um pequeno Canil de Bulldogs em Londonderry, no estado norte-americano de New Hampshire. Criamos e apresentamos Bulldogs desde 1980 e desde então já criamos ou fomos proprietários de 28 Campeões Americanos, entre os quais destaco: – Ch. Tsar`s Fabulous Moolah (Sexo Oposto da Nacional Americana de 1987) – Ch. Tsar`s Fat Man`s Finale (MELHOR DA RAÇA da Nacional Americana de 1990) – Ch.. Tsar`s She`s A Lady (Sexo Oposto da Nacional Americana de 2000) Tornei-me juiz de Bulldogs em 1994 e já julguei por todo os Estados Unidos, Canadá e Europa, incluindo o Reino Unido. Em minha carreira como juiz, destaco as três oportunidades que tive a honra de julgar a Nacional do Bulldog Club Of America e também o World Bulldog Federation Championship, na Eslovênia. Estou muito animado e ansioso por julgar a Nacional do Brasil, sobre a qual só tenho ótimas referências. Sei que irei julgar muitos cães de grande qualidade e conhecer pessoas maravilhosas.”

BIOGRAFIA JUIZ – SR. TONY DARMANIN – INGLATERRA “Minha esposa e eu compramos nosso primeiro Bulldog “Earl Benjamin” em 1978. Curiosamente ele nos foi vendido pelo meu sogro, criador da Raça desde 1923. Earl venceu várias exposições na Inglaterra e está em todos os nossos pedigrees. A partir dali, claro, ficamos apaixonados pela Raça. Depois disso compramos uma fêmea tigrada, chamada “Leebarton Isis” e sob os ensinamentos de nossos mentores Ellen e Les Cotton (Aldridge Bulldogs) iniciamos na criação. Primeiramente nos associamos a diversos Clubes especializados. A seguir comecei a auxiliar pistas e isso me levou a me tornar um juiz no Reino Unido. Anos mais tarde, surgiu a oportunidade de nos mudarmos para os EUA e lá fomos nós, para a Pensilvânia, com uma família numerosa: 10 Bulldogs, um Pequinês e um Lhasa Apso. Nos associamos a um Clube de Bulldog local e começamos a participar do máximo de exposições possível. Nem sempre isto era viável, pois minha agenda era lotada, com viagens pelo mundo, já que exercia o cargo de gerente de uma Multinacional, situada em Nova Jersey. Mesmo sem muito tempo para competições, meus principais cães foram: • Ch. Broomwick Beatrix of Sutus • Sutus Zillion Kisses (vencedor de CC) • Sutus Doublenought (vencedor de CC) Em 1992, voltamos a Inglaterra, e assim retorno aos Clubes ingleses de Bulldog e passo a atuar como secretário do Kennel de Birmingham de 1998 a 2010. Em 99, aposentei-me precocemente e com isso pude me dedicar a julgar a Raça, não apenas no Reino Unido, mas também nos seguintes países: Austrália, Bulgária, Chipre, Rep. Tcheca, Dinamarca, França, Holanda, Hungria, Itália, Espanha, Suiça e Estados Unidos. De 2006 a 2009 chefiei o Conselho de Educação da raça Bulldog e atualmente coordeno o subcomitê do Conselho de Juízes da raça Bulldog.”

BIOGRAFIA JUIZ – SR. MARCELLO MESQUITA – BRASIL Criador de Bulldog Inglês e árbitro All Rounder da CBKC (FCI), o empresário e pecuarista goiano Marcello Mesquita é o titular do Canil MACM, Melhor Criador da Raça (CBKC) por 8 anos consecutivos, de 1999 a 2006, e consagrado como um dos nomes mais influentes e importantes da história da Raça no Brasil. Reconhecido internacionalmente, o canil MACM foi fundado em 1986, e possui clientes de várias partes do mundo, como: África, Alemanha, Argentina, Austrália, Bolívia, Canadá, China, Coréia do Sul, Egito, Eslováquia, Estados Unidos, Filipinas, Grécia, Itália, Japão, México, Paraguai, Peru, República Dominicana, República Tcheca, Turquia, Ucrânia e Venezuela. Consagrado nas pistas e respeitado como juiz, Marcello Mesquita recebeu o convite da Abrabull como mais um prêmio a se somar a seu extenso currículo cinófilo: “Muito obrigado pelo convite para julgar a 10ª Copa Paulista da Raça Bulldog. Vai ser um prazer estar com todos os criadores na exposição e espero que eles fiquem satisfeitos com o meu julgamento. Abraços, Marcello Adriano Correia de Mesquita”

BIOGRAFIA JUIZ – SR. OSCAR DAGOSTINO – MÉXICO “O ano era 1992, quando adquirimos a nossa primeira fêmea de Bulldog Inglês, chamada Bibi, filha de um dos melhores Bulldogs no México na época, chamado Reino de Huntope, iniciando uma experiência maravilhosa no mundo da Cinofilia, o que resultou em amizades infinitas que compartilhamos e a alegria de ser capaz de admirar e amar uma Raça tão bonita. Eu sou grato a Abrabull, pelo cordial convite para julgar um dos eventos mais importantes da Raça nas Americas… Ao meu amigo Celio Mello, presidente do clube, obrigado pela distinção… Vou colocar todo meu empenho e dedicação.”

 BIOGRAFIA JUIZ MATCH – SR. CARLOS ALBUQUERQUE – BRASIL Criador desde 2003, sob o afixo Javary, o publicitário carioca Carlos Albuquerque já venceu o Ranking de Melhor Criador da Raça do Brasil (CBKC), duas vezes, em 2007 e 2008. Também foram duas vezes que ele conquistou o BIS da Nacional ABRABULL (2004 e 2006). O Canil Javary ganhou mais projeção ao produzir o exemplar Javary The Thing, que em junho de 2010 tornou-se o primeiro (e até hoje, único) Bulldog nascido no Brasil a fechar o Campeonato Americano. “Jake” também é até hoje o primeiro Bulldog “Made in Brazil” a vencer a Classe na Nacional Americana (Classe Aberta Macho – 2009) e a conquistar o “Award Of Excellence” em evento internacional, em Long Beach, Califórnia (2010). Carlos Albuquerque julgou seu primeiro Match em 2007, em Belo Horizonte e, agora em 2012, recebeu dois honrosos convites para julgar nos Estados Unidos (Kentucky e Seattle), além, é claro, do 5º Match Abrabull.

PREMIAÇÕES

• Troféu Royal Canin – Best in Show 9ª Nacional ABRABULL

• Troféu Royal Canin – Best in Show 10ª Copa Paulista ABRABULL

• Troféu Royal Canin – Best in Show 11ª Copa Paulista ABRABULL

• Troféu Dr. Sérgio Castro – Best in Show 2ª Copa de Criação Nacional

• Troféu Royal Canin – Best in Show 5º Match ABRABULL

• Premiações também para Melhor Inicial, Melhor Filhote, Melhor Jovem, Melhor Macho e Melhor Fêmea.

ALÉM DESSES:

• Kits e sacos de ração ROYAL CANIN para os vencedores

• Handler do BIS da Nacional: R$ 1.500, oferecidos pela ROYAL CANIN

• Bulldog vencedor da 9ª Expo Nacional ABRABULL (residente no Brasil) – Alimentação para 12 meses ROYAL CANIN MAIS VANTAGENS PARA O CRIADOR ASSOCIADO:

• A empresa Royal Canin, patrocinadora oficial da ABRABULL, vai oferecer UM brinde SURPRESA, PERSONALIZADO para cada CANIL ASSOCIADO, presente ao evento. Associado, favor confirmar presença até dia 11/05, pelo e-mail: contato@abrabull.com.br

• Espaço Reservado para Associados (Lounge ABRABULL).

• Jantar de Premiação dos Melhores do Ranking ABRABULL 2011 *Canis vencedores, confirmar presença até dia 11/05: contato@abrabull.com.br As premiações são pessoais e intransferíveis. LOCAL Sede Campestre da empresa Royal Canin Rua João Augusto Cirelli, 210 Descalvado – SP

TAXA DE INSCRIÇÃO

• R$ 40,00 – Para cães até 9 meses (Classes Inicial e Filhote)

• R$ 80,00 – Cães acima de 9 meses

ENCERRAMENTO

• dia 04/06/2012 (2ª feira) até as 20h

ATENÇÃO O pagamento deverá ser efetuado no

Banco do Brasil S.A.:

Ag: 3529-7

CC: 73441-1

Gilberto Pires Medeiros Filho

CPF 893.698.740-20

É Obrigatória a apresentação do comprovante, de pagamento no local da exposição. Expositores estrangeiros podem pagar no local.

OBSERVAÇÕES

• A Superintendência reserva-se o direito de alterar a programação de horário e árbitros, sempre que necessário para melhor andamento do evento;

• A ausência do cão inscrito não isenta a obrigatoriedade do pagamento da taxa de inscrição;

• O proprietário do cão é responsável pelas declarações contidas na inscrição;

• Não será permitido fazer fotos dentro de pista com os juízes durante o julgamento;

• É obrigatória a entrada dos cães em pista com o número de inscrição em lugar visível;

• Voltagem do local é 220 Volts;

• Exposições válidas para os rankings CBKC, ABRABULL e DogShow;

• O Clube não se responsabiliza por erros de inscrição;

• É proibido aos apresentadores de cães usarem qualquer vestimenta que identifique o proprietário ou o exemplar apresentado, conforme CBKC 0040/95 de 16/06/95;

• O local estará liberado a partir das 15h do dia 06.06.2012.

VETERINÁRIO RESPONSÁVEL Dra. Ana Gabriela Valério CRMV-SP 19418

ÁRBITRO RESERVA Todos os juízes presentes

SUPERINTENDENTE Celio Mello

COORDENADORA GERAL Mariana Rocha (Royal Canin)

COBERTURA IMPRENSA Revista Bulldog Show, Revista Best in Show, Revista Cães & Cia, Site Cinofilia-Sud, Site Cinofilia Online, Site BullBlog e Site Abrabull. Para informações sobre credenciamento de mídia: contato@abrabull.com.br

HOTEL OFICIAL DO EVENTO O Hotel Descalvado está localizado no Centro da cidade. Rua Barão do Descalvado, 415 Descalvado – Centro Tel: (19) 3583 1681-3593 / 1133 E-mail: hoteldescalvado@terra.com.br Todos apartamentos contam com rede de internet wi-fi Saiba mais e reservas: http://www.descalvadoonline.com.br/hoteldescalvado/index.htm

APARTAMENTOS SIMPLES • TV, Ventilador de Teto, Telefone, Estacionamento Próprio • Incluso Café da Manhã • Diárias: (1 pessoa R$ 55,00) – (2 pessoas – R$ 93,00) – (3 pessoas – R$ 132,00)

APARTAMENTOS SUÍTE • Ar Condicionado, Frigobar, TV, Ventilador de Teto, Telefone, Estacionamento próprio • Incluso Café da Manhã • Diárias: (1 pessoa R$ 70,00) – (2 pessoas – R$ 115,00) – (3 pessoas – R$ 158,00) Aos que desejarem uma outra opção de hospedagem, com mais conforto: Hotel Fazenda do Mestre Tel: (19) 3583-1300 / 3406-2328 E-mail: contato@fazendadomestre.com.br Rodovia SP 215 Km 110 – Descalvado-SP

Vem aí a 9ª Edição do MAIOR SHOW da RAÇA BULLDOG no Brasil!!!

A empresa Royal Canin, nosso patrocinador desde as primeiras edições, fará divulgar nas revistas pets especializadas brasileiras o material informativo sobre a 9 Expo Nacional ABRABULL. 

Também muito nos honra a manifestação de Oscar Dagostino, importante criador e árbitro mexicano que participará de nossa festa, além da promessa da participação de outra importante criadora e arbitra americana que também manda notícias.

O Oscar Dagostino (juiz da 2ªCopa de Criação Nacional) acaba de postar aqui no FB:

Oscar Dagostino
Agradezco al club de bulldog. Abrabull, en Brasil por la cordial invitación a juzgar uno de los eventos de la raza más importantes en Sudamérica.. A mi amigo Celio Mello presidente del club por la distincion, Gracias.. Pondré todo mi empeñó y dedicación

Eu sou grato para o bulldog club. Abrabull no Brasil por convite cordial ao juiz um dos eventos mais importantes da raça na América do Sul… Meu amigo Celio Mello Presidente do clube pela distinção, obrigado… Vou colocar todos os meus insistiu e dedicação.

O diretor da ABRABULL Carlos Albuquerque informa que a criadora e juíza Elizabeth Hugo-Milam (lenda da criação mundial) também escreveu hoje no Fb que pretende vir assistir a nossa Nacional. Para quem não se lembra ela julgou aqui em 2008. Uma grande honra! 

9ª NACIONAL ABRABULL

Penso, logo mordo!

Centro de Educação Canina Graciosa Dog Resort

Muitas pessoas possuem uma concepção incompleta e muitas vezes equivocada do que realmente significa uma mordida no mundo canino.

Vamos começar pela infância/juventude dos cães e a vida entre irmãos de uma ninhada.

Filhotes brincam, interagem e se comunicam utilizando o corpo e principalmente a boca.

Nesta fase do desenvolvimento, os filhotes aprendem a modular a intensidade de suas abocanhadas pela reação do irmão.

Se o filhote extrapola em seu jogo e morde forte o irmão, automaticamente recebe como resposta um ganido e a imediata interrupção da brincadeira.

Quando isso acontece, temos também uma reação do ofensor que esboça uma expressão desconcertada de quem pisou na bola e acabou descumprindo as “regras do jogo”.

Também nessa idade se percebem os primeiros sinais dos diferentes perfis comportamentais de cada um dos filhotes e as brincadeiras constituem uma oportunidade para os filhotes testarem suas pretensas posições hierárquicas na ninhada e posteriormente na matilha.

Assim, como todo ser vivo dotado de inteligência, o filhote, independente da raça, irá, enquanto cresce e desenvolve-se, interagir com seu dono da mesma forma com que faria junto aos irmãos de ninhada, sua mãe e/ou cães mais velhos.

Note-se que no caso específico do Bulldog, temos um cão outrora de arena, ou seja, uma raça cuja função originária e primitiva era morder e, queira ou não, esse viés, essa inclinação, está presente também no DNA dos pacatos e companheiros Bulldogs modernos.

Em outras palavras, o uso da boca em todas as fases do Bulldog é mais pronunciado do que em outras raças.

E é justamente por isso que o proprietário precisa compreender o significado da mordida do filhote e saber interagir corretamente para que problemas futuros sejam evitados.

Muitas das reações do proprietário às mordidas agressivas do filhote são totalmente equivocadas e acabam por reforçar/recompensar a conduta indesejada.

Jamais provoque o filhote com jogos violentos usando a mão ou outro objeto como oponente.

Muitas mordidas são, também, formas que o filhote/cão adolescente encontra de chamar a atenção ou extravasar suas frustrações.

Por isso, qualquer tipo de atenção dada ao filhote, positiva ou negativa, após a indesejada mordida, servirá como reforço ao ato de morder.

Assim sendo, nada de comentários do tipo “ai que bonitinho todo brabinho” ou “que feio mordendo a mamãe”…

Aqui se abre um parêntese para registrar que filhotes não são crianças e, por isso, não podemos jamais humanizar essa relação. Buscar conhecer e entender a ótica canina é fundamental para que o convívio seja de companheirismo, respeito e amizade.

Lembre-se que você não conseguirá educar um filhote dando-lhe apenas carinho. É preciso impor regras, limites e restrições.

Em 99% dos casos nos quais o proprietário têm alguma reclamação comportamental do seu cão, tal situação foi causada por erros cometidos pelo próprio dono do animal. Muito mais do que pensar em chamar um adestrador, são os donos que precisam ser “adestrados”, pois desconhecem o cão e o seu papel na vida dele.

O mesmo se pode dizer de todo e qualquer castigo físico como bater com jornal, sacudir pelo cangote, segurar o focinho com a boca fechada ou gritar com o cão.

A melhor reação à mordida forte é interromper a interação com o filhote como aconteceria se  a brincadeira fosse entre dois cães.

Outra alternativa é desviar a atenção e a boca do filhote para objetos e brinquedos apropriados, que possam ser roídos e mordidos à vontade.

Gastar a energia do filhote com atividade física e brincadeiras apropriadas e que não envolvam fortes mordidas é também uma excelente opção, pois energia acumulada e falta de atenção dos donos podem gerar situações em que o ato de morder nada mais é do que um pedido de atenção ou uma válvula de escape.

Por isso, caro leitor, não espere que aquele filhote levado para casa seja como uma máquina que já vem programada para funcionar sempre da mesma maneira. Procure ler, busque informar-se sobre tudo o que cerca o universo e a ótica do cão.

giba-criadorcolaborador

Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

SELEÇÃO ARTIFICIAL X BULLDOG INGLÊS

 

Recebi como muita alegria o belo trabalho realizado pela academica PAULA CHICONI DACUNTO DOS SANTOS (2º ano de Medicina Veterinária na Universidade de Franca – UNIFRAN), onde o objeto central é o Bulldog inglês e o trabalho de seleção artificial realizado com a raça, vale a pena conferir! Parabéns Paula!

“Trabalho realizado para disciplina de Comunicação, Expressão e Metodologia Científica no 4º bimestre de 2010.

Orientadora: Profª. Drª. Antonella Cristina Bliska Jacinto.

FRANCA

2010

AGRADEÇO a todos que colaboraram para a elaboração deste trabalho, especialmente aos seguintes médicos veterinários que doaram gentilmente um pouco do seu tempo ao responder o questionário: Antonella C. Bliska Jacinto, Daniel Paulino Júnior, Denise de Moraes, Luís Osório Figueiredo Filho, Raquel Tittoto de Oliveira Massaro, Sandra B. Prado, Taise Lima Donegá, Tatiana M. Taguchi, Thaís Melo de Paula e Viviane Dubal; à minha orientadora Antonella (Nelly); à minha amiga e professora Josiane Maria Starling Duarte; à Gilberto Pires Medeiros Filho, dono do Canil Reserva do Rei, que foi gentil cedendo as fotos dos animais de sua propriedade para que ilustrassem este trabalho; agradeço especialmente meu pai, Anselmo Davi Dacunto dos Santos, por dedicar tempo à minha escrita, me orientando o tempo todo, todo autor precisa de um pai como ele por trás do processo de criação.

INTRODUÇÃO

A história evolutiva dos cães é um dos mais interessantes assuntos relacionados a estes animais, já que os mesmos aparentemente foram os primeiros a serem domesticados pelo homem e, devido à sua companhia e afeição ao ser humano, são denominados como “os melhores amigos do homem”.

O conhecimento de seus antepassados ainda requer diversas pesquisas, pois mesmo nos dias atuais, pesquisadores relatam não poderem afirmar se os cães vieram dos Lobos Cinzentos (Canis lupus; anexos, figura: 1) ou dos Lobos Asiáticos como, por exemplo, os lobos árabes (Canis lupus arabs; anexos, figura: 2). Recentemente cientistas da Universidade de Tübingen, na Alemanha, identificaram fragmentos de crânios e restos de dentes caninos, encontrados em 1873, estes restos são indiscutivelmente do cão mais antigo do mundo já encontrado, datando de 14 mil anos. Estes fragmentos foram encontrados no século XIX numa caverna de Kesslerloch, no norte da Suíça, e somente recentemente paleontólogos e arqueólogos identificaram os restos como provenientes de um cão ao comparar o tamanho dos dentes caninos deste animal com os de outros animais encontrados na caverna que eram de lobos primitivos.

A evolução dos cães caminhou juntamente com a seleção natural e seleção artificial. A seleção natural é o processo pelo qual todas as espécies passam, onde os indivíduos mais adaptados ao local em que vivem serão os pais da geração subseqüente. Portanto se os cães vieram dos lobos asiáticos ou dos lobos cinzentos foi graças à seleção natural que os moldou através de séculos, pela sobrevivência do mais adaptado, selecionando aqueles mais aptos à aproximação humana. Os lobos mais mansos e maleáveis começaram a se aproximar das colônias humanas e a partir desse momento o homem começou a interferir, realizando cruzamentos para o próprio uso e não deixando esses animais se reproduzirem naturalmente, ou seja, o homem começou a fazer a seleção artificial destes animais, selecionando os mais aptos para certas tarefas diárias.

Assim, o uso da seleção artificial possibilitou a formação das mais variadas raças de cães, desde os pequenos Chihuahuas, aos enrugados Sharpeis Chineses

(Anexos, figura: 4) e até aos gigantes Dogues Alemães (Anexos, figura: 3). Porém, alguns cães sofreram alterações mais significativas e consequentemente maiores modificações ocorreram com o passar dos tempos nesse tipo de seleção, como por exemplo, o Bulldog Inglês (Anexos, figura 5) que com o passar dos tempos foi cada vez mais modificado através deste tipo de seleção. O passado obscuro de lutas sangrentas e cruéis como o bull baiting e o bear baiting foi extinto no temperamento atual da raça.

Em uma recente pesquisa realizada entre os dias 17 de agosto e 17 de setembro de 2010 nas regiões Sudeste (Nas cidades de: Franca, Jaboticabal e Ribeirão Preto) e Sul (Na cidade de: Porto Alegre) com animais da raça Bulldog Inglês com as mais variadas doenças, os profissionais da área de Medicina Veterinária constataram, que em alguns casos, tais doenças originam-se da seleção artificial incorreta e alta consangüinidade. Tais fatores podem ser facilmente observados e identificados quando uma raça se torna popular.

Dos 303 cães da raça Bulldog Inglês da pesquisa cerca de 30,36% possuíam algum tipo de dermatite; 17,2% dos animais apresentaram alguma enfermidade ocular; 10,6% alguma enfermidade cardíaca; 14,52% dos animais possuíam algum tipo de enfermidade estrutural e 7,3% dos Bulldogs Ingleses apresentaram má formações maxilares e mandibulares como fenda palatina e lábio leporino. Em fêmeas, cerca de 8,91% do partos foram distócicos.

A DOMESTICAÇÃO DOS LOBOS

A evolução dos cães permanece incerta, pode-se afirmar apenas, através de dados genéticos, arqueológicos e paleontológicos, que a relação do homem com o cão data de aproximadamente 14 mil anos atrás, no mínimo. É bem possível que os progenitores dos cães domésticos tenham vindo de diversas raças de lobos e não exclusivamente do lobo cinzento americano que todos conhecem, existem raças ou subespécies distintas de lobos que além de serem originários de várias regiões do mundo também possuem comportamentos e padrões de pelagens completamente diferenciados uns dos outros como, por exemplo: o lobo da tundra (Canis lupus

albus); o lobo russo (Canis lupus communis); o lobo europeu (Canis lupus lupus); o lobo ibérico (Canis lupus signatus); o lobo itálico (Canis lupus italicus); o lobo do deserto árabe (Canis lupus arabs); o lobo ártico (Canis lupus arctos); o lobo das planícies (Canis lupus nubilus) e o lobo mexicano (Canis lupus baylei).

A associação dos homens e dos lobos teve benefícios mútuos, pois ambos eram caçadores nômades durante o fim da era do gelo no Paleolítico. Estes animais começaram a se aproximarem das colônias humanas e ali permanecerem, por interesse nos restos de comida que ganhavam, na caça aos roedores que se alimentavam do lixo deixado para trás, ou até da possibilidade dos os humanos terem capturados e criados os animais órfãos como se fossem da família. Portanto, foi o lobo que escolheu viver perto das colônias, se permitindo domesticar ao viver nos arredores dos humanos, esses animais viram nessas áreas um habitat próspero. Os homens ganhavam a proteção dos lobos que permaneciam nas proximidades. Os nativos começaram a capturar os filhotes dos lobos que eram tão atrativos quanto os filhotes de cães domésticos de hoje, esse seria um passo extremamente importante para a domesticação desses animais.

Tanto o homem quanto os lobos viviam em sociedades hierárquicas, onde a cooperação na caça e o cuidado com os mais jovens eram similaridades que contribuíram para o entendimento de ambos e futuramente para o sucesso da domesticação. Quando o homem iniciou a transição de se estabelecer em habitações fixas e abandonar o nomadismo, a relação deste com o lobo já estava fortemente estabelecida e o primeiro passo para a domesticação estava dado. Para o homem que enfrentava a nova vida pós era do gelo e pós nomadismo, os instintos dos lobos na caça, na proteção do território, na lealdade e no pastoreio seriam complementares e poderiam ser essenciais à sobrevivência da espécie humana.

Segundo Fogle (2006), Dmitry Belyaev um famoso geneticista russo, demonstrou através de um experimento iniciado nos anos 50 com raposas como é simples e rápido modificar e adaptar comportamentos animais.

Assim, Dmitry Belyaev (Anexos, figuras: 6 e 7) escolheu dentre algumas ninhadas que eram utilizadas na indústria da pele, filhotes de raposa que tinham menor medo ao serem tocados ou que vinham mais facilmente lamber sua mão, em outras palavras o cientista procurou por filhotes que mantinham o comportamento

juvenil. Em menos de dez gerações os animais já se comportavam como domesticados aceitando estranhos, lambendo a mão e choramingando quando sozinhos.

Em poucas gerações, selecionadas por docilidade, Belyaev constatou outras características nestes animais como olhos azuis, pelagem malhada, comportamentos como o abanar da cauda constante e a submissão. Assim, o cientista “criou” o comportamento de eternos filhotes o que é amplamente observado em diversas raças de cães.

COMO A SELEÇÃO NATURAL E A SELEÇÃO ARTIFICIAL INFLUENCIARAM NA FORMAÇÃO DO CÃO DOMÉSTICO

Se hoje, temos uma enorme variedade de raças e linhagens foi graças às seleções naturais e artificiais. Como mencionado anteriormente, a domesticação do lobo foi crucial para o sucesso da sobrevivência do homem na pós era do gelo. A aproximação destes animais às colônias humanas, por qualquer que tenham sidos os motivos, possibilitou o nascimento de filhotes já adaptado à presença dos homens, esses lobos já não se sentiam mais ameaçados na presença do homem e geração após geração os filhotes ficavam cada vez mais mansos.

Para Otto, (2006, p. 115) “a seleção natural atua favorecendo os animais que tenham maiores vantagens em determinado ambiente deixam descendência maior que os outros, assim, a tendência da existência destes genes na população é grande. Já na seleção artificial os indivíduos que se reproduzirão serão aqueles selecionados por características julgadas importantes pelo homem.”

Segundo Darwin (1859) “se qualquer modificação, por menor que seja de hábito ou de estrutura trouxesse algum benefício para um lobo, este teria muito mais oportunidade de sobreviver e deixar descendência. Dentre os filhotes, alguns provavelmente herdariam os mesmos hábitos ou características estruturais e, pela repetição desse processo poderiam formar uma nova variedade capaz de suplantar a espécie ancestral e coexistir juntamente com ela.”

A domesticação do lobo é um dos exemplos de seleção natural. Os lobos mais mansos, neste caso, eram aqueles que estavam em vantagem naquele ambiente próximo às colônias humanas e por isso, provavelmente, eram os que deixavam maior descendência passando os genes à geração subsequente.

Os filhotes dos lobos eram adoráveis como os filhotes dos cães domésticos atuais e os homens começaram a capturá-los. A partir desse momento o homem interferiu na seleção natural e iniciou o acasalamento dos animais para que esses desempenhassem tarefas. Desta maneira o homem, selecionou os lobos artificialmente deixando que se reproduzissem somente aqueles animais que detinham características julgadas desejáveis ou importantes, tais como: velocidade, pastoreio, guarda etc. A experiência de Belyaev com as raposas revelou que o processo de domesticação não é tão demorado e que a partir de poucas gerações observam-se resultados.

Décadas a fio de seleção, tornaram esses animais completamente diferentes do seu ancestral, com padrões de pelagens diferentes e principalmente, com o comportamento diferenciado. Cada animal era selecionado para uma função específica e aqueles que se sobressaíssem seriam pais da próxima geração. Essa diferenciação de funções foi o início da formação das raças, sendo que, os animais que possuíssem comportamento, pelagem e funções similares formariam uma única raça. Com o passar do tempo tais atividades levaram à criação de exposições das diversas raças de cães atualmente existentes.

Entusiastas e admiradores de algumas raças formaram clubes que se dedicaram à promoção e a excelência de determinadas raças, assim no século XIX surgiriam as primeiras organizações de registro de animais com raça pura, os kennel clubs. As raças com pedigree podem ser registradas nestes clubes, os quais mantêm registros genealógicos que documentam as linhagens das raças. Estes clubes dividiram os cães em grupos, cada um estabeleceu um tipo de divisão. A Confederação Brasileira de Cinofilia divide os cães em 11 grupos, abaixo definidos:

1º GRUPO – Cães Pastores e Boiadeiros – exceto os Boiadeiros Suíços;

2º GRUPO – Cães do Tipo Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;

3º GRUPO – Cães Terriers;

4º GRUPO – Cães Dachshund;

5º GRUPO – Cães do Tipo Spitz e do Tipo Primitivo;

6º GRUPO – Cães Sabujos e de Pista de Sangue – Caça;

7º GRUPO – Cães de Aponte – Caça;

8º GRUPO – Cães Recolhedores, Levantadores e d’água – Caça;

9º GRUPO – Cães de Companhia;

10º GRUPO – Cães Lebréis ou Lebreiros – Galgos;

11º GRUPO – Cães de Raças em Reconhecimento, como por exemplo, o American Pit Bull Terrier e o Cane Corso.

Com a mudança dos hábitos humanos ocorreu uma troca de papéis, cães que antigamente desempenhavam certas funções hoje possuem qualidades novas como cães de estimação, havendo evidentemente exceções como, por exemplo, os cães Pastores Alemães (Anexos, figuras: 9, 10 e 11) que ainda trabalham em parceria com policiais. Já os Labradores (Anexos, figura: 15), que antigamente auxiliavam caçadores, atualmente ajudam pessoas com as mais variadas deficiências físicas eou mentais. O poderoso olfato dos Beagles (Anexos, figura: 8) e dos Bloodhounds (Anexos, figuras: 12, 13 e 14) é largamente explorado em vários setores como os esquadrões anti-bomba e o anti-drogas, bem diferente do passados destes cães ao lado de caçadores. O caricato Bulldog Inglês é dono de um passado violento e sangrento, sendo quase extinto por suas características de lutador na época. Hoje, através da seleção artificial, a raça é apenas uma sombra do seu passado cruel e qualquer traço do antigo lutador permanece oculto.

O PASSADO OBSCURO DO BULLDOG INGLÊS

O Bulldog, mais conhecido como Bulldog Inglês mudou muito desde o seu nascimento em um passado ainda pouco conhecido, sabe-se apenas que a raça surgiu no século XIII a partir de cães do tipo molosso. Esses cães do tipo molosso eram altamente resistentes à dor, fiéis e com características físicas pronunciadas, como o corpo pesado, peito largo, chegando aos 80 kg ou mais. Temos exemplo de algumas raças como o Cane Corso (Anexos, figura: 17), o Mastim Napolitano (Anexos, figura: 18) e os antigos Mastiff’s (Anexos, figura: 16) de guerra, amplamente utilizados por povos da antiga Roma e Grécia.

Uma das teorias mais aceitas e difundidas é a de que o Bulldog Inglês foi criado e desenvolvido nas Ilhas Britânicas, exclusivamente para propiciar diversão às pessoas em um dos “esportes” mais tenebrosos que já existiu, tanto para o cão quanto para o touro, o Bull baiting. Essas lutas cruéis e selvagens perduraram do século XIII ao século XVIII, e só foram abolidas com o decreto do Duque de Devonshire em Staffordshire no ano de 1778. Porém, infelizmente não foi o fim da utilização da raça Bulldog Inglês como uma máquina de luta, esses animais foram amplamente utilizados em lutas contra ursos, leões, macacos, ratos e qualquer outro animal que a população inglesa pudesse colocar em uma arena fechada.

Antes da popularização do Bull baiting existiu outro “esporte” quase tão difundido e popular quanto este, o Bull running, que também utilizou como principal atração cães da raça Bulldog Inglês. A modalidade consistia em soltar um touro em um pasto ou em uma arena e deixar que as matilhas de Bulldogs perseguissem e caçassem o animal.

Assim, Bull baiting (Anexos, figuras: 19 e 20) consistia em uma luta de um ou de vários cães contra um touro. Segundo Casotti, (2001) “o touro ficava amarrado e o cão rastejava em sua direção. Enquanto o touro ficava com a cabeça abaixada tentando enfiar os chifres na parte ventral do cão para jogá-lo bem alto e feri-lo na aterrissagem, o cão por sua vez atacava tentando agarrar suas narinas, o lugar mais sensível do touro. Quando obtinha resultado não soltava mais, neste caso era necessária a ajuda de alguns homens para desvencilhar o cão do touro através de pedaços de pau, chamados na época de breaking stick, colocados em sua mandíbula para abri-la com força ou cortava-se um pedaço das narinas do touro.”

Os bulldogs utilizados nessa bárbara prática divergiam dos animais de hoje apenas em tamanho, eram animais mais altos e fortes, alguns autores relatam também diferença de prognatismo menos acentuado com relação aos animais de hoje.

Pouco tempo depois da proibição do Bull baiting, uma nova luta rapidamente tomou seu lugar e popularidade, o Bear baiting. Esta modalidade de luta consistia na mesmíssima coisa que a anterior, porém com a substituição do touro pelo urso. Devido ao custo de importação e mantença de um animal como um urso o “esporte” gradualmente desapareceu.

Felizmente alguns entusiastas da raça se interessaram em mantê-la viva após a proibição de todos os tipos de luta contra animais. Não muito tempo depois do término dos combates os cães começaram a serem exibidos em exposições. No final do século XVIII e início do século XIX os animais exibidos nestas exposições eram de qualidade inferior, algumas vezes até com mutilações e muitas qualidades dos cães de luta ainda permaneciam incrustadas. Segundo Dickerson, M. (2009), “os animais possuíam crânios pequenos, narizes longos e nenhuma ruga cobrindo a cabeça. Eles eram extremamente “aleijados” e na maioria das vezes considerados sem saúde”.

Muito antes da criação do English Kennel Club foi fundado o Bulldog Club que começou a trabalhar com a criação artificial desses animais. Começaram retirando ao longo da seleção dos cães qualquer traço que lembrasse seu passado de lutador de arena. O Bulldog Club foi a primeira instituição a desenvolver um padrão oficial para a raça em 1859, os créditos dos primeiros desenhos do padrão adotado eram de Jacob Lamphier. Alguns dos pedigrees que formaram a base da raça ainda podem ser encontrados e alguns dos cães que influenciaram diretamente na formação do Bulldog atual foram: Monarch, Donald, King Dick, Old King Cole, Crib, Rosa (Anexos, figura: 24), Thunder, Sir Anthony (Anexos, figura: 22), Brutus, Sancho Panza e Byron (Anexos, figura: 21).

Criadores dos Estados Unidos se interessaram pela criação da raça e começaram a importar cães e exibi-los em suas exposições. O campeão Pugilist foi um dos Bulldogs de grande importância para a criação nos EUA.

Criadores dedicados desenvolveram na raça tudo que hoje é extremamente apreciado pelos donos desses cães e totalmente oposto ao seu passado de lutadores de arena através da seleção artificial, a dedicação e o amor pelos donos faz do Bulldog Inglês (Anexos, figura: 23) um dos cães mais apreciados para companhia.

SELEÇÃO ARTIFICIAL X BULLDOG INGLÊS

Através de um período extenso é comum observar uma raça evoluir para um cão totalmente diferente do seu ancestral. No caso específico do Bulldog Inglês poucos atributos dos seus ancestrais ainda podem ser encontrados nos cães atuais, principalmente as que se referem às características estruturais destes animais. A anatomia do Bulldog Inglês (Anexos, figura: 25) atual é bem diferente do seu ancestral, o cão atual além de possuir um peso maior, ser mais robusto e atarracado possui também uma cabeçorra enrugada com um focinho bem mais curto e achatado, e em seu dorso encontramos uma linha ascendente em direção à garupa, os membros posteriores são mais altos em relação aos anteriores que podem gerar sérios problemas nas articulações.

Provavelmente não exista uma raça que tenha mudado tanto em temperamento e em comportamento como o Bulldog Inglês. A raça foi transformada em um maravilhoso animal de companhia que realmente ama estar perto das pessoas. Sua coragem e lealdade às pessoas os fazem animais incompatíveis com a vivência em canis, estes animais precisam da companhia dos “humanos de estimação” e não podem ser deixados isolados em um canto.

Outra raça, o American Pit Bull Terrier (Anexos, figuras: 26 e 27), ainda está passando pelo processo de aceitação e desmistificação que um dia o Bulldog Inglês também passou. Estas duas raças partilham o mesmo passado cruel e a má sorte de terem caído em mãos de pessoas inescrupulosas. Há uma divergência temporal nas duas trajetórias das raças, mas a selvageria humana continua presente na vida destes animais que não tem culpa alguma de terem nascido ou caído em mãos erradas. Assim como os amantes do Bulldog Inglês que no passado não deixaram

que a raça se extinguisse, muitos amantes e criadores responsáveis pela raça American Pit Bull Terrier não deixarão que esta seja banida e ou punida pela sociedade.

O Bulldog Inglês, mais do que outras raças, sofreu uma tremenda influência da seleção artificial, o cão que vemos hoje nas ruas pouco se parece com o das arenas de antigamente. Porém, essa seleção não trouxe apenas bons resultados, essa raça é acometida por algumas doenças que podem ser ligadas diretamente à seleção artificial.

Os partos das fêmeas da raça, geralmente são feitos por cesariana devido ao crânio massivo dos filhotes não conseguirem passar através do canal do parto. Já as montas raramente ocorrem de maneira natural, os machos são muito pesados em relação às fêmeas e naturalmente não conseguem montá-las sem o auxílio para a realização da cópula.

Além dos problemas relacionados à reprodução, a raça também é extremamente propensa a problemas relacionados ao calor. No auge do verão brasileiro estes cães requerem atenção redobrada para não entrarem em um quadro chamado de hipertermia ou heat stroke que consiste no aumento da temperatura corporal excessiva, respiração rápida, desorientação, saliva grossa e em alguns casos até desmaios. Um animal que apresente um quadro como este deve ser levado com urgência ao veterinário, pois o agravo do quadro pode levar o cão a óbito. Os passeios diários com a raça devem restringir-se às horas mais amenas do dia, como o início da manhã e à noite. A raça é conhecida por seu apetite voraz e deve-se ter muito cuidado com a alimentação destes cães para não torná-los obesos, pois o quadro de obesidade acarretaria vários problemas de saúde considerados graves.

As rugas localizadas na cabeça merecem atenção especial, pois podem causar problemas retendo umidade e calor, quando situadas na testa, costumam empurrar as pálpebras superiores para dentro dos olhos levando os cílios a ferir a córnea. Como são demasiadamente próximas ao focinho podem pressionar e obstruir o canal lacrimal. De todas as peculiaridades da raça, o achatamento facial é um dos fatores que mais preocupam, entrando para a lista das características anatômicas mais problemáticas do Bulldog.

As complicações da raça se estendem por uma lista extensa devido ao achatamento facial. O focinho curto, por exemplo, interfere diretamente na capacidade do cão em respirar e transpirar, resultando dessa anomalia a tendência da raça de entrar em hipertermia, que pode ser fatal. Interferindo inclusive na aplicação de anestesias, obrigando a ser mais longa e demorada a recuperação destes após qualquer procedimento de anestesia. Os filhotes neonatos, devido ao focinho curto, podem aspirar ao leite materno e morrer engasgados.

O palato mole destes cães costuma ser maior do que deveria e desproporcional à cavidade sustentada pelo focinho, esse prolongamento em excesso pode gerar certo bloqueio na laringe, ou seja, estes cães ao se excitarem em brincadeiras poderão obstruir a passagem do ar.

CONCLUSÃO

Em 2009, a mídia, os amantes de cães e os cinófilos foram bombardeados com um documentário que mudaria a forma de enxergar a criação e exposições de cães de muitas pessoas. Ao fim do documentário estas pessoas passariam a criticar a forma de criação de alguns criadores que preconizam a beleza, o extremismo e não a saúde. Foi ao ar no Animal Planet um documentário chamado “Segredos do Pedigree”. O Bulldog Inglês foi apenas uma das “raças-vítimas” exibidas e comentadas no documentário que teve a duração de uma hora.

Se pensarmos no modelo de cão mais próximo dos lobos seriam os Dingos da Austrália estariam nessa condição, se ainda considerarmos a proximidade com seu ancestral estes animais seriam os mais saudáveis e veríamos o absurdo que alguns criadores ainda fazem com a seleção dos seus cães. O documentário “Segredos do Pedigree” está longe de ser exagerado e inverídico, este nos revela o que está acontecendo com a raça Bulldog Inglês há décadas, e pode levá-lo a uma catástrofe sem proporções se não for contida enquanto há tempo. A situação do Bulldog é grave e na maioria das vezes é agravada pela irresponsabilidade de maus criadores que sustentam o comércio das fábricas de filhotes.

O barulho mundial causado pela exibição do documentário acelerou mudanças no padrão da raça que agora pede moderação nos quesitos mais problemáticos (da raça): o crânio não será mais descrito como “grande na circunferência” e sim relativamente grande, as rugas pedem moderação, a face não será mais curta e sim relativamente curta, a ruga do focinho não poderá afetar ou ocultar prejudicialmente os olhos e narinas, esta será penalizada e inaceitável caso seja pesada demais. Quanto às pernas posteriores, antes descritas como “proporcionalmente mais longas que as anteriores a fim de levantar o lombo” são agora descritas como levemente mais longas.

Muitos criadores sérios e responsáveis já estão há algum tempo se preocupando com o comedimento na aparência do Bulldog, o animal exagerado e caricato não é mais privilegiado e reproduzido.

Nick Jeffery, PhD em Medicina Veterinária e professor da Universidade de Cambridge na Inglaterra, alerta que as mudanças realizadas podem ter caráter político a fim de agradar a mídia e às sociedades protetoras dos animais desviando o foco do assunto ou é possível, e todos esperam que essa seja a real proposta, que as mudanças tenham sido realizadas na tentativa de minimizar os problemas que acometem a raça.

Política ou não o importante é que a mensagem foi divulgada, o padrão da raça será suavizado. Ninguém sabe quanto tempo levará para que os efeitos sejam realmente visíveis, mas o pontapé inicial foi dado e está a cargo de cada árbitro de exposição, de cada dono e de cada criador a responsabilidade de tornar estes cães mais saudáveis. Se cada árbitro e juiz deixarem de consagrar cães com traços anatômicos desfavoráveis, é possível que estes se tornem cada vez menos comuns em exposições, e conseqüentemente menos filhotes nascerão com tais traços e o ciclo será rompido, demonstrando assim, toda a beleza que a raça possui. (Anexos, figura: 28 e 29).

PAULA CHICONI DACUNTO DOS SANTOS

BIBLIOGRAFIA

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CASOTTI, P. J. American Pit Bull Terrier: Desfazendo mitos e preconceitos. São Paulo: Nobel, 2000.

DARWIN, C. A origem das espécies. São Paulo: Martin Claret, 2007.

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FOGLE, B. Guia ilustrado Zahar: Cães. Tradução de Bianca Bold. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

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HALL, D. Raças de cães. Tradução de Zita Morais. Lisboa: Regency publishing limited, 2007.

MEDEIROS, G. Bulldog um cão de sofá… Será? Disponível em: <http://bullblogingles.com/2010/03/04/bulldog-um-cao-de-sofa-sera/>. Acesso em: 7 jul 2010.

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REVISTA CÃES & CIA. São Paulo: Dezembro, 2009 – Revista Mensal. ISSN 1413-3040. Bulldog: a polêmica sobre sua aparência, p. 20.

REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC. São Paulo: Janeiro, 2002 – Revista Mensal. A evolução dos cães, p. 28.

RICHARD, B. A pocket guide to dogs: A complete guide to all the popular dog breeds. U.K: Parragon Publishing Book, 2006.

ROBERTS, T.; MCGREEVY, P.; VALENZUELA, M. Human induced rotation and reorganization of the brain of domestic dogs. Disponível em: <http://promega.wordpress.com/2010/08/09/from-gray-wolf-to-bulldog-changes-to-the-dog-brain-as-humans-reshape-it-head/>. Acesso em: 15 agosto 2010.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 1. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-1-0402336CE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 2. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-2-0402376CE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 3. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-3-0402346EE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

SEGREDOS DO PEDIGREE parte 4. Disponível em: <http://mais.uol.com.br/view/wkgk9rozkklc/segredos-do-pedigree-parte-4-0402366EE4B98346?types=A&>. Acesso em: 29 jul 2010. Vídeo online.

THE EVOLUTION OF THE DOGS. Disponível em: <http://animals.howstuffworks.com/pets/dog.htm>. Acesso em: 15 agosto 2010.

BIBLIOGRAFIA DAS IMAGENS:

Figuras 1, 2, 3, 4, 10, 15 e 18 disponíveis em: <www.wikimedia.org> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figuras 6 e 7 disponíveis em: <www.8e.devbio.com> Acesso em: 3 de outubro, 2010.

Figura 8 disponível em: <www.msnbcmedia.com> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figura 9 disponível em: <www.newsblaze.com> Acesso em: 26 de setembro, 2010.

Figuras 11, 12, 19, 23, 27 e 28 disponíveis em: <www.corbis.com> Acesso em: 28 de outubro, 2010.

Figura 13 disponível em: <www.cityroom.blogs.nytimes.com> Acesso em: 23 de outubro, 2010.

Figura 14 disponível em: <www.pbs.org> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figura 16 disponível em: <www.dogdirecx.blogspot.com> Acesso em: 10 de outubro, 2010.

Figura 17 disponível em: <www.piratesdencanecorso.com> Acesso em: 31 de outubro, 2010.

Figura 20 disponível em: <www.whiteknightabs.com/images/bullbaitpicweb_american_bulldog_old_southern_white_white_english_bulldog> Acesso em: 31de outubro, 2010.

Figura 21 e 22 disponíveis em: <www.sutusbulldogs.co.uk> Acesso em: 30 de outubro, 2010.

Figura 26 disponível em: <http://photobucket.com/images/Caragan/Kennel/> Acesso em: 30 de outubro, 2010.”

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Olho de Cereja – Cherry Eye

Em minhas andanças pela internet encontrei esse belo artigo abordando um problema que infelizmente é recorrente na raça:

“Cherry Eye ú Ojo de Cereza. La eversion del tercer párpado en el perro.

por Darwin Eslava

 Cherry Eye es un término pintoresco para el prolapso de la glándula del tercer párpado en el perro. El tercer párpado también es conocido como membrana nictitante ó  parpadeante. Dicha glándula sirve como protección extra para el ojo con una interesante capacidad  de cerrar hacia arriba el ojo sobre el globo ocular en un perro. El canino puede retractar el globo ocular entero hacia atrás de la cuenca y emparejada con esta acción el tercer párpado tiene la capacidad de deslizarse hacia arriba sobre el globo retractado.

En la cara inferior del tercer párpado hay una pequeña glándula. Esta secreta alrededor del 20 por ciento de la producción de lágrima en el ojo. Algunos Veterinarios prefieren preservar esta glándula en el momento de hacer una cirugía para corregir un Cherry Eye, bajo el razonamiento de que, si el otro aparato que produce lágrima falla debido a una infección,  traumatismo, o debido a desórdenes inmunológicos, la glándula del tercer párpado será un alivio para el ojo. Esto, si bien es correcto, la ayuda será minima y no evitará la aparición del “ojo seco”. Una vez que la producción de lágrima de un ojo falla, una resequedad crónica aparece e impacta adversamente la salud de la superficie de ojo. Este “ojo seco” es llamado Keratoconjunctivitis sicca (KCS). 

En algunas razas — especialmente Boston Terrier, Cocker Spaniel, Bulldog Ingles y Beagles — la glándula del tercer párpado no es contenida totalmente en su lugar. Esta sufre un prolapso (se sale) a donde el propietario la advierte como una masa enrojecida debajo del ojo. Fuera de su posición normal, en la glándula no circula sangre apropiadamente y se hincha. 

EL TRATAMIENTO

Eliminación de la glándula

Bajo este sencillo método la glándula del tercer parpado es tratada como un pequeño tumor y simplemente es desprendida por medio de una cirugía hasta cierto punto simple, realizada con anestesia local. Bajo esta técnica la glándula no vuelve a aparecer nunca pues como se mencionó, esta fue extirpada. Es el método que nosotros hemos utilizado con nuestros perros durante años sin problemas.

Recolocando la glándula

El otro tratamiento del Cherry Eye es la reubicación de la glándula en su lugar original. Hay dos técnicas para hacer esto y en las dos se utiliza anestesia general, con los riesgos que eso implica para un Bulldog Ingles. El método tradicional en el que simplemente la glándula se mete de nuevo, es el más común. Aquí, una sola puntada es colocada permanentemente fijando la glándula en su lugar. Las complicaciones de utilizar este método son las siguientes: 

 

  • Si el “punto” se desata, la superficie del ojo podría llegar a ser rasguñada por la sutura. Si esto ocurre, al perro le dolerá el ojo y el hilo de sutura será visible. La sutura puede ser quitada y problema resuelto.
  • La sutura no puede ser anclada permanentemente. De hecho, esta cirugía es notoria para este tipo de fracaso y con frecuencia una segunda cirugía es necesaria. Si esto ocurre, recomendamos que un veterinario experto realice la segunda cirugía para llevar al máximo las oportunidades de solución permanente.
  • A veces el Cherry Eye está acompañado de otros problemas de párpado que hacen la reparación más difícil o con menos probabilidades de tener éxito. En estos casos, otra vez, recomendamos que un veterinario experto realice la segunda cirugía para evitar un nuevo fracaso.

En una novedosa técnica quirúrgica, una porción del tejido es quitada directamente de la glándula. Esta técnica debe ser realizada únicamente por veterinarios expertos pues no es fácil determinar cuánto tejido hay que quitar. Las puntadas diminutas que se disolverán finalmente son utilizadas para cerrar el espacio apretando los dos extremos de la incisión empujando la glándula en el lugar. Las complicaciones pueden incluir: 

 

  • Inflamación o hinchándose cuando las puntadas se disuelvan.
  • Apretar inadecuadamente el vacío del tejido puede llevar a reaparición del ojo de cereza. Como ya hemos mencionado, si la cirugía falla, un oftalmólogo veterinario debe realizar la segunda cirugía.
  • Molestias por puntos mal puestos. Las puntadas flojas podrían herir el ojo dependiendo del tipo de sutura utilizada.

A veces ambas técnicas quirúrgicas son utilizadas en el mismo ojo para lograr un mejor resultado. Las complicaciones perjudiciales de estas cirugías son excepcionales pero la reaparición del Cherry Eye es común. Si un ojo de cereza vuelve a brotar, es importante darle a conocer a su veterinario que es la segunda cirugía. El propietario debe esperar alguna hinchazón postoperatoria pero esto debe volver a la normalidad y el ojo debe verse normal después de una semana. Si el ojo le duele al perro o parece anormal, es importante que sea reexaminado tan pronto como sea posible. 

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

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1ª CABCN – Um Evento Histórico!!!

Enquanto ainda nos despedimos do velho ano, 2011 já nos acena com um grande evento e que certamente escreverá uma página importante da história da raça Bulldog no Brasil. Esse é o objetivo da 1ª CABCN (1ª Copa Abrabull de Criação Nacional), a primeira e única exposição da raça a valorizar, com exclusividade, o trabalho de nossos criadores e a qualidade dos Bulldogs orgulhosamente nascidos no Brasil. A brilhante idéia é do Bibbo Camargo e conta com a chancela e o apoio da Abrabull. Em breve estaremos divulgando, em primeira mão, mais detalhes dessa importante e histórica exposição.

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

No túnel do Tempo: 1ª Nacional da Raça realizada no Brasil!!!

O amigo e colaborador Bibbo Camargo, nos brinda com o registro fotográfico da 1ª Nacional da Raça Bulldog realizada na cidade de Curitiba-PR, em 2001. Em abril de 2011 a Abrabull estará realizando a sua 8ª Nacional, o maior e mais importante evento da raça no Brasil e que a cada ano se renova, batendo recorde de cães e público. Lá se vão 10 anos de história do BULLDOG no Brasil!

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Com a palavra, o Criador Renato Bellani (Maiorca)

1. PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Começou há cerca de 10 anos quando tive meus primeiros bulldogs pets porque achava um cão exótico, meus pais criavam cães desde 1971 então em 2005 começamos para valer na raça a qual somos apaixonados e eu Renato Bellani, minha esposa Luana Bellani e minha mãe Ana Bellani sempre procuramos produzir o melhor para atender a nossos expectativas e a de nossos clientes.

2. QUAL A ROTINA DO CANIL?

Nosso canil segue uma rotina diária que inicia às 7:45 quando nosso funcionário chega e limpa os canis e logo em seguida alimenta os nossos cães, eles são frequentemente escovados e colocados nos picadeiros onde podem se exercitar. Ao meio dia recolhemos todos aos canis. Alguns filhotes e os cães de pista são manejados em dias alternados respeitando sempre aos dias com temperatura mais agradável para não desgastar muito os cães. Às 17:30 os cães são novamente alimentados e após limpar todos os canis é encerrado o dia. Fora esta rotina temos também as rotinas com nossas ninhadas que são criadas dentro de nossa casa em ambiente climatizado . Os filhotes ficam em berços com lençois térmicos separados das mães e de 3 em 3 horas juntamos eles às mães para que se alimentem , após saciar sua fome os bebês são limpos e colocados novamente em seus berços. Aos 20 dias eles começam a comer papinha para começar o processo de desmame a fim também de preservar a matriz.

3. QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Procure seu cão em canis com um bom plantel, procure saber como são os cães produzidos por este criador, lembre-se sempre que o bulldog é um cão para companhia e não para esportes ele se adapta bem a vários ambientes porém não tolera bem o calor em excesso e sempre é bom lembrar que o barato sai caro.

4. QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

Respeite os limites de seus cães, ame-os independente de tudo, mantenha com vacinas e vermífugos em dia, limpe sempre suas dobras prefira alimentação super premium para seu cão, cuidado com a obesidade, seguindo esses conselhos se você optou por um cão de boa procedência seguramente não terá problemas.

5. E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Conheça bem a raça, acompanhe um pouco a rotina de um canil, veja se você terá condições de atender às necessidades que eles têm na reprodução e também no acompanhamento dos filhotes com a mãe, etc. Criar Bulldog parece fácil mas não é.

6. QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

Não existe um perfil específico , o proprietário somente tem que amar e respeitar seu cão ele não exige muito mais que isso e uma boa alimentação.

7. QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Nosso plantel está melhorando muito nos últimos anos, vários canis importaram cães de ótima qualidade, investiram pesado em linhas de sangue que certamente vão contribuir muito em nosso plantel. Hoje os Bulldogs do Brasil já são mais respeitados lá fora tivemos vitórias significativas na Europa e America.

8. AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Sim ainda somos um país importador embora já exportemos muito também então na verdade hoje o meio cinófilo está mais globalizado e as linhas de sangue que antes eram restritas em algumas partes do mundo, agora já existem em muitos países isso é bom pois fortalece a raça. Mas é evidente que somos muito mais importadores que exportadores pois a raça esta tendo um forte amadurecimento nestes últimos 10 anos graças às importações que vieram a somar muito. Nós mesmo importamos desde 2006 mais de 15 cães da Europa para montarmos nossa base de criação.

9. QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Exposição no Brasil é algo que nunca agrada a todos, nem sempre o melhor ganha, pois existem árbitros que têm um profundo conhecimento na raça assim como existem alguns muito fracos que julgam uma outra raça que não é o Bulldog Inglês e acabam as vezes engrandecendo cães que por muitos criadores não tinham condições de chegar tão longe. Eu particularmente coloco meus cães para fechar os títulos apenas e os retiro de pista.

10. QUAL A SUA MAIOR FELIDICADE COMO CRIADOR?

Produzimos a primeira bulldog nascida no Brasil a ganhar melhor da raça na Espanha “MAIORCA BULLS NAJA”, esta mesma fêmea também foi RBIS em Portugal, ganhou classe intermedia numa monográfica nacional na Espanha, 3º Classe intermedia no World Bulldog Federation com mesma pontuação da segunda colocada (classe da fêmea que foi BIS). Desta mesma Ninhada saiu CH MAIORCA BULLS NANCY fêmea que venceu já no Brasil e Uruguai. Em uma ninhada deixar o rastro de vitória por 5 paises é algo que para nós é motivo de muito orgulho ainda mais 3 destes países sendo países pertencentes a EUROPA, onde se encontra a nata da raça.

11. QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Sou a favor do novo padrão embora muitas vezes acredito que ele não seja respeitado.

12. O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

Expressão, uma cabeça limpa que seja marcante que quando a veja seja identificado um Bulldog, uma boa respiração, boa cauda , ossos pesados .

 http://www.canilmaiorca.com/