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Com a palavra, o Criador Renato Bellani (Maiorca)

1. PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Começou há cerca de 10 anos quando tive meus primeiros bulldogs pets porque achava um cão exótico, meus pais criavam cães desde 1971 então em 2005 começamos para valer na raça a qual somos apaixonados e eu Renato Bellani, minha esposa Luana Bellani e minha mãe Ana Bellani sempre procuramos produzir o melhor para atender a nossos expectativas e a de nossos clientes.

2. QUAL A ROTINA DO CANIL?

Nosso canil segue uma rotina diária que inicia às 7:45 quando nosso funcionário chega e limpa os canis e logo em seguida alimenta os nossos cães, eles são frequentemente escovados e colocados nos picadeiros onde podem se exercitar. Ao meio dia recolhemos todos aos canis. Alguns filhotes e os cães de pista são manejados em dias alternados respeitando sempre aos dias com temperatura mais agradável para não desgastar muito os cães. Às 17:30 os cães são novamente alimentados e após limpar todos os canis é encerrado o dia. Fora esta rotina temos também as rotinas com nossas ninhadas que são criadas dentro de nossa casa em ambiente climatizado . Os filhotes ficam em berços com lençois térmicos separados das mães e de 3 em 3 horas juntamos eles às mães para que se alimentem , após saciar sua fome os bebês são limpos e colocados novamente em seus berços. Aos 20 dias eles começam a comer papinha para começar o processo de desmame a fim também de preservar a matriz.

3. QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Procure seu cão em canis com um bom plantel, procure saber como são os cães produzidos por este criador, lembre-se sempre que o bulldog é um cão para companhia e não para esportes ele se adapta bem a vários ambientes porém não tolera bem o calor em excesso e sempre é bom lembrar que o barato sai caro.

4. QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

Respeite os limites de seus cães, ame-os independente de tudo, mantenha com vacinas e vermífugos em dia, limpe sempre suas dobras prefira alimentação super premium para seu cão, cuidado com a obesidade, seguindo esses conselhos se você optou por um cão de boa procedência seguramente não terá problemas.

5. E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Conheça bem a raça, acompanhe um pouco a rotina de um canil, veja se você terá condições de atender às necessidades que eles têm na reprodução e também no acompanhamento dos filhotes com a mãe, etc. Criar Bulldog parece fácil mas não é.

6. QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

Não existe um perfil específico , o proprietário somente tem que amar e respeitar seu cão ele não exige muito mais que isso e uma boa alimentação.

7. QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Nosso plantel está melhorando muito nos últimos anos, vários canis importaram cães de ótima qualidade, investiram pesado em linhas de sangue que certamente vão contribuir muito em nosso plantel. Hoje os Bulldogs do Brasil já são mais respeitados lá fora tivemos vitórias significativas na Europa e America.

8. AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Sim ainda somos um país importador embora já exportemos muito também então na verdade hoje o meio cinófilo está mais globalizado e as linhas de sangue que antes eram restritas em algumas partes do mundo, agora já existem em muitos países isso é bom pois fortalece a raça. Mas é evidente que somos muito mais importadores que exportadores pois a raça esta tendo um forte amadurecimento nestes últimos 10 anos graças às importações que vieram a somar muito. Nós mesmo importamos desde 2006 mais de 15 cães da Europa para montarmos nossa base de criação.

9. QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Exposição no Brasil é algo que nunca agrada a todos, nem sempre o melhor ganha, pois existem árbitros que têm um profundo conhecimento na raça assim como existem alguns muito fracos que julgam uma outra raça que não é o Bulldog Inglês e acabam as vezes engrandecendo cães que por muitos criadores não tinham condições de chegar tão longe. Eu particularmente coloco meus cães para fechar os títulos apenas e os retiro de pista.

10. QUAL A SUA MAIOR FELIDICADE COMO CRIADOR?

Produzimos a primeira bulldog nascida no Brasil a ganhar melhor da raça na Espanha “MAIORCA BULLS NAJA”, esta mesma fêmea também foi RBIS em Portugal, ganhou classe intermedia numa monográfica nacional na Espanha, 3º Classe intermedia no World Bulldog Federation com mesma pontuação da segunda colocada (classe da fêmea que foi BIS). Desta mesma Ninhada saiu CH MAIORCA BULLS NANCY fêmea que venceu já no Brasil e Uruguai. Em uma ninhada deixar o rastro de vitória por 5 paises é algo que para nós é motivo de muito orgulho ainda mais 3 destes países sendo países pertencentes a EUROPA, onde se encontra a nata da raça.

11. QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Sou a favor do novo padrão embora muitas vezes acredito que ele não seja respeitado.

12. O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

Expressão, uma cabeça limpa que seja marcante que quando a veja seja identificado um Bulldog, uma boa respiração, boa cauda , ossos pesados .

 http://www.canilmaiorca.com/

Com a palavra, o Criador Frederico Guidorizzi (Selva Morena)

1 – PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Sempre achei o bulldog um cão diferente, particular em todos seus aspectos. Tive meu primeiro contato com um bulldog de um primo. Aí a vontade de conviver com essa raça aumentou, até chegar 2005, quando adquiri minha primeira fêmea. No começo não tinha a intenção de me tornar criador, pois como veterinário, tinha noção das exigências da raça, mas a vontade falou mais alto, e então nasceu o Canil Selva Morena.

2 – QUAL A ROTINA DO CANIL?

Meus bulls ficam em baias independentes, cada uma medindo 10m². Todas são lavadas e desinfetadas diariamente. Cada qual com seu ventilador que são acionados em dias de calor. Sistemas de aspersão também são acionados em dias de muito calor e também em dias de umidade muito baixa, melhorando assim a qualidade do ar dos mesmos.
Os cães são limpos, escovados e higienizados (orelhas e dobras) uma a duas vezes/semana.
Banhos são realizados uma vez/mês.
A cada quatro meses é feita uma vermifugação. Troco o princípio ativo dos vermífugos a cada ano.
Vacinações de reforço são realizadas anualmente nos cães adultos (raiva, V10 e tosse dos canis); nos filhotes é feito o esquema de três vacinas (V10) a cada 21 dias iniciando no 45o dia de vida e raiva no 6o mês de idade.
As fêmeas quando confirmada gestação recebem um cuidado especial com suplementação mineral e vitamínica, que só termina quando os filhotes são desmamados.
Todas as coberturas são feitas através de inseminações artificiais e em 100% dos partos é feito cesária.
Na maternidade, os filhotes quando nascem, ficam em incubadoras até os 15-20 dias de vida. Após isso vão para baias especiais e lá permanecem até entrega para o novo comprador (que acontece após os 60 dias de idade).
Carinho e atenção são dedicados e fornecidos diariamente e à vontade,  a esses cães tão autênticos.

3 – QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Compre de criadores sérios, de preferência, filiados a clubes da raça. Se for possível, conheça o canil antes de comprar. Conheça os pais e a rotina do canil. Veja a maneira como os cães são tratados. Retire todas as dúvidas sobre a raça antes de comprar seu Bulldog. São cães diferentes, com exigências diferentes e, que por isso necessitam de atenção, cuidados e de instalações diferentes.

4 – QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

Procure sempre se atualizar com o que está acontecendo em outros países criadores da raça (Inglaterra, Espanha, Itália, USA, …)
Procure sempre trocar informações com outros criadores. A troca de informação é sempre benéfica, pois ninguém sabe tudo. Criador sério não esconde nada de ninguém, pois o que ele visa é o melhoramento da raça e isso não se faz apenas em seu canil, mas em todos os canis que querem criar seriamente.

5 – E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Arrume um “padrinho”. Tenha um criador como seu conselheiro; principalmente nas primeiras crias, é importantíssimo ter alguém que te ajude. E não só nas crias, mas na orientação da construção do seu canil; qual linha de sangue você vai criar, que tipo de alimento fornecer aos seus bulls e etc etc etc…

6 – QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

Que ame realmente o Bulldog, e que não o tenha apenas para ostentação. Que tenha tempo para cuidar e dar atenção a ele, pois são cães que exigem nosso carinho.

7 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Tem melhorado muito. Muitas importações foram feitas, a maioria trazendo excelentes bulldogs. Exemplo disso foi a Nacional deste ano, que contou com a presença de mais de 80 bulls (de qualidade), sendo que mais de 10 eram Campeões Americanos.

8 – AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Sim ainda somos um país importador de Bulldogs. Primeiro porque acho que ainda tem espaço para melhorar a qualidade do plantel nacional (principalmente de fêmeas) e, segundo porque, para alguns criadores, é mais “bonito” falar que tem um bulldog importado. Mas alguns criadores brasileiros já produzem cães de qualidade internacional. Creio que em pouco tempo essa estória se inverterá.

9 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Não gosto de falar sobre esse assunto, mas em algumas exposições, vê-se claramente que não são os cães que ganham e sim “a ponta da guia” (os handlers que os apresentam). Isso me entristece, pois você faz um trabalho sério na sua criação e, se seu cão não for apresentado por esse ou aquele, não tem chances de vencer.
Com relação aos árbitros nacionais, muito, mas muito pouco mesmo se atualizam; não vejo coerência em alguns julgamentos. Cursos de reciclagem deveriam ser oferecidos a eles e até exigidos para que os mesmos estejam sempre atualizados.
Na minha opinião, os árbitros deveriam ser especialistas em raças ou grupos, pois ao meu ver ninguém consegue ser eficaz julgando todas as raças existentes.

10 – QUAL A SUA MAIOR FELIDICADE COMO CRIADOR?

Ver meus bulldogs felizes e saudáveis. Quando vendidos, vendidos para pessoas que dedicarão o tempo e darão o carinho que eles necessitam. Quando em pistas, que se saiam bem e se possível, que se tornem campeões da raça.

11 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Não sou a favor, acho que estão descaracterizando a raça. A meu ver é possível fazer as alterações pedidas sem descaracterizá-los.

12 – O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?
O jeito “bulldog” de ser. Que só conhece quem tem!!

http://www.canilselvamorena.com.br

 

Com a palavra, a Criadora Olga Melillo (Simple The Best)

1 – PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Acho que a princípio por ter aquela cara marrenta e ao mesmo tempo ser muito amoroso e engraçado. Meu primeiro contato foi em campeonato de hipismo, onde um veterinário andava com um para cima e para baixo com uma bandana vermelha no pescoço. Achei o máximo aquilo !!!!! Alguns meses depois em um outro campeonato, em ribeirão preto, teve uma feira de filhotes e tinha um bulldog de quase 9 meses a venda, e como uma boa amante de cães que sempre fui eu estava lá vendo os bebês e todos queriam atenção e quando fui brincar com o bulldog o cara me mediu de cima embaixo e virou a cara para mim… rsrsrs . Aquilo me deixou inconformada… Kkkkk como assim ???? Aí fiquei doida nele !!! Minha mãe de cara já dizia que não era para eu comprar pq já tínhamos muitos cães em casa e que se eu chegasse com o cão eu estaria na rua, afinal o bichinho não tinha culpa… No último dia do campeonato, quando acabou tudo o rapaz da loja foi lá e soltou o bulldog num gramado enorme que tem lá na hípica, ele correu, correu, no meio de todo mundo e lá de longe veio em minha direção, se jogou de lado e veio escorregando no meio das minhas pernas…. Acho que não precisava falar mais nada né ? Mas voltei sem o cão…. Durante a semana foi uma luta descobrir o nome da loja e finalmente negociar o preço e ao mesmo tempo negociar com minha mãe. Na quinta – feira, quando ela liberou, minutos depois o meu telefone tocou e era da loja fechando negócio !!! kkkk Lá vamos nós de volta a ribeirão preto buscar o apaixonante gordo !!! Alguns meses depois descobri o criador e ele me disse que tinha nascido uma ninhada e que tinha uma fêmea e daí decidi comprá-la, e foi onde tudo começou mesmo.

2 – QUAL A ROTINA DO CANIL?

Acho que não deve mudar muito da rotina de todos, só tem a diferença é que sou sozinha para cuidar de todos, então tenho que me dividir um pouquinho para cada um e encaixar os compromissos nesse meio tempo.

3 – QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Acho que a primeira recomendação é que a pessoa tem que estar muito certa do que está fazendo, que está disposta a tudo por esse cão. Que ela terá gastos com o cão pois será como um filho mesmo. E acho que isso serve para qualquer raça, cachorro custa, cachorro vai ao veterinário, cachorro faz xixi e cocô … Em segundo se informar se essa raça é compatível com seu estilo de vida. Sempre perguntar bastante ao criador como lidar com eles. Quanto mais perguntas melhor, o criador não vai achar que você está sendo chato !!!

4 – QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

A principal dica cuidado com o calor !!!! As pessoas as vezes não acreditam que o bulldog morre de calor e deixam o cão chegar a um estado que não tem mais volta, daí a culpa é de todos, menos dele que não soube reconhecer que o cão estava ficando de língua roxa. Bulldog não vai ao veterinário a 1 hora da tarde !!!! Bulldog vai ao veterinário às 8 horas da manhã ou no final da tarde. Bulldog não vai fazer caminhadas às 3 horas da tarde. Eu sou da opnião que não temos que ter frescuras em excesso com eles, mas temos que ter cuidados !!! Sim, é um cão, não um bibelô, mas ele exige atenção. Já conversei com pessoas que pareciam que queriam pôr seu bulldog em uma redoma de vidro… Também não é assim.

5 – E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Não pense que você achou a mina de ouro, pq você não achou !!!! Criar bulldog é uma paixão e não um meio de ganhar dinheiro. Tenha em mente o objetivo de tirar o bulldog perfeito. Busque uma linha de sangue que te agrade. Estude muuuuuuuito !!!! Faça com muito amor. Só assim você atinge o sucesso.

6 – QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

O perfil do proprietário ideal é aquele que está disposto a aprender sobre a raça, a seguir as recomendações do criador. E que tenha muito amor pelo bebê que está adquirindo. Que tenha consciência que é para a vida toda.

7 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Eu acho que a cada dia que passa a raça está ganhando mais força e os criadores mais dedicados. Mas ainda acontece muito dos criadores não investirem num cão de sua criação. Ainda estão muito preocupados em importar cães pensando em ganhar exposições e não em complementar seu plantel. Temos que apostar no nosso taco e não achar que o de fora que é melhor. Não é não !!! Hoje temos cães de muita qualidade nascidos aqui e podemos fazer tão bonito quanto os lá de fora.

8 – AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Acho a importação importante sim, mas com a mentalidade de complementar o plantel. Para trazer um cão de fora você tem que analisar o pedigree dele, a linha de sangue, ver se combina com o sangue que você tem e se têm as características que você pretende complementar.

9 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Olha, acho complicado julgar a qualidade dos árbitros porque afinal o julgamento é subjetivo e cada um tem um gosto. Então não dá para dizer que o fulano fez certo ou fez errado. Acho que a raça cresceu tanto que naturalmente obriga aos juízes estudarem muito bem o padrão para não dar uma gafe.

 

10 – QUAL A SUA MAIOR FELIDICADE COMO CRIADOR?

Já tive muitas, cada filhote que nasce é sempre uma felicidade. Mas acho que as 3 maiores foram na mundial da Argentina quando ganhei o “Melhor Jovem” com o “Boris” no primeiro dia e eu que estava apresentando, a segunda quando ele ganhou o melhor cão de criação nacional em 2007 e a terceira agora em abril ganhar novamente o melhor cão de criação nacional com o “Cartier”.

11 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Num geral, em relação a mudar o padrão, eu acho que isso não vai acontecer não. Eu acho muito válido em relação aos criadores se preocuparem mais em relação a respiração e não reproduzir cães com dificuldade respiratória. Cães agressivos também não podem reproduzir. E acho que os criadores precisam ter consciência em relação a consangüinidade, pois em excesso trará cães com problemas de saúde.

12 – O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

O bulldog tem que ser harmonioso, ter uma boa respiração e uma boa índole.

Agradeço a possibilidade de poder compartilhar um pouquinho do meu conhecimento com vocês e acho que os criadores sérios têm a mesma opinião na maioria dos assuntos. Um grande abraço a todos !!!

http://www.simplethebestbulldogs.com.br

Com a palavra, o Criador Kleber Felizola (Du Pierrot)

1 – PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Crio cães há 21 anos e estou na raça há 6. Minha esposa sempre falava que gostaria de ter um bulldog e eu mudava de assunto pois, criava rottweiler e beagle. Um dia, na clínica, recebi um filhote com 2 dias de nascido para eutanásia. Esse filhote vinha de um canil renomado mas, apresentava um desvio lateral nas patinhas trazeiras. O recado do criador era para dar sumiço no filhote. Foi aí que pedi ao funcionário para ficar com ele e assim aconteceu. Criei a bebezinha na mamadeira e ela se tornou minha companheira. Passados alguns anos, recebi uma proposta para junto com 2 amigos comprar o canil Dalid`s, do Dr Ivan Correa, na época com 18 animais de linhagem MACM. A paixão pela raça a essa altura já estava enraizada nos nossos corações.
 

2 – QUAL A ROTINA DO CANIL?

Hoje, o canil possui 18 matrizes e 3 padreadores importados. Nosso objetivo é desenvolver uma linhagem Du Pierrot. Para tanto, estudamos nossos cruzamentos com critério, sempre baseado na linha de sangue que buscamos, temos uma rotina diária com manejo bastante rigoroso na higiene, alimentação super premium, vacinas e vermifugos. O trabalho físico de condicionamento é constante e, por segurança, procuramos manter nossos cães com um peso ideal para que não corram riscos com golpe de calor. Contudo, o que talvez seja mais interessante é o fato de que nossas matrizes criam seus filhotes que, a partir do 3o dia, ficam direto com as mães.
 

3 – QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

 A 1ª pergunta que faço é se toda a família está disposta a ter um cão em casa. Principalmente a mulher, qdo recebo um casal, pois é ela que na maioria das vezes que dá a última palavra. Daí prá fente, recomendo que procurem sempre um canil registrado no Kennel de sua cidade, pegue informações com criadores mais experientes e que o preço do filhote nunca deve ser o fator de decisão na hora da compra. O barato pode acabar saindo mais caro.

 4 – QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

Que procurem manter o peso de seu bull numa condição que não venha a prejudicar sua saúde Cuidado com o calor e com piscinas. Procure exercitar seu cão de forma moderada, sempre respeitando os limites dele. Proucure socializar e educar seu bull para que ele possa se relacionar bem com todas as pessoas e tb com outros cães. Leve-o regularmente ao veterinário, mantendo vacinação e vermifugações em dia.

5 – E PARA AQUELES QUE PENSA EM COMEÇAR A CRIAR?

Para quem vai começar a CRIAR, além de todas a dicas básicas conhecidas, sugiro que antes, estude bem e defina a linha de sangue que vai buscar. Definido isso, siga nessa linha e evite a “salada mista” de pedigree`s. Esse, na minha opinião, é o maior erro de quem inicia uma criação.

6 – QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

O proprietário ideal é aquele que ama seu cão, respeita seus limites e o cria como cachorro. A pior coisa que um proprietário pode fazer pelo seu cão, é criá-lo como se fosse gente.

7 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Vejo a raça hoje no Brasil com um enorme potencial genético. Temos aqui diversas linhas de sangue consagradas, tanto americanas como európeias. Creio que ainda nos falta melhorar a qualidade de nossas matrizes e ainda, que os criadores procurem definir bem as linhas com as quais irão trabalhar. Vejo alguns cruzamentos sendo realizados sem um embazamento genético e apenas pelo fenótipo ou pelos títulos do padreador. Isso é na minha opinião, é um critério muito subjetivo e que faz com que tenhamos um caminho muito mais longo a percorrer.


8 – AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Com certeza ainda somos um país importador e creio que sempre o seremos. Na verdade não vejo  nisso um problema, desde que, a importação tenha como objetivo a criação. Porém, o que na maioria das vezes acontece, é a importação de cães com o intuito maior de se ganhar exposições e consequentemente, vender muitas coberturas para aqueles que buscam os campeões para padrearem suas femeas.

 9 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Eu sou a favor de exposição especializada, com juízes criadores da raça. As exposições gerais no Brasil, na maioria da vezes, deixam muito a desejar. Nossa raça não é fácil de se julgar. Temos vistos alguns julgamentos sem critério e que ao final, quando paramos para analisar os vencedores de cada classe, são cães de tipos completamente diferentes uns dos outros. Ai pergunto: qual o critério que o árbitro utilizou?  Todo ano, aguardo com ansiedade, a nossa Nacional pois, via de regra, temos julgamentos imparciais e de pessoas realmente entendidas. Parabenizo os organizadores das Nacionais que a cada ano aumenta a participação e a qualidade do evento.

10 – QUAL A SUA MAIOR FELIDICADE COMO CRIADOR?

 Tive grandes felicidades com minha criação. Uma dela quando a DU PIERROT BELISE se tornou o segundo bull de criação nacional a se tornar Jovem Vencedora Nacional. Depois, O DU PIERROT KIEV foi escolhido o Melhor Jovem da Nacional em 2008, batendo vários cães, inclusive importados. Por fim, na Nacional de 2009, a DU PIERROT QUIMMY WHYSE, foi a Melhor femea Jovem sendo a mais nova da classe na ocasião. Isso nos enche de alegria nos faz crer que estamos no caminho correto.

11 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Serei sempre a favor de tudo que ocorra se for para melhorar realmente a saúde dos cães.

12 – O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

Num bull não pode faltar em primeiro lugar uma saúde perfeita. Depois, expressão, robustez, energia e alegria. Não posso deixar de lembrar da cauda, que hoje é um sério problema na raça.

http://www.dupierrot.com.br/

 

Com a palavra, o Criador Carlos Albuquerque (Javary)

 

1 – PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Desde criança ficava fascinado lendo os livros sobre cães e as enciclopédias sobre todas as raças. Claro que o Bulldog era a que me chamava mais a atenção. A paixão pela raça não tem muita explicação, se você gosta, parece que tem um imã te atraindo. Mas tentando explicar em poucas palavras: é uma raça de aparência singular e um temperamento fabuloso.

Em 1998, resolvi comprar meu primeiro Bulldog e fiz o dever de casa antes, pois encomendei no site da Amazon, uns 10 livros… Ou seja, li muito, antes de efetivamente ter meu primeiro Bulldog. Entre estes livros está um bem completo, que consulto até hoje e recomendo, chamado “The Book of The Bulldog” (de: Joan McDonald Brearley). Já sobre genética, minha indicação é o livro “Practical Genetics for Dog Breeders” (de: Malcolm B.
Willis).

2 – QUAL A ROTINA DO CANIL?

A primeira tarefa, por volta das 7h, é a limpeza do Canil e enquanto isso os cães são soltos. Depois há a inspeção de cada animal, quando são escovados, limpos e, se necessário, medicados. No período de 11h da manhã até umas 15h, há um cuidado maior para que eles estejam protegidos do calor que normalmente faz neste horário. Ou seja, eles ficam no Canil, a menos que o dia esteja fresco ou nublado.

Depois eles são soltos novamente e alguns que precisam de mais exercício, passeiam na guia, mas são passeios curtos de 10 a 15 minutos. Isto porquê o passeio na guia exige mais preparo físico do cão. Já quando estão soltos, boa parte do tempo eles ficam descansando…

Todos meus Bulldogs se dão bem, mas procuro não soltá-los todos juntos, pois aí a brincadeira pode ficar muito agitada e sempre tem um que extrapola. Então solto em pequenos grupos, em passeadores diferentes. É fundamental sempre estar de olho, pois qualquer exagero na brincadeira, pode ser perigoso.

A refeição dos adultos é feita em torno das 16h e se a temperatura estiver agradável, vou revezando eles soltos até umas 20h ou 21h. Em resumo: mesmo vivendo em Canil, deixo eles muito tempo soltos, mas com responsabilidade e no menor sinal de cansaço, coloco-os no Canil individual para baixarem a temperatura corporal e recuperarem o fôlego. Tento ao máximo que eles se divirtam ao longo do dia, sem aquele aspecto de Canil que aprisiona os cães. Evito também ter mais de 12 cães para justamente poder dar atenção a todos.

3 – QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Primeiro estude sobre a raça e veja se ela é adequada para seu estilo de vida. Como qualquer cão estamos falando de um amigo para toda a vida e não só nos primeiros meses quando ele é um filhotinho engraçadinho. Para quem realmente ama a raça, todas as fases do crescimento até a velhice serão legais de acompanhar, com calma, sem pressa.

Falando em calma, acho que o maior inimigo na hora da compra de um filhote é a ansiedade. Sei que é difícil contê-la, pois estamos lidando com a emoção, mas como sempre falo aqui no BullBlog, pesquise bastante e não se afobe. Há Bulldogs e Bulldogs e infelizmente recebo muitas ligações de pessoas que tiveram experiências ruins com a raça, pois compraram seus cães em Pet Shops ou no primeiro Canil que visitaram.

Muita gente também fala que não faz questão que o cão tenha um excelente pedigree ou seja filho de importados ou campeões, pois “querem apenas um Bulldog para companhia”, mas tento explicar a importância de um Bulldog de qualidade, mesmo que custe um pouco mais caro. Até quem não pensa em colocar seu cão em exposição, deve adquirir um Bulldog de qualidade, que obedeça ao trinômio: Beleza, Boa Saúde e Bom Temperamento. E é isso que procuramos oferecer aos nossos clientes, em razão da linhagem dos nossos cães. O proprietário de um Bulldog, infelizmente, nem sempre pensa nisso quando compra um filhotinho por impulso, mas os problemas gerados por uma compra errada irão inevitavelmente aparecer. Por isso, sempre recomendo pesquisar bem antes sobre o Canil, a linhagem, a saúde e temperamento dos cães e só por último, o preço.

É triste mais muita gente compra “gato por lebre” e como há um certo “modismo” da raça, são comuns casos vistos na Internet, que englobam desde problemas estéticos (cães fora do padrão) até de temperamento (cães agressivos) ou excessivamente agitados. E um outro problema que vem se tornando comum é a saúde frágil de muitos Bulldogs, que acabam por rotular a raça como problemática. O Bulldog quando bem selecionado não tem que viver indo ao veterinário.

Enfim, quando não tenho filhotes disponíveis, aconselho o futuro proprietário a procurar outros criadores sérios que possam ter filhotes naquele momento. E se o proprietário, ainda assim, não encontrar filhotes de origem confiável, sugiro esperar e adiar o sonho de ter um Bulldog por mais alguns meses, para que este sonho não vire um pesadelo.

4 – QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

A principal dica é sempre muito cuidado com o calor. Muitas pessoas subestimam este perigo até passarem por um susto ou até mesmo perderem seus cães. Passeios só devem acontecer nos horários mais frescos, como de manhã cedo, final da tarde ou a noite.

Passeio com Bulldog também deve ser sempre de curta duração. Aprenda a observar os limites do seu Bulldog e a conhecer sua respiração.

Também é importante uma ração de qualidade para a boa saúde do cão e de preferência um piso áspero, nos primeiros meses de vida.

No mais, socialize seu filhote desde cedo e isso evitará que ele tenha traumas ou seja tímido em determinadas situações. Um filhote de Bulldog socializado será um adulto mais feliz.

5 – E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Tem que gostar muito e privar-se de algumas coisas em prol dos Bulldogs. Já vi pessoas que adoram a raça desistirem após a primeira ninhada. Tudo é muito trabalhoso na hora da reprodução e cuidado com os filhotinhos, então sugiro que o futuro criador pergunte bastante a algum criador mais experiente e veja, se ainda assim deseja se tornar um.

Por sinal, nos EUA é muito comum o criador iniciante ter um “mentor”, para lhe ensinar “o caminho das pedras”. Eu também tive boas ajudas quando comecei a criar e por isso sempre procuro ajudar os iniciantes.

Além disso, procure seguir uma linhagem que mais lhe agrada e não siga modismos. Se você está começando e tem apenas uma fêmea, pode ser uma boa idéia contratar o serviço de um padreador, mas procure vê-lo ao vivo e se informar sobre o que ele já produziu. Não confie em propagandas, pois muitas são enganosas…

6 – QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

Vejo o proprietário ideal como alguém mais calmo e caseiro. Bulldogs não são exatamente atletas…muito pelo contrário. O Bulldog é um cão excelente tanto para pessoas que vivem sozinhas, como casais jovens e famílias. O Bulldog gosta de pessoas e de atenção. Se dermos, digamos, um pouco de carinho, diariamente, o Bulldog devolverá em triplo!

Vejo o Bulldog, como um cão ideal para quem mora em apartamentos, pois ele não exige muito espaço. O Bulldog também raramente late e é um cão bastante limpo, fatos que reforçam sua aptidão a vida em apartamentos. E pelo estilo de vida moderno, em que as pessoas não param muito em casa, creio que outra grande vantagem é o fato de seus passeios serem curtos, sem tomar muito tempo. Aconselho de 2 a 3 passeios diários, naquela faixa de 15 minutinhos, para cada passeio.

7 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Tem melhorado de forma espantosa, mas há ainda um longo caminho pela frente.

A Exposição Nacional da ABRABULL mostra bem esta evolução, pois já tivemos sete nacionais e a cada ano, aumenta a quantidade e a qualidade dos cães.

Acompanho de perto a maior Cinofilia do mundo que é a Americana, e temos melhorado com a importação de cães de boa linhagem daquele país. Meu plantel mesmo é todo baseado em cães que importei dos Estados Unidos. Foram mais de 10 Bulldogs que trouxe dos EUA, desde 2004.

No meu plantel trabalho com uma linhagem bem saudável e típica, por isso já não vejo tanta necessidade de importar a todo momento, mas evidentemente que qualquer cão que venha a somar em qualidade, será bem vindo.

No geral, de três anos pra cá houve um “boom” de importações. Claro que algumas são equivocadas, pois são feitas por iniciantes, mas este é o preço do aprendizado… Para quem deseja importar um Bulldog, sugiro que o faça sem afobação ou deslumbramento, pois “grifes” famosas (Canis de renome) não garantem nada.

8 – AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Sim, sem dúvidas. Como já disse esta importação na maioria das vezes é benéfica, mas há que se analisar o fenômeno com calma. Como dito antes, nem todos que importaram, acertaram e isso traz prejuízos a criação brasileira, até porquê o criador que importou errado, muitas vezes por orgulho ou por desconhecimento mesmo da raça, insiste em usar o cão como reprodutor e isso representa um passo atrás em relação aos que estão melhorando o plantel nacional. Infelizmente há alguns criadores que são conhecidos por serem importadores compulsivos de cães, mas quando vamos pensar no que eles criaram até hoje… fica uma lacuna em branco.

Quando comecei a criação, há cerca de 10 anos, havia o mito de que criadores estrangeiros não enviavam bons cães para o Brasil, por sermos terceiro mundo…etc.

Claro que isso já caiu por terra, até porquê, aos poucos, começamos a ser respeitados lá fora. O que existem são aventureiros, que sempre existirão, que continuam sem saber comprar e que aceitam qualquer cão, só pelo “glamour” da importação. Esses caras infelizmente levam uma imagem negativa do Brasil para o exterior.

Já existem bons machos importados no Brasil, então minha sugestão é usarmos mais estes cães, fazendo um intercâmbio maior entre criadores, deixando um pouco o orgulho de lado.

O resultado tende a aparecer se o trabalho for bem feito. Hoje, felizmente já exporto mais cães do que importo. E mando cães de pista para EUA, Canadá, Argentina, etc., com o intuito de representarem bem a Cinofilia brasileira lá fora.

9 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Acho que, assim como a influência altamente benéfica dos Bulldogs dos EUA, teríamos também a ganhar se seguíssemos mais o modelo das exposições de lá, onde se julgam 3 mil cães a partir das 8h da manhã e o Best in Show é tirado as 16h, ou seja, sem ficar algo cansativo para cães, expositores e público em geral.

Mas estamos no caminho certo. Se pudesse sugerir algo seria diminuir a quantidade de exposições, para tentarmos aumentar a qualidade do espetáculo.

Nosso quadro de árbitros é muito bom, de um modo geral, e inclui gente envolvida com Cinofilia há anos. Porém, como criador de Bulldog, ainda vejo poucos realmente íntimos e profundos conhecedores da nossa raça. Creio que os juízes estão evoluindo no conhecimento sobre o Bulldog, junto com a melhora do plantel brasileiro, pois isso passa a exigir mais deles. Nas décadas passadas era normal ver um Bulldog de orelha em pé, ou outro excessivamente prognata ou então pernalta, então julgar era bem mais fácil. Hoje se vê uma qualidade bem maior e poucos Bulldogs com defeitos tão gritantes, então o foco do julgamento vai para os detalhes e para o conhecimento mais técnico.

10 – QUAL A SUA MAIOR FELICIDADE COMO CRIADOR?

Sem dúvida é criar. Parece óbvio mas não é. Há criadores que na verdade são meros expositores, pois só querem ganhar a qualquer custo, então vivem atrás de comprar o Bulldog para a campanha do próximo ano e o tratam como uma “máquina”, ao meu ver sem se preocuparem muito com o bem estar do animal. O verdadeiro criador busca produzir com qualidade e aí sim, expor o cão.

A cada ninhada que temos, planejamos ficar ao menos com um filhote, ou seja, a venda de filhotes é uma consequência normal, mas não a prioridade. E cada nova ninhada é uma esperança renovada de que estará ali o próximo campeão Javary.

Para nós, nada se compara ao orgulho que sentimos quando nosso querido Javary The Thing (Jake) venceu a Classe Aberta Macho na Nacional Americana de 2009. Um feito inédito para o Brasil. Felicidade que revivemos quando o Jake se tornou, em junho deste ano, o primeiro Bulldog nascido no Brasil a se sagrar Campeão Americano.

Pode haver felicidade maior que essa? É a recompensa do trabalho árduo, mas extremamente prazeroso. Tudo que se faz com amor e talento gera frutos.

Mais recentemente, também tivemos a alegria de receber o convite da autora americana Sra. Muriel Lee, para escrever um capítulo de seu próximo livro da série Kennel Club Classics, que contará sobre a História do Bulldog ao redor do mundo. São fatos como este que nos dão um grande incentivo.

11 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Não creio que são mudanças radicais e o criador sério, há muito tempo já seleciona seu plantel baseado também na saúde. Como falei no começo da entrevista, o Bulldog que produzimos tem que buscar Beleza, Saúde e Temperamento.

Um Bulldog que seja só bonito, mas que respire muito mal ou seja agressivo, por exemplo, não pode de maneira alguma reproduzir.

E há inúmeros Bulldogs com excelente tipicidade, que são muito saudáveis, ou seja, não vejo que uma coisa exclua a outra. Mas é preciso critério e bom senso na criação, como em tudo na vida.

12 – O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

Acho que o bom Bulldog é aquele equilibrado e proporcional, sem que uma característica se sobressaia. Observar um Bulldog que movimente bem é um indício de que se trata de um cão equilibrado e correto. Acho que além da boa saúde e temperamento amigável e tranquilo, como já comentamos, o Bulldog ideal deve ter linhas harmônicas, com bons aprumos, bem angulado, uma linha de dorso correta, volume típico da raça, uma bela cabeça e para completar, a “cereja no bolo” que é uma movimentação perfeita.

Para finalizar, quero parabenizar o BullBlog, agradecer ao amigo Gilberto Medeiros pela iniciativa de entrevistar a nós criadores e agradecer a honra de abrir esta série de entrevistas, que sem dúvida será muito útil e esclarecedora. Já estou curioso para ler as opiniões dos próximos convidados.

Criadores conscientes são ainda minoria, mas temos o dever de divulgar ao máximo a importância de se criar pensando no bem da raça. Além das alegrias que as exposições nos trazem, cabe ressaltar que para mim, uma outra grande felicidade é ver nossos clientes, felizes ao lado de seus Bulldogs, realizando aquele que, muitas vezes, é um sonho de uma vida toda.

http://www.javary.com.br

O que todos nós queremos para o Bulldog!!!

O vídeo abaixo está linkado no site do The British Bulldog Club (http://www.britishbulldogclub.co.uk/intro.html) como uma “resposta” aos inúmeros problemas de saúde que vêm sendo atribuídos, até mesmo de forma genérica e irresponsável, à RAÇA Bulldog desde o Programa Segredos do Pedigree e que acabaram por pressionar o The Kennel Club a efetuar algumas atualizações no padrão da raça. Infelizmente o que alguns meios de comunicação “esquecem” de dizer é que muitas das alterações no padrão da raça estão apenas refletindo o que já é uma realidade entre  os criadores que são referência tanto “lá fora” como aqui no Brasil. O Bulldog moderno é um cão que deixou pra trás muitos dos aspectos esteriotipados da raça. A melhoria da saúde dos Bulldogs também é uma realidade, prova disso é o crescimento da raça no mundo todo. A grande melhora no quesito respiração dos Bulldogs, como mostra o vídeo do Canil Hillplace (Inglaterra), é também uma realidade para todos aqueles criadores que, assim como nós, trabalham com responsabilidade e querem o melhor para o Bulldog!!!

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

HEAT STROKE 2

Já havia postado sobre o excesso de calor e os impactos sobre os cães, mas foi com muita tristeza que recebi na semana passada a ligação de uma cliente, Ana, proprietária do Guapo, para me informar que ele havia falecido. A notícia do falecimento dele foi uma tristeza, mas mais triste ainda (se é possível) foi saber COMO o Guapo morreu. O Guapo era um bulldoguinho (inglês) branquinho, lindo, simpático, saudável, mimado e super bem cuidado. Havia consultado comigo apenas por causa de lesões na pele, mas seu estado de saúde era perfeito! Até perdeu uns quilinhos para não sofrer tanto com o calor do verão! Como seus donos iam viajar no carnaval e o calor em Florianópolis estava muito forte, investigaram os hoteizinhos para cães em Florianópolis e escolherom o melhor, foram visitar as instalações: o local era bonito, bem arborizado, mostraram um canil amplo que serviria apenas para ele dormir, pois ficaria solto o dia todo. O proprietário do estabelecimento garantiu que estava acostumado a hospedar bulldogs, não haveria problema algum! A família ficou tranquila, foi viajar e deixou o Guapo no hotel. Na segunda-feira de carnaval, às 10:00hs da manhã receberam uma ligação do hotel que haviam encontrado o Guapo morto! A família se desesperou e voltou imediatamente ao encontro dele. Encontraram o guapo numa “baia” minúscula e para piorar com telha de brasilit!!!! Ficaram desesperados e indignados! Nada do que havia sido combinado foi cumprido! O Guapo ficou preso, em local inadequado e com temperatura completamente inadequada. Pobrezinho! Escrevo isso para que mais ninguém sofra com isso! Os donos do Guapo vão processar o hotelzinho! Essa pessoa tem que ser presa! A Ana pediu para não divulgar o nome do estabelecimento antes de todas providências legais serem tomadas. Cuidado com o calor e com os hoteizinhos!

 
Dra.  Adriana Dausen Meyer 

 (41)98100544 ou (48)984050630,

Fofinhos, não…gordos!

fat-dogA edição 2136 da Revista Veja de 28 de outubro de 2009 traz uma matéria muito interessante sobre obesidade em cães e gatos e que se aplica muito bem ao Bulldog por seu apetite e propensão à obesidade:

A obesidade tornou-se o problema de saúde mais frequente – e preocupante – entre cães e gatos de estimação. Segundo o último levantamento da Associação Médica Veterinária Americana, 40% dos cães dos Estados Unidos carregam quilos extras. No Brasil, a estimativa é que 30% dos cães e 25% dos gatos sejam obesos.

Má alimentação, sedentarismo, castração e predisposição genética são os vilões do sobrepeso. Assim como nos seus donos, a obesidade é um distúrbio grave em animais: é fator de risco para problemas respiratórios e cardiovasculares e ainda predispõe a dores nas articulações. “O mais difícil é convencer os donos de que a situação é séria e requer tratamento. Em muitos casos, o animal corre risco de vida”, diz o veterinário Roberto de Andrade Bordin, especialista em nutrição animal. “Os donos são os principais culpados pela obesidade dos seus bichos”, afirma Márcia Jericó, diretora do hospital veterinário da Universidade Anhembi Morumbi. Uma pesquisa feita pela ONG inglesa The Blue Cross indica que as pessoas que comem demais e se exercitam pouco costumam ter animais de estimação acima do peso. Elas repetem nos bichos seu (mau) comportamento. “Muitas desconhecem que a ração atende às necessidades nutricionais e exageram nos petiscos e nos alimentos de gente”, diz. Antes de encher a barriga de seu bicho de estimação e se orgulhar das formas arredondadas que ele exibe, saiba o que dizem os especialistas sobre os principais erros cometidos pelos donos de cães e gatos gordos e como mudar de atitude.

MÁ ALIMENTAÇÃO
Em que os donos erram: petiscos e refeições desbalanceadas estão entre os problemas mais apontados pelos veterinários como causa da obesidade, sobretudo a canina. “Apenas 30% dos donos oferecem exclusivamente ração ao animal”, alerta Roberto Bordin. Hoje há cães que comem até salgadinhos e fast-food. Também é comum abusar de biscoitos, bifinhos e ossinhos, como se eles não fossem calóricos (e são)
O que fazer, segundo os especialistas: se for dar petiscos especialmente fabricados para cachorros, o ideal é de um a dois por dia, no máximo. Ao contrário da embalagem das rações, a dos petiscos não informa as calorias de cada unidade. “Um biscoito médio em forma de ossinho, por exemplo, tem cerca de 90 calorias. Isso corresponde a quase um terço das necessidades diárias de um poodle médio”, explica Márcia Jericó. É importante ainda seguir a quantidade de ração recomendada pelo fabricante, no rótulo, ou pelo veterinário antes de despejá-la sem parcimônia. Considere a possibilidade de trocar a ração convencional por uma light – há várias opções menos calóricas no mercado. Com teor de gordura mais baixo e ricas em fibras e substâncias como a l-carnitina, as versões light ajudam a controlar a obesidade

SEDENTARISMO
Em que os donos erram: cada vez mais confinados, os animais acompanham o estilo de vida do dono. Mal saem de casa – se o fazem, é só no momento das necessidades – e passam praticamente o dia todo deitados ou dormindo. Quanto mais eles engordam, mais sedentários ficam, já que a dificuldade de se locomover aumenta. Entre os gatos, o sedentarismo é o principal fator de risco para a obesidade
O que fazer, segundo os especialistas: se o dono não tem tempo de passear com o animal, deve contratar alguém que o faça ao menos duas vezes ao dia. E não conta como passeio aquela andadinha breve até o poste mais próximo. No caso dos cães, existem serviços que oferecem trilhas ecológicas e aulas de natação e esteira de uma a duas vezes por semana. Exercitar o gato doméstico é um pouco mais difícil – ele dorme em média dezesseis horas por dia. O dono deve criar situações que o estimulem a se deslocar, como espalhar bolinhas, arranhadores e novelos de lã pela casa. Para que ele se movimente em busca de comida, vale esconder a ração dentro de um rolo de papel toalha, em caixas de papelão suspensas ou embaixo do cesto de roupa

CASTRAÇÃO
O que muitos donos não sabem: cães e cadelas castrados apresentam o dobro da probabilidade de se tornar obesos – o distúrbio é mais frequente entre as fêmeas. Com a castração, elas deixam de produzir hormônios que atuam na inibição do apetite. No caso dos machos, a retirada dos testículos interrompe a produção de hormônios andrógenos, importantes para instigá-los a se movimentar. Nos gatos castrados, o risco de se tornarem obesos é de três a quatro vezes maior. Em geral, os machos são mais afetados, por questões metabólicas
O que fazer, segundo os especialistas: é importante que o animal siga uma dieta sob medida e seja estimulado a se exercitar. Já existem no mercado rações para animais castrados, com teor calórico mais baixo

PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA
Em que os donos erram: cães de algumas raças, como labrador, golden retriever, collie, cocker spaniel, beagle e dachshund, têm predisposição a engordar. Há alterações nos hormônios que controlam a saciedade, como a leptina, produzida pelas células adiposas. Cães e gatos obesos têm resistência à substância. A maioria dos gatos obesos pertence às raças domésticas – especialmente aqueles que têm pelo curto
O que fazer, segundo os especialistas: a alimentação correta deve começar desde cedo. O filhote que come muito mais do que precisa acaba produzindo mais células adiposas, e isso é um facilitador da obesidade na fase adulta

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

Estudo põe em dúvida exames de leishmaniose

zeusCom a chegada do verão e o crescimento dos casos de leishmaniose visceral em cães no Brasil, achei o artigo abaixo muito interessante, pois trás um alerta quanto ao diagnóstico da doença, o qual, não raras vezes, aponta equivocadamente para a eutanásia  do cão em razão de resultados chamados falso-positivos. Vale a pena ler.

 

O destino de cães diagnosticados sorologicamente positivos para leishmaniose é a eutanásia. Mas, de acordo com um estudo realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, o diagnóstico unicamente  em exames sorológicos – recomendado pelo Ministério da Saúde – pode apresentar falhas em decorrência da possibilidade de reações cruzadas com outros micro-organismos.

Segundo a pesquisa, foram analisados cães nos municípios de Botucatu e Bauru, regiões consideradas como não endêmica e endêmica, respectivamente. O exame convencional – sorologia pela técnica de imunofluorescência indireta (RIFI) – pode detectar o parasita Leishmania sp., assim comoo Trypanosoma cruzi, agente que causa a doença de Chagas.

De acordo com  professora Simone Baldini Lucheis, pesquisadora científica da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, para evitar falsos-positivos seria necessário realizar exames de contraprova, como o exame parasitológico direto e a reação em cadeia pela polimerase (PCR, na sigla em inglês) – uma técnica biomolecular que permite a síntese enzimática in vitro de sequências do DNA.

“O exame convencional para Leishmania pode apresentar resultados falso-positivos pois, no momento do exame, o animal pode ter produzido anticorpos contra outros parasitas que são da mesma família da Leishmania, como Trypanosoma cruzi. Em muitos casos, o animal só está infectado por um deles, mas o exame acusa a presença do outro protozoário”, disse à Agência FAPESP .

O trabalho foi publicado na revista Veterinary Parasitology. O estudo é resultado da dissertação de mestrado de Marcella Zampoli Troncarelli, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, orientada por Simone com Bolsa da FAPESP.

Simone coordena o projeto intitulado “Isolamento e reação em cadeia pela polimerase (PCR) para Leptospira em amostras renais e hepáticas de ovinos sorologicamente positivos e negativos para leptospirose”, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Na pesquisa, foram analisadas amostras de 100 cães do Centro de Controle de Zoonoses, em Bauru, área considerada endêmica para leismaniose visceral, e outros 100 cães do Canil Municipal de Botucatu, município considerado indene para a doença.

De acordo com Marcella, como há possibilidade de reações cruzadas à sorologia, objetivou-se com o estudo a elucidação diagnóstica por meio da associação de três técnicas. A RIFI,  recomendada pelo Ministério da Saúde, além do exame parasitológico direto, a partir de fragmentos de fígado e baço, e o exame PCR.

“A associação das três técnicas ajudou a identificar os animais realmente infectados por Leishmania. E, devido à elevada sensibilidade do PCR, foi possível detecção de animais que haviam apresentado resultados negativos à sorologia”, disse à Agência FAPESP.

Os resultados do exame sorológico apontaram que 16% dos 200 testes tiveram resultado positivo para ambas as doenças. Nas amostras dos cães de Bauru, 65% dos testes sorológicos foram positivos para Leishmania e 40% para Trypanosoma cruzi. Entre os cães de Botucatu, todas as amostras foram negativas para Leishmania e apenas 4% foram positivas para o parasita da doença de Chagas.

“Quando realizamos o exame parasitológico e o PCR para Leshmania, foram obtidos, respectivamente, resultados positivos para 59% e 76% nas amostras de fígado, e 51% e 72% nas amostras de baço dos cães de Bauru. Nenhuma amostra foi positiva pela PCR para pesquisa de T. cruzi. Estes dados reforçam a ocorrência de reações cruzadas à sorologia”, disse a veterinária, que atualmente faz o doutorado na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp.

Outro problema do exame sorológico, segundo ela, é que o resultado pode apontar também os “falso-negativos” – isto é, o exame resulta negativo, mas na realidade o animal está infectado. “Por estresse, imunodepressão causada pela doença, ou fatores individuais, o animal pode não produzir anticorpos em níveis detectáveis pelos testes sorológicos. Pela PCR, registramos um número maior de animais infectados do que a própria sorologia. Ou seja, esse exame elucidou os falso-negativos”, afirmou Marcella.

O emprego associado das três técnicas permitiu uma exatidão elevada no diagnóstico da leishmaniose e da doença de Chagas nos cães avaliados. Segundo ela, devido à elevada especificidade da PCR, os resultados são mais precisos. “O exame PCR é usado predominantemente em pesquisas, porque é uma técnica cara, embora ao longo dos anos o preço venha se reduzindo. É um exame imprescindível e muito sensível porque ele detecta o DNA do parasita”, disse.

Urbanização da doença

A leishmaniose visceral é causada pelo protozoário Leishmania, que necessita do mosquito fletobomíneo (vetor) e de um animal vertebrado (reservatório) para completar o seu ciclo de vida.

O cão é o principal reservatório da leishmaniose no ambiente urbano. No entanto, a doença, que pode ser transmitida ao homem, só ocorre por meio da picada do inseto. Segundo Simone, o cão em particular é o principal reservatório do parasita porque o mosquito se adaptou aos ambientes urbanos e passou a utilizar os cães para o repasto sanguíneo.

“A doença era registrada principalmente em áreas rurais, mas nas últimas décadas vem invadindo os grandes centros na medida em que o mosquito vetor tem se adaptado melhor aos ambientes urbanos devido ao desequilíbrio ecológico”, explicou a professora Simone junto ao Programa de Pós-graduação da FMVZ e ao Programa de Pós-graduação em Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina de Botucatu, também da Unesp.

Os sinais clínicos nos cães incluem alterações na pele, como nódulos subcutâneos e erosões, úlceras, perda do peso progressiva, hemorragias, diarreia, aumento significante do tamanho das unhas, alterações oculares e articulares, anemia, febre, vômitos, apatia, entre outros.

Simone aponta que maior quantidade do parasita ocorre principalmente na pele dos cães, facilitando a transmissão do protozoário ao mosquito vetor. “O cão, assim como o gato, é uma fonte de infecção para Leishmania e Trypanosoma cruzi. E, como estão mais próximos das pessoas – e das crianças –, há perigo de transmissão dessas enfermidades para a população humana”, disse.

Segundo ela, o estudo é importante para a escolha da técnica correta de diagnóstico. “Compreender o ciclo epidemiológico da doença é tarefa de grande importância, pois o problema da leishmaniose não será resolvido apenas com a eutanásia de animais”, destacou.

Para ler o artigo “Leishmania spp. and/or Trypanosoma cruzi diagnosis in dogs from endemic and nonendemic areas for canine visceral leishmaniasis”, de Marcella Zampoli Troncarelli, Simone Baldini Lucheis e outros, clique aqui.

Fonte: Eco Agência

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Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

O primeiro dia, o que eu faço? (parte II)

Filhote Canil Shawnodese

Além de proporcionar um local onde o filhote se sinta protegido, a educação quanto ao local das necessidades é outro grande problema enfrentado pelos novos proprietários.

Antes de mais nada, acostume-se com o fato de que o filhote irá fazer cocô e xixi nos locais que você gostaria que ele não fizesse, pois ele está na fase de aprendizado e os erros fazem parte.

O primeiro passo é estabelecer um lugar determinado da casa, de fácil acesso ao filhote e ao mesmo tempo afastado do local de descanso, da água e da ração.

No início, é recomendável forrar o local escolhido com uma área um pouco mais extensa de jornal e ir diminuindo tal extensão assim que o filhote comece a associar o caminho do “banheiro”.

A vigilância do dono na primeira semana de adaptação é fundamental, o qual deverá ficar atento aos sinais do filhote. Nestas horas, caso esteja procurando fazer suas necessidades fora do local determinado, o filhote deve ser colocado no jornal.

Outra dica é utilizar produtos de limpeza que possam eliminar o odor nos locais onde o filhote “errou” a lição do dia, caso contrário ele voltará a utilizar o local nas próximas vezes.

Em virtude desta associação pelo faro, outra dica é deixar no jornal algum vestígio das necessidades, pelo menos até o completo aprendizado do filhote.

Em momento algum a repreensão física deve fazer parte do aprendizado. A simples entonação de voz com um “NÃO!”, será o suficiente para que se possa estabelecer um canal de comunicação.

Tão importante quanto o “NÃO!” é o “SIM!”, ou seja, é importante mostrar ao filhote que ele acertou ao fazer o que você esperava que ele fizesse, então não deixe de festejar com seu filhote a cada saída do “banheiro”.

giba-criadorcolaborador

Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

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