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Vem aí 16ª Edição da Revista Bulldog Show!

15 ª Edição

Pessoal, interessados em anunciar na BULLDOG SHOW 16, favor enviar e-mail ou mensagem inbox.
revista@bulldogshow.com.br

Segue link com a última edição online da revista:

http://www.youblisher.com/p/1009627-Revista-BULLDOG-SHOW-E…/

Bulldogs e as crianças.


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Antônia

Esta é uma parceria que tem tudo para dar certo: os cães, pelo próprio sistema de organização do mundo canino, são naturalmente propensos a proteger e cuidar das crianças, já que elas são os filhotes humanos.

O cachorro ideal para crianças é um que não se irrita facilmente, que é paciente e que se diverte passando horas brincando e convivendo com o seu pequeno dono.  Essa interação,  que é ótima para ambos, fortalece a saúde da criança, suas habilidades de leitura, seu desenvolvimento cognitivo e seu senso de responsabilidade.

A raça Buldogue Inglês possui um temperamento dócil, o que faz este tipo de cachorro ser um excelente companheiro e viver de maneira harmoniosa com crianças em casa ou em apartamento.  Apesar de ter um nível baixo de energia, eles são brincalhões.

Ele exige bastante disciplina, principalmente no convívio com crianças, pois os cães são naturalmente protetores e podem ser brutos.  Sendo assim, é importante que eles sejam acostumados com novas pessoas e treinados a respeitar os comandos dos donos, desde filhotes.

Há bastante variação em personalidade, saúde e outras características dentre os diversos cães da raça por conta da recente popularidade e consequente produção excessiva dos cães.  Como para todas as raças, donos devem garantir que esses cães foram criados de forma consciente e responsável, prezando a saúde e os aspectos comportamentais da raça. Mas quando bem treinados e socializados, o Bulldog Inglês pode ser considerados um dos melhores cachorros para criança.

Demodex, parece mas não é…

O tema envolvendo o ácaro demodex canis na raça Bulldog é, na maioria das vezes, mal interpretado, ocasionando diagnósticos equivocados, dores de cabeça e atrito entre criadores e proprietários.

Antes de qualquer coisa, é importante registrar que o presente artigo é baseado principalmente na minha experiência como criador e se refere especificamente à ocorrência do demodex canis na raça Bulldog.
De início, vale registrar que a sarna demodécica apresenta duas formas distintas, a juvenil localizada e a adulta generalizada.
A maioria dos casos de diagnóstico errôneo e precipitado refere-se à forma juvenil e localizada. Esse será o objeto do presente texto.
Um belo dia, o proprietário de um jovem bulldog percebe algumas pequenas falhas redondas na pelagem do seu cão. Ao levá-lo no veterinário, recebe a sentença: “seu cão está com SARNA DEMODÉCICA e precisa ser CASTRADO!” Automaticamente, o proprietário coloca-se na posição de vítima de um criador irresponsável e mau-caráter!
O resultado desse diagnóstico causará stress ao criador, ao proprietário e, principalmente, ao próprio cão, o qual passará a ser visto por seu dono como sinônimo de tristeza e preocupação…
O aspecto primordial da sarna juvenil localizada é possuir uma relação íntima e direta com o sistema imunológico do cão que ainda é jovem, ou seja, menos de 12 meses. Nessa fase da vida, a imunidade do cão estará em franca construção e, portanto, apresentará brechas que o tornarão suscetível a este e outros problemas de saúde próprios da idade (otites, resfriados, pneumonias, giárdia, doenças virais oportunistas, entre outros).
Também caracterizadora da forma juvenil localizada, estão o formato das lesões e sua extensão, sendo comum o aparecimento de uma a cinco falhas redondas no pêlo, geralmente situadas nas regiões da cabeça, pescoço e membros anteriores.
Importante registrar que o demodex canis é um habitante natural da pele de todos os cães do planeta que apresentem sinais clínicos da doença ou não! Então, num exame de raspado cutâneo, em qualquer cão (seja um cão de rua, seja um cão de madame ou cão de raça, não importando a raça), lá estará presente o ácaro, fazendo parte da microbiota, da fauna cutânea, ao lado de outros microorganismos!
Morador da pele, o demodex é extremamente oportunista, aproveitando-se de inúmeras situações para reproduzir-se, consumir o pêlo e com isso causar falhas.
A fase jovem do bulldog e as inúmeras oscilações que o seu sistema imunológico poderá sofrer até a sua completa formação são, da mesma forma, super aproveitadas pelo demodex!
Entre os cães jovens, vê-se uma maior incidência em fêmeas justamente no período que antecede o primeiro cio, quando o organismo sofre uma descarga hormonal muito grande. Nessa ocasião, oportunamente o ácaro poderá se manifestar através de pequenas e localizadas lesões na pele.
O mesmo se pode dizer dos machos que passam pela fase de puberdade. Mesmo sem ter um evento marcante como o cio das fêmeas, no macho há também uma “explosão hormonal”, pois, também nesta idade (de 9 a 12 meses), o cão torna-se apto a reproduzir (maturidade sexual).
De todas as possíveis causas, a imunodepressão causada pelo manejo equivocado é a grande responsável pelo surgimento dos sinais clínicos da sarna demodécica juvenil e localizada na raça Bulldog.
O exemplo clássico é o filhote que sai do canil onde tem uma qualidade de vida ideal (alimenta-se corretamente, dorme, toma sol, faz atividade física, tem a companhia dos irmãos de ninhada e atenção do criador) e vai para sua nova casa. Lá ele passa o dia só, trancado no apartamento, esperando pela chegada de seus donos ao final do dia.
Esse é um fato infelizmente corriqueiro, pois muitos compram o filhote por impulso, sem pesar a responsabilidade e o trabalho demandado. Também nesses casos há a indiscutível irresponsabilidade do “criador” que, ao vender esse filhote e para não atrapalhar o negócio, pinta um quadro extremamente colorido e surreal, onde o filhote é quase auto-suficiente, que não dará qualquer tipo de trabalho, ao contrário, só alegrias ao feliz proprietário. O Bulldog é uma raça de companhia e que gosta e precisa do contato humano para viver feliz e sem stress.
Despreparo, falta de tempo e espaço adequado são as principais dificuldades enfrentadas por quem está pensando em ter um cão de companhia. Ter um pet nestas condições será sempre sinônimo de problemas, que podem se manifestar tanto na via comportamental quanto por meio de inúmeras enfermidades, como é o caso da sarna demodécica juvenil localizada!
Entre outras causas de imunossupressão que podem acarretar um quadro de demodécica estão: desnutrição, traumatismos, ansiedade de separação, fadiga crônica, estro, parto, lactação, parasitismo, crescimento rápido, vacinações, temperaturas ambientais adversas e doenças debilitantes.
Também considerado manejo equivocado, estão os banhos freqüentes a que muitos cães são submetidos… Muitos vão à pet shop uma vez por semana para banho, o que é um verdadeiro absurdo e um atentado à saúde da pele de qualquer cão!
Cumpre lembrar que não estamos diante de uma raça rústica. Ao contrário, o Bulldog é exigente do ponto de vista nutricional e de cuidados!
A forma juvenil e localizada da doença é considerada benigna e, na grande maioria das vezes, não requer tratamento (auto-limitante), havendo cura espontânea, já que a resposta imunológica do cão será capaz de controlar naturalmente a população de ácaros. Isso ocorrerá num período de 2 a 3 meses.
Em 10% dos casos a sarna demodécica juvenil localizada poderá evoluir para a forma generalizada, cujo enfoque, por óbvio, será outro e totalmente diverso.
No caso da forma adulta e generalizada, estaremos sim diante de uma doença grave, com recidiva e de difícil e longo tratamento e que, invariavelmente, irá acompanhar o cão por toda a sua vida. Somente na forma generalizada da doença a castração deve ser indicada como forma de evitar oscilações hormonais e possível reaparecimento dos sintomas clínicos da doença.
Por isso, em se tratando de um cão jovem, com lesões localizadas, jamais se pode adotar o mesmo diagnóstico e protocolo que se teria diante da verdadeira e temida sarna demodécica!
Nessa hora são necessários prudência e bom senso, rever o manejo do cão, questionar-se sobre a qualidade de vida ofertada e aguardar pela resposta imunológica antes de qualquer decisão precipitada, pois aquilo que parece muitas vezes não é!
Para concluir, devemos dizer que muitos cães, incluindo Bulldogs, vêm sendo diagnosticados erroneamente com a sarna demodécica e a partir daí submetidos a tratamentos desnecessários e onerosos. Como bem diz o veterinário Dr. Ronaldo Lucas, uma das maiores autoridades em dermatologia canina no País: “Não é porque você tomou um porre na vida, que pode ser rotulado de alcoólatra.”
Gilberto Medeiros – www.reservadorei.com.br

Cistite

Nos casos de cistite, ocorre um espessamento da parede da bexiga com inflamação e redução do interior, por isso os cães têm necessidade de urinar com maior freqüência e em pequena quantidade.

A cistite consiste na inflamação da bexiga, é uma vesicopatia muito vista na rotina clínica. Podemos ter várias razões para o seu surgimento:

* origem
bacteriana: a contaminação bacteriana pode ocorrer pela migração de bactérias das fezes para a uretra e bexiga. Muito comuns em fêmeas após o cio e em machos e fêmeas que têm o habito durante a micção de contatar o chão ou outra superfície, assim propiciando a entrada de bactérias.

Também temos algumas patologias renais que podem levar a cistite;

* origem medicamentosa: cães que estão em tratamento com quimioterápicos podem apresentar cistite tanto pela ação do quimioterápico no local quanto pela redução da imunidade;

* secundária a outras doenças: algumas patologias podem ser responsáveis pelo surgimento da infecção como vemos em casos de diabete mellitus que pode gerar um quadro chamado cistite enfisematosa;

* tumores e cálculos: a presença destes pode gerar lesões na parede mucosa da bexiga e propiciar o surgimento da cistite;

* origem fúngica: cães imunodeprimidos podem ser mais suscetíveis à contaminação por fungos e seu crescimento no interior da bexiga.

A cistite pode se apresentar de forma aguda com surgimento repentino ou forma crônica com quadros que se estendem por mais tempo. Os sinais clínicos observados incluem aumento da freqüência de micções, febre, odor desagradável da urina e prostração. Em casos de cistite hemorrágica ou tumores vesicais, a urina pode ser composta na sua maioria por sangue vivo ou coágulos. Em casos de cálculos vesicais a urina pode ter a presença de sangue e de pequenos cristais semelhante à areia.

O diagnóstico é realizado pelo exame clínico do cão, ultrassonografias abdominais e exames de urina e de sangue. Para a cistite bacteriana o tratamento é realizado com uso de antibióticos e exames de controle. Nos casos de cálculos vesicais se faz além da medicação, alterações na dieta com introdução de ração especial e, se necessário, cirurgia para retirada dos cálculos. Quando a cistite é gerada pela presença de tumores, indica-se procedimento cirúrgico e biópsia do material.

O prognóstico da cistite varia de acordo com o caso, mas em geral cistites bacterianas têm resolução simples e rápida, enquanto os tumores têm um prognóstico que varia de acordo com seu tipo e classificação.

A prevenção pode ser feita oferecendo ração de boa qualidade, de preferência sem muitos petiscos e evitando totalmente alimentos humanos. A higiene também é importante, principalmente em fêmeas no cio com limpeza do local e banhos regulares.

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

E o Homem Encontrou o Cão…

Apenas dois animais entraram no lar humano noutra qualidade que não a de prisioneiros, e foram domesticados por outros meios que não a servidão forçada: são eles o cão e o gato. Ambos partilham duas características, a saber, ambos pertencem à ordem dos carnívoros e ambos servem o homem na sua qualidade de caçadores. Em tudo o resto, e antes de mais na forma como se associam ao homem, eles são tão diferentes um do outro como a noite do dia. Não há animal domesticado que tenha alterado tão radicalmente todo o seu modo de vida, até mesmo toda a sua esfera de interesses, que se tenha tornado doméstico duma forma tão genuína como o cão; e não há animal que, no decurso da sua associação secular com o homem, tenha mudado tão pouco como o gato“.

O trecho acima faz parte da introdução do livro “Man Meets Dos” (E o Homem Encontrou o Cão; Editora Relógio D’água) escrito pelo Austríaco Konrad Lorenz, considerado o fundador da Etologia e Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia (1973). Esta é uma excelente dica de leitura aos nossos internautas.

A obra é um fascinante trabalho desse grande comportamentalista animal, pois aborda diferentes e instigantes temas, desde o início da associação entre “homens” e “cães”, passando pela origem da fidelidade, cães e crianças, costumes caninos, adestramento, escolha de um cão, consciência animal, entre outros.

Muito embora tenha sido escrita na década de 50, onde o cão não recebia o mesmo enfoque que recebe nos dias atuais, a obra continua atual pois poucos autores abordaram com tanta sabedoria a essência do comportamento canino.

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Penso, logo mordo!

Centro de Educação Canina Graciosa Dog Resort

Muitas pessoas possuem uma concepção incompleta e muitas vezes equivocada do que realmente significa uma mordida no mundo canino.

Vamos começar pela infância/juventude dos cães e a vida entre irmãos de uma ninhada.

Filhotes brincam, interagem e se comunicam utilizando o corpo e principalmente a boca.

Nesta fase do desenvolvimento, os filhotes aprendem a modular a intensidade de suas abocanhadas pela reação do irmão.

Se o filhote extrapola em seu jogo e morde forte o irmão, automaticamente recebe como resposta um ganido e a imediata interrupção da brincadeira.

Quando isso acontece, temos também uma reação do ofensor que esboça uma expressão desconcertada de quem pisou na bola e acabou descumprindo as “regras do jogo”.

Também nessa idade se percebem os primeiros sinais dos diferentes perfis comportamentais de cada um dos filhotes e as brincadeiras constituem uma oportunidade para os filhotes testarem suas pretensas posições hierárquicas na ninhada e posteriormente na matilha.

Assim, como todo ser vivo dotado de inteligência, o filhote, independente da raça, irá, enquanto cresce e desenvolve-se, interagir com seu dono da mesma forma com que faria junto aos irmãos de ninhada, sua mãe e/ou cães mais velhos.

Note-se que no caso específico do Bulldog, temos um cão outrora de arena, ou seja, uma raça cuja função originária e primitiva era morder e, queira ou não, esse viés, essa inclinação, está presente também no DNA dos pacatos e companheiros Bulldogs modernos.

Em outras palavras, o uso da boca em todas as fases do Bulldog é mais pronunciado do que em outras raças.

E é justamente por isso que o proprietário precisa compreender o significado da mordida do filhote e saber interagir corretamente para que problemas futuros sejam evitados.

Muitas das reações do proprietário às mordidas agressivas do filhote são totalmente equivocadas e acabam por reforçar/recompensar a conduta indesejada.

Jamais provoque o filhote com jogos violentos usando a mão ou outro objeto como oponente.

Muitas mordidas são, também, formas que o filhote/cão adolescente encontra de chamar a atenção ou extravasar suas frustrações.

Por isso, qualquer tipo de atenção dada ao filhote, positiva ou negativa, após a indesejada mordida, servirá como reforço ao ato de morder.

Assim sendo, nada de comentários do tipo “ai que bonitinho todo brabinho” ou “que feio mordendo a mamãe”…

Aqui se abre um parêntese para registrar que filhotes não são crianças e, por isso, não podemos jamais humanizar essa relação. Buscar conhecer e entender a ótica canina é fundamental para que o convívio seja de companheirismo, respeito e amizade.

Lembre-se que você não conseguirá educar um filhote dando-lhe apenas carinho. É preciso impor regras, limites e restrições.

Em 99% dos casos nos quais o proprietário têm alguma reclamação comportamental do seu cão, tal situação foi causada por erros cometidos pelo próprio dono do animal. Muito mais do que pensar em chamar um adestrador, são os donos que precisam ser “adestrados”, pois desconhecem o cão e o seu papel na vida dele.

O mesmo se pode dizer de todo e qualquer castigo físico como bater com jornal, sacudir pelo cangote, segurar o focinho com a boca fechada ou gritar com o cão.

A melhor reação à mordida forte é interromper a interação com o filhote como aconteceria se  a brincadeira fosse entre dois cães.

Outra alternativa é desviar a atenção e a boca do filhote para objetos e brinquedos apropriados, que possam ser roídos e mordidos à vontade.

Gastar a energia do filhote com atividade física e brincadeiras apropriadas e que não envolvam fortes mordidas é também uma excelente opção, pois energia acumulada e falta de atenção dos donos podem gerar situações em que o ato de morder nada mais é do que um pedido de atenção ou uma válvula de escape.

Por isso, caro leitor, não espere que aquele filhote levado para casa seja como uma máquina que já vem programada para funcionar sempre da mesma maneira. Procure ler, busque informar-se sobre tudo o que cerca o universo e a ótica do cão.

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Donos devem ficar atentos às exigências antes de viajar com seus bichos…

Quem tem bichos de estimação com certeza já passou ou vai passar pela situação de querer (ou precisar) viajar e não saber o que fazer com eles.

 Para os que optam por levá-los como companhia, uma boa notícia: aos poucos, está aumentando a quantidade e a qualidade de serviços voltados para uma população de 34,3 milhões de cães e 18,3 milhões de gatos, segundo dados de 2010 da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação (Anfalpet).

Hoje, os donos de pets podem encontrar companhias aéreas que ofereçam permissão para viajar na cabine (regalia reservada aos bichos com até 5kg). Dispõem ainda de hotéis que, cada vez mais, aceitam os bichos. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) calcula um crescimento entre 1% e 2% por ano, mas, como esses estabelecimentos ainda não estão presentes em todas as partes do Brasil, é sempre bom pesquisar antes de pegar a estrada. Finalmente, surgiram também agências especializadas na preparação dos documentos necessários e na criação de passeios específicos para os pets. Já pensou em fazer rafting com seu cão, por exemplo?

Pois isso já é possível. Mesmo com as novas facilidades, a decisão de viajar com um bicho ainda pode ser difícil se você não sabe o que levar na bagagem nem como preparar o animal para o tour.

Para tirar dúvidas, diminuir o estresse e aumentar as chances de o passeio ser divertido, vire a página e descubra um guia que pode ser usado não só nas férias, mas também durante o ano inteiro.

Em dia com as exigências Antes de partir rumo à diversão com o xodó da família, é importante organizar os documentos essenciais para viagens com animais e atualizar o cartão de vacinação.

No site do Ministério da Agricultura, o turista pode tirar dúvidas sobre a papelada necessária para viagens nacionais e internacionais com os bichos de estimação, em www.agricultura.gov.br/animal/animais-de-companhia. A preparação deve ser feita com o máximo de antecedência, para que, em primeiro lugar, ocorra a imunização proporcionada pela vacina contra a raiva no organismo do animal.

Ela é a única obrigatória para qualquer viagem dentro ou fora do país. E, se o passeio for em terras estrangeiras, o dono deve também procurar o consulado ou a embaixada do destino da viagem o quanto antes para saber se há outras exigências específicas daquele país.

O cão ou o gato precisarão do Certificado Zoosanitário Internacional (CZI). Ele é expedido de graça nos 106 postos do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) — presentes nos aeroportos — ou nas Superintendências Federais de Agricultura de cada estado. Os endereços podem ser consultados no site do ministério.

Para emitir o CZI, o dono do animal vai precisar de um atestado de saúde assinado por um veterinário (veja quadro com os dados necessários), da carteira de vacinação em dia e de outros documentos que possam ser exigidos pela representação diplomática do país a ser visitado.

A validade do certificado varia entre cinco e 10 dias. O ministério dispõe de 18 modelos de CZIs dos seguintes países: África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Hong Kong, Índia, Japão, México, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Paraguai, Suíça, Taiwan, Uruguai e Venezuela, além de todos os países da União Europeia. Se o destino da viagem não for nenhum desses, o turista deverá pedir ao serviço veterinário do país de destino um documento oficial com as exigências sanitárias. E, em seguida, apresentá-lo aos postos do serviço da Vigiagro para que seja produzido um CZI específico.

Atenção A primeira dose da vacina antirrábica precisa de 30 dias para fazer efeito. Portanto, se o seu animal for tomar pela primeira vez para viajar, prepare-se com um mês de antecedência. Anote A Superintendência do Distrito Federal fica no Setor Bancário Norte, quadra 1, bloco D, Ed. Palácio do Desenvolvimento, 5º andar. Telefone: 3329-7101 e 3329-7100. E-mail: gab-df@agricultura.gov.br. TRATAMENTO DISTINTO Coelhos, chinchilas, hamsters, iguanas, peixes ornamentais e alguns tipos de aves (periquito, calopsita, canário belga, pombo etc.) também são considerados animais domésticos, mas recebem tratamento diferente do oferecido a cães e gatos na hora de viajar.

A analista do Núcleo de Epidemiologia e Trânsito da Secretaria de Agricultura do DF, Mariana Cesar, explica a documentação exigida para eles: “Esses bichinhos precisam da Guia de Trânsito Animal (GTA). Ela é emitida nas unidades da Secretaria de Agricultura com a apresentação do atestado de saúde assinado por um veterinário.” Para obter a GTA, procure a instituição em um dos seguintes endereços: SAIN Parque Rural, ao lado da Secretaria de Saúde e da Emater (3340-3862); SNO Quadra 1, Setor Norte do Gama, Lote 14/24 (3484-3484); Quadra 24, casa 3, Setor Tradicional, Brazlândia (3479-1870); Quadra 8, Área Especial nº 3, Sobradinho (3487-1438); Setor Comercial Central, Quadra 2, Bloco B, Planaltina (3389-3738).

ATESTADO DE SAÚDE Viagens nacionais: » Cartão de vacinação em dia, com a antirrábica atualizada para animais a partir de quatro meses de vida (é a única vacina obrigatória para qualquer viagem); » Atestado de saúde emitido por veterinário cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).

Viagens internacionais: » Cartão de vacinação com a dose antirrábica em dia; » Atestado de saúde emitido por veterinário cadastrado no CRMV, para que seja emitido o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI); » A depender do país, outros documentos podem ser exigidos para que o CZI seja expedido.

 DOCUMENTAÇÃO O documento emitido pelo veterinário deve ter as seguintes informações:

» Nome, espécie, raça, porte e sexo do animal;

 » Idade real ou presumida;

» Informação sobre o estado de saúde e sobre imunização antirrábica;

» Declaração de que foram atendidas as medidas sanitárias definidas pelos órgãos de saúde pública;

» Identificação do veterinário (carimbo com nome completo, número de inscrição no Conselho Regional de Medicina Veterinária e assinatura);

» Identificação do proprietário (nome, CPF e endereço completo);

» Data e local.

PRECAUÇÃO Avião » Algumas companhias aéreas têm sistema de reserva de animais e outras deixam para confirmar a presença no voo no dia da viagem. Por isso, é importante verificar quais serviços a empresa contratada pode oferecer;

» Se o animal tiver até 5kg, existem companhias aéreas que permitem a ele viajar ao lado do dono;

» Independentemente do local para onde o bichinho for transportado, ele precisará de uma boa caixa de transporte, que lhe possibilite dar uma volta ao redor do corpo;

» Veterinários não recomendam a sedação do animal. É melhor optar por calmantes à base de substâncias naturais.

Carro » O animal precisará de um cinto de segurança especial para cães ou gatos (quem deixa animais soltos no veículo comete infração média, com perda de quatro pontos na carteira e multa);

» Programar paradas a cada duas horas;

» Fora do carro, oferecer água.

Ônibus

» Informar-se sobre a permissão de animais com a empresa de transporte rodoviário, antes de contratá-la;

» O animal deve ficar dentro de uma caixa de transporte;

» Levar garrafinha d’água, toalhas de papel e saco de lixo para eventuais emergências.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

Publicação: 20/07/2011 10:31

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

DICA DE SAÚDE!!!

Constantemente surgem perguntas sobre qual o produto a ser usado na hora do banho dos Bulldogs e é por isso que resolvi dividir com os nossos Bullblogueiros, uma excelente dica obtida por ocasião da palestra sobre dermatologia patrocinada pela Royal Canin na 8ª Nacional Abrabull. Além de eficaz, a dica de saúde tem um custo excelente, pois trata-se do uso dos sabonetes “PROTEX” e “DOVE”, um após o outro no mesmo banho. Nossos cães já experimentaram e o resultado foi muito bom!

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Expectativa de vida. Quem é o culpado?

Foto: Dirk Boos

Ainda sobre a expectativa de vida de nossos Bulldogs, suas causas e possíveis prevenções, aproveito o assunto para registrar a grande importância do trabalho realizado pelo criador do qual será adquirido o filhote e novo membro da família.

Muito mais que reproduzir cães e gerar filhotes, o criador sério e verdadeiramente comprometido com a raça deve ter como pilar de seu trabalho a saúde dos cães que compõem o seu plantel, preocupação que merece ser sublinhada em se tratando da raça Bulldog, um cão com “anomalias” e “peculiaridades”, muitas delas na contramão daquilo que poderíamos considerar ideal quando pensamos em saúde e qualidade de vida de qualquer cão.

O Bulldog moderno – e isso, infelizmente, ainda é do conhecimento de poucos – é um cão que prima pelo temperamento dócil, pela saúde, pela elegância e harmonia de formas.

Porém, ainda vemos uma grande desinformação das pessoas e o uso indevido desse senso comum equivocado por parte de pretensos criadores preocupados exclusivamente com o comércio de filhotes.

Esse Bulldog, cujo “modelo” está ultrapassado, é um cão esteriotipado, com excesso de rugas e formas exageradas, e ainda se vê sendo criado e reproduzido como típico e fiel representante da raça.

Para que o internauta possa visualizar melhor, o Bulldog a que me refiro mais se assemelha a um filhote de Sharpei em termos de rugas no corpo e principalmente na cabeça. O tamanho do crânio está em desarmonia às demais partes do corpo. É “rebaixado”, com exagerada abertura de peito, e ostenta, no lugar do que deveria ser a linha elegante e suave de um topline, uma montanha russa que despenca dos quartos em direção à cernelha. Não tem pescoço, dando a impressão de que a cabeça está atarraxada ao corpo. Possui grande dificuldade respiratória, em constante ofegar, com “metros” de língua para fora. E, por fim, a trufa pequena e as narinas apertadas completam o quadro da dor de um a animal que sofre para viver.

Nem precisamos falar dos inúmeros problemas de saúde, inicialmente ocultos, que tais Bulldogs poderão desenvolver num futuro próximo, pois seus “criadores”, via de regra, não tiveram qualquer critério seletivo na escolha dos genitores.

Certamente estes falsos criadores são os principais CULPADOS pela baixa expectativa de vida ainda ostentada pela raça.

Por isso, não espere que o filhote levado para casa possua qualidades ou uma saúde melhor/diferente daquela herdada de seus pais.

Antes do ingrediente emoção, use uma boa dose de razão:

a) Jamais adquira seu Bulldog em feiras de filhotes, classificados, sites de venda de mercadorias ou através de qualquer outro meio onde o contato direto com o criador seja ocultado/dificultado;

b) Procure conhecer os cães, as instalações e o trabalho desenvolvido pelo criador antes de decidir onde comprar o seu filhote;

c) Fuja das barbadas, preços de ocasião, liquidações e quaisquer outras ofertas assemelhadas;

d) Pergunte, informe-se e tire todas suas dúvidas. Bons criadores farão questão de passar o máximo de informações sobre a raça e sobre o filhote que está sendo adquirido.

Estar informado e escolher um criador ético e responsável, antes de escolher o filhote, são as grandes armas com quais se poderá melhorar não apenas a longevidade da raça mas a qualidade de vida de nossos queridos Bulldogs.

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Refresque o Verão de Seu Cão. Cachorro Quente NÃO!

Segue outro belo artigo da amiga do Bullblog e criadora de Bulldog Francês, Sirley Vieira Velho, alertando para os cuidados com o calor:

São inúmeras as histórias de acidentes envolvendo cães e calor. Muitos frenchies morreram e continuam a morrer todos os anos vitimados pelas altas temperaturas.
Os acidentes ocorrem em toda a parte: em canis, em pet shops, cães sob responsabilidade de pessoas desavisadas e mesmo cães sob os cuidados de zelosos proprietários. Sim, muitas vezes 10 minutos de descuido podem bastar para que um acidente fatal aconteça. Esse assunto, embora muito debatido é sempre oportuno.
Cães tem sistema de refrigeração à água.
Sua temperatura é regulada através da evaporação da saliva. Por essa razão eles ficam ofegantes quando se exercitam ou quando o tempo está quente, assim promovem sua regulação térmica.

 

O que torna um cão  mais susceptível ao calor que outros?
A anatomia dos braquicefálicos faz com que encabecem a lista dos cães que mais morrem pelo calor.

A carinha achatada do Bulldog Francês e seu pescoço curto denota que sua cavidade oral e nasal são mais curtas. Dessa forma lhes resta uma menor superfície de contato com o ar e as membranas ricamente vascularizadas. O ar, normalmente mais frio, ao passar por esse caminho entra em contato com o sangue mais quente e ajuda a resfria-lo. Consequentemente eles tem maior facilidade de aquecer e maior dificuldade em manter sua regulação térmica.
 Os  mais sensíveis merecem cuidados redobrados:
Cães de focinho curto  como Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês. Embora os Chow Chows não tenham focinho achatado também estão sujeitos a intermação;

Cães de raças gigantes ;  

Cães idosos; 
Filhotes;
Cães de pelagem densa e/ou longa e farta;
Então quer dizer que posso expor outros cães ao calor sem correr riscos?

Não!

Todo o cão precisa ser preservado do calor.

Sabe-se de  Pit Bulls e Border Collies, cães reconhecidamente fortes e ativos, que foram vitimas fatais do hiperaquecimento. Então diante do calor não devemos nunca descuidar de nenhum cão.   
O que posso fazer para evitar e reduzir os riscos de perder meu cão por hipertermia?

Ele precisa estar em ambiente fresco
                                                               

Se costuma ficar dentro de casa utilize ventiladores e ar condicionado.
Proteja seu cão deixando-o sempre à sombra e evitando passeios entre 10 e 17 horas.                           

Nunca recrimine –o por enfiar as patinhas na água. Essa brincadeira poderá ser sua única chance de salvação numa situação de emergência. 

                                                  

Utilize potes de água grandes, de bocas largas  e sempre no maior número que você puder. Se você estiver fora de casa e ele virar um dos potes ainda haverá água disponível.

Evite bebedouros de bilha (do tipo torneira lambe-lambe): além da pequena oferta de água o cão se desgasta e se cansa para beber.

Ensine-o e estimule-o a lamber e brincar com gelo. Você pode valer-se desse artificio para mante-lo com água fresquinha por horas, basta congelar água em copinhos plásticos e colocar no pote dele.

Toalhas de nadador são uma boa opção para refresca-lo dentro carro ou em ambientes onde você não possa molhar o cão.                                     
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Banheirinhas ou bacias propiciam momentos relaxantes. Ensine seu BF a brincar e se divertir com a água, vocês dois irão curtir e isso pode valer uma vida. Ele poderá dar vários mergulhos ao dia: é um recurso saudável e recomendável!

Bata frutas não cítricas no liquidificador e produza gostosos picolés para seu amigão

Evite viagens aéreas durante o dia e procure os vôos com menor número de conexões.

Treine o animal para ficar na caixa de transporte bem antes da viagem. Isso evita expo-lo a situação nova que pode deixa-lo ansioso e ofegante.
– Se você possui animais intactos (não castrados) e de sexos opostos fique atento ao mínimo indicio de cio. Nunca deixe-os juntos sozinhos. Um macho percebe o cio muito cedo e a tentativa de monta sem supervisão pode levar macho e fêmea à morte. Machos também podem interpretar piometras e vaginites como cio e tentarem a monta.

- Frenchies podem ser teimosos e um pouco difíceis de treinar, especialmente se tiverem donos inexperientes. JAMAIS utilize o borrifador de água para “educa-los”.

O borrifador deve ser um amigo e um aliado de seu frenchies: são práticos, pequenos e podem servir tanto como bebedouros para os passeios curtos como para uma refrescada rápida enquanto caminham.

Explique a todos que poderão um dia cuidar de seu cão, mesmo que por poucas horas, sobre os riscos dele vir a hiperaquecer. Oriente-os sobre:
como agir para evitar episódios de hipertermia;

como  baixar a temperatura do animal em caso de hepertermia;

procurar auxilio veterinário, mas somente após ter realizado o resfriamento do animal, isso é de suma importância para reduzir o risco de vida. O vet deverá avaliar seu estado e medica-lo a fim reduzir os riscos de danos cerebrais e renais.  
Dipirona não irá resolver! A hipertermia causada pelo calor não está relacionada a nenhum mecanismo tratável com antitérmicos.

No Carro
Eles adoram passear de carro, mas esteja atento:
A temperatura dentro de um automóvel pode aumentar rapidamente, mesmo que o dia não esteja tão quente.
Evite entrar com o cão em um veículo que ficou estacionado ao sol.

Lembre-se de que o ar-condicionado deverá estar ligado.

Leve sempre muita água e toalhas para o caso de ter de refresca-lo mais rápido.

Para viagens mais longas previna-se com uma caixa térmica contendo gelo.
JAMAIS deixe seu cão dentro do carro sozinho, nem por cinco minutos. Carro parado e desligado é sinônimo de cachorro do lado de fora!

- Situações inusitadas podem matar um cão: 

Veja o episódio que aconteceu conosco. Réveillon de 2008,
nós prontos para sairmos de casa, uma noite de calor e umidade excepcionais. Como sempre a queima de fogos começa antes e fagulhas caem em nosso quintal. Um dos cães, ainda filhotão, se encanta e começa a correr atrás das “luzinhas” em movimento. De repente ele se aproxima, já cianótico e grogue, pedindo colo: havia superaquecido com a brincadeira.

A única forma de salvar seu amigo é agir rápido. É importante reconhecer a situação e iniciar imediatamente o resfriamento do animal. Só se dirija ao veterinário após o cão ter recebido o primeiro atendimento por você, isso é primordial. Não perca tempo!
Clique aqui e saiba como reconhecer os sinais e socorrer seu cão.

É bom lembrar:

A hipertermia é sempre um episódio gravíssimo.
Situações onde a privação de água se sobrepõe ao hiperaquecimento são ainda mais sérias e geralmente levam à morte.

Mantenha sempre muita água fresca disponível ao seu cão.

Antes de optar por um cão de raça pura considere suas características físicas, temperamento, necessidade de exercícios e aspectos ligados a saúde e cuidados. Um animal é e será sempre totalmente dependente. O convívio prazeroso entre vocês se condiciona a sua disposição em atender à demanda do cão.
Você sabia que um cão bem tratado pode ultrapassar 15 anos de vida? Adotar é um compromisso de longo prazo, pense nisso!

Sirley Vieira Velho
www.skonbull.com