SOBRE A RAÇA

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Os cachorros da raça Bulldog Inglês (English Bulldog) têm uma personalidade muito forte, caracterizada pelo seu jeito independente, dócil e preguiçoso. Com um temperamento maravilhoso, este cão reune diversas qualidades, vamos conhecer o motivo porque a maioria das pessoas sonham em ter um bulldog inglês.

Quem não conhece um bulldog inglês, a primeira vista sente até medo, sua fisionomia pode parecer de um cão bravo, mas não esqueça: “as aparências enganam…” e nesse caso enganam muito, porque a última coisa que um bulldog é, é agressivo.

Esses cães são realmente extraordinários, de índole extremamente afetuosa, são fiéis, calmos e muito companheiros. Uma ótima opção para àqueles que buscam um animal de estimação para seus filhos ou para criar em espaços pequenos. A raça não é para quem procura um cachorro atleta ou cão de guarda, são animais que não resistem a longas caminhadas e temperaturas altas.

O bulldog inglês tem um padrão anatomico todo diferente, seu focinho curto dificulta sua respiração, consequentemente é um cão que fica cansado rápido. O seu programa favorito, com certeza, é ficar deitado em um sofá bem confortável, dormindo por um bom período do dia. Um ponto importante, também devido ao seu fucinho curto, são os barulhos e roncos que o bulldog faz, principalmente ao dormir, mas fora isso é um cão muito silencioso que praticamente não late.

Essa raça é muito popular, mas nem sempre acessível a todos, os preços geralmente são altos para se obter um bulldog. Um dos motivos que leva ao preço salgado é que a reprodução é difícil, são necessários vários cuidados durante o acasalamente e parto. Os machos têm dificuldade de cobrir a fêmea, e a fêmea tem difilculdade no parto normal devido ao desproporcional tamanho entre seu quadril e a cabeça dos filhotes.

Já faz mais de um século que a popularidade do bulldog vem crescendo. Sem nenhum traço de agressividade, é o cão ideal para se relacionar bem com toda a família. Adora brincadeiras e ficar junto aos donos, mas conforme vai ficando mais velho sua independência vai aumentando junto com sua teimosia. Muitas vezes não tem nenhum interesse em obedecer seu dono, optando por ficar quieto no seu canto, as vezes até de mau humor, chegando a ficar minutos de frente para a parede ( e de costas para o dono). Apesar do bulldog não obedecer sempre aos comandos, trata-se de uma raça muito higiênica e comportada. Uma vez que aprendeu onde devem ser feitas as suas necessidades e onde ele não deve mexer, pode ficar certo que ele cumprirá essas regras.

Aqui foi um breve resumo das principais caraterísticas da raça, mas teremos todo esse blog para entrar a fundo em cada um desses tópicos e muitos outros que também são importantes. Conto com a colaboração de vocês para que o blog possa ficar cada vez mais completo e interessante.

  • PADRÃO OFICIAL DA RAÇA (CBKC):

GRUPO 2: Padrão FCI 149 – 16/04/2004

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA – Filiada à Fédération Cynologique Internationale

Classificação F.C.I.:
Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas.
Seção 2 – Molossóides
2.1 – Tipo Mastife

——————

BULLDOG: Nomenclatura Cinófila utilizada neste padrãoPadrão FCI no 149 – 16 de abril de 2004.País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Bulldog
Utilização: Companhia – Sem prova de trabalhoSergio Meira Lopes de Castro – Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta – Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Suzanne Blum Impresso em: 22 de agosto de 2008.

1-
Trufa
11-
Ísquio
21-
Metacarpo
2-
Focinho
12-
Coxa
22-
Carpo
3-
Stop
13-
Perna
23-
Antebraço
4-
Crânio
14-
Jarrete
24-
Nível do esterno na cernelha
5-
Occipital
15-
Metatarso
25-
Braço
6-
Cernelha
16-
Patas
26-
Ponta do esterno
7-
Dorso
17-
Joelho
27-
Ponta do ombro
8-
Lombo
18-
Linha inferior
a-
Profundidade do peito
9-
Garupa
19-
Cotovelo
b-
Altura do cotovelo
10-
Raiz da cauda
20-
Linha do solo
a+b=
Altura do cão na cernelha

APARÊNCIA GERAL

pêlo macio; atarracado, de estatura bastante baixa, largo,
poderoso e compacto. Cabeça maciça, bastante larga em proporção ao tamanho.
Nenhuma parte deve estar em excesso em proporção a outras, a ponto de prejudicar a
simetria geral ou fazer com que o cão pareça deformado ou mesmo interferir em sua
movimentação. A face é curta; focinho largo, grosso e inclinado para cima. Cães
mostrando dificuldades respiratórias são altamente indesejáveis . Corpo curto,
bem ajustado, sem tendência à obesidade . Membros fortes, sólidos, bem musculosos
e em muito boa condição. Posterior alto e forte e de algum modo, mais leve em
comparação com o dianteiro pesado. Fêmeas não são tão grandes ou bem
desenvolvidas quanto os machos.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO

o Bulldog dá uma impressão de determinação, de força e atividade. Alerta, valente, leal, seguro, corajoso, de aparência
feroz, mas dotado de uma índole afetuosa.

CABEÇA vista de perfil, parece muito alta e curta do occipital à trufa. A testa é
plana, com pele acima e ao redor da cabeça, solta e finamente enrugada, nem proeminente, nem pendente na face. A projeção dos ossos frontais é proeminente, larga, quadrada e alta. Do stop, um sulco largo e profundo se estende até o meio do crânio. A face frontal dos ossos zigomáticos até a trufa é curta com pele enrugada. A distância do canto interior do olho (ou do centro do stop entre os olhos) até a extrema ponta da trufa não deve exceder o comprimento da ponta da trufa à comissura labial.

REGIÃO CRANIANACrânio: largo em circunferência, medido (em frente das orelhas) deve ter aproximadamente o comprimento da altura do cão na cernelha. Visto de frente, aparenta ser muito alto do canto do maxilar inferior até o occipital; também muito largo e quadrado.Stop: profundo; largo entre os olhos.
REGIÃO FACIALVista de frente, as várias partes da face devem ser igualmente balanceadas de cada lado de uma linha imaginária descendo do centro.Trufa: nariz e narinas de bom tamanho, largas e pretas, jamais de cor fígado, vermelha ou marrom. A ponta da trufa é bem colocada para trás em direção aos olhos. Entre as narinas grandes, largas e abertas, com uma linha vertical bem definida.
Focinho: curto, largo, curvando-se para cima e muito profundo do canto do olho ao canto da boca. As rugas do focinho não devem interferir com suas linhas de inclinação. Lábios: grossos, largos, pendentes e muito profundos, cobrindo completamente as laterais da mandíbula e sem cobrir a frente. Na frente, os lábios se unem cobrindo inteiramente os dentes.

Maxilares / Dentes: maxilares largos, maciços e quadrados. A mandíbula se projeta consideravelmente para a frente do maxilar superior e curvando-se para cima. Maxilares largos e quadrados com 6 incisivos pequenos entre os caninos inseridos regularmente em uma linha reta. Caninos bem separados. Dentes grandes e fortes, nunca devem ser vistos com a boca fechada. Quando vista de frente, a mandíbula deve se juntar direta e paralelamente ao maxilar superior.

Bochechas: bem arredondadas e estendidas além de cada lado dos olhos. Olhos: vistos de frente, inseridos baixos no crânio, bem separados das orelhas. Olhos e stop numa mesma linha reta em um ângulo reto do sulco frontal. Bem separados, mas seus contornos externos ficam no interior das bochechas. Redondos, de tamanho moderado, nem inseridos profundamente nem proeminentes. De cor muito escura, quase preta, sem mostrar o branco quando olhando diretamente para a frente. Livre de óbvios problemas oculares.

Orelhas: inseridas altas; a borda anterior de cada orelha (vista de frente) se junta ao contorno do crânio no ângulo superior, de maneira que as orelhas fiquem bem separadas, mais altas e o mais distantes possível dos olhos. Pequenas e finas. Orelhas em rosa é correto, quer dizer, dobradas para dentro na sua parte posterior, a borda anterior superior se curva para o exterior e para trás, mostrando a parte interna do ouvido.

PESCOÇO

De comprimento moderado (mais para curto do que longo), muito grosso, profundo e forte. Bem arqueado atrás, com muita pele solta, grossa e enrugada na garganta, formando barbela de cada lado, da mandíbula até o peito.

TRONCO

Linha superior: ligeiramente caída para trás, atrás dos ombros (parte mais baixa), de onde a coluna vertebral se direciona para o lombo (ponto mais alto que o ponto dos ombros), descendo, de novo, bruscamente, até a cauda, formando um arco (chamado roach-back), característica típica da raça.

Dorso: curto, forte, largo nos ombros, comparativamente mais estreito no lombo.

Peito: largo, lateralmente redondo, proeminente e profundo. Costelas bem arqueadas para trás. Peito com boa capacidade, redondo e muito profundo do topo dos ombros até a parte mais baixa onde é bem junto ao peito. Bem descido entre as pernas dianteiras. Seu diâmetro é largo, redondo atrás dos membros dianteiros (não é plano), costelas bem redondas.

Ventre: esgalgado, não pendente.

CAUDA

inserida baixa, saliente e reta, depois inclinando para baixo. Redonda, lisa, sem franjas ou pêlos ásperos. De comprimento moderado, mais curta do que longa, espessa na raiz, afilando para a ponta. Portada baixa (não tem uma curva para cima, na ponta), nunca portada acima do dorso.

MEMBROS

Anteriores: robustos e fortes, bem desenvolvidos, bem separados, grossos, musculosos e retos. Apresentam um contorno arqueado, mas os ossos das pernas são fortes e retos, nem arqueados nem tortos; curtos em proporção às pernas posteriores, porém não tão curtos a ponto de o dorso parecer longo ou de prejudicar a atividade do cão e de incapacitá-lo.

Ombros: largos, oblíquos e profundos, muito poderosos e musculosos dando a aparência de serem unidos ao corpo. .

Cotovelos: longos e colocados bem longe das costelas.

Metacarpos: curtos, retos e fortes.

Posteriores: longos e musculosos, proporcionalmente mais longos do que os anteriores a fim de elevar o lombo. Perna longa e musculosa do lombo aos jarretes curtos, retos e fortes na parte de baixo.

Joelhos: redondos e virados ligeiramente para fora, longe do corpo.

Jarretes: ligeiramente angulados, bem descidos; os jarretes se unem assim um ao outro e as patas posteriores viram para fora.

Patas: retas e viradas ligeiramente para fora, de tamanho médio e moderadamente redondas. Patas posteriores redondas e compactas. Dedos compactos e grossos, bem separados, fazendo salientar as juntas que são altas.

MOVIMENTAÇÃO

Particularmente pesada e contraída, parecendo andar a passos curtos e rápidos, na ponta dos dedos. As patas posteriores não se elevam muito, parecendo raspar o chão. Quando o cão se movimenta rapidamente, um ou outro ombro avança.

PELAGEM

Pêlo: de textura fina, curto, fechado e liso (duro unicamente por ser curto e fechado, mas não de arame).

Cor: unicolor (de uma só cor com máscara preta ou focinho preto). Somente unicolor (que deve ser brilhante e puro); vermelho em suas diferentes tonalidades, fulvo, marrom claro, etc; branco e tigrado (combinação de branco com qualquer das cores precedentes). As cores fígado, preto e preto com marrom são altamente indesejáveis.

PESO

Machos: 25 kg.
Fêmeas: 23 kg.

FALTAS

Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

É exigido aos juízes que sigam este padrão e leme em consideração as seguintes faltas:

• rugas no focinho muito elevadas ou cobrindo a trufa.

FALTAS ELIMINATÓRIAS

agressividade ou timidez excessiva;
cães monstrando dificuldade respiratória;
cauda não aparente.

NOTAS:

• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

Copyright ® CBKC – Departamento de Artes Gráficas
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Fonte: CBKC – CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA


  • HISTÓRICO DA RAÇA:

O bulldog, que tem descendência dos antigos molossos do Tibet, era usado na Inglaterra nas lutas contra os romanos. Seu nome tem é consequência de que, por volta do século XVIII, usavam a raça no combate aos touros (Bull baitings).

O bull-baiting se espalhou rapidamente, sustentado também em parte, pela grande paixão dos ingleses em apostas. A moda chegou a tomar parte por todo continente europeu, ficando proibida em 1698 na Holanda, em 1834 na França, e um ano mais tarde também no Reino Unido.

Naquele tempo os bulldogs eram bem diferentes de agora, eram dotados de extremidades curtas (para que o touro tenha dificuldades em “chifrá-los”, arremessando-os para o alto), a cana nasal curta e com a ponta do nariz recuada em direção aos olhos (para facilitar a respiração durante a mordedura) e a presença de rugas no focinho (para que o sangue do touro escorra com fluência e não entre em seus olhos).

A criação de exemplares que obtiveram êxito em combate se converteu, rapidamente, em uma atividade muito rentável. Para se conseguir uma raça própria foi necessário um longo caminho, e mesmo querendo, ainda hoje, é impossível encontrar dois bulldogs totalmente iguais.

O nome apareceu pela primeira vez – em forma de documento histórico – em uma carta enviada de San Sebastian, por um tal Prest-wick Eaton, ao londrinense George Willingham. Na carta era solicitado o envio de um casal de exemplares de boa tipicidade para ser presenteado, isso por volta de 1631 ou 1632. Em épocas anteriores, se usavam outros nomes, tais como bondogge, boldogge e bandogge .

Contudo, aqueles primeiros bulldogs estiveram a ponto de extinguir-se rapidamente. Ao serem declarados ilegais os combates entre os animais, rapidamente não havia mais interesse por parte dos criadores em se manter a raça e os melhores acabaram nas mãos de poucos comerciantes.


Tentou-se utilizá-los como cães de guarda e defesa, porém, a agressividade típica dos bulldogs era muito grande, demasiadamente perigosos para esse fim. Por sorte, algum aficionado com seriedade, se ocupou em desenvolver a raça nos subúrbios de Londres, Birmingham, Sheffield y Nottingham.

O interesse por esses cães se recuperou pouco a pouco, até que nos dias 3 e 4 de dezembro de 1860, precisamente em Birmingham (apenas um ano depois da primeira exposição canina celebrada em Newcastle, reservada a cães de raça), os bulldogs fizeram sua primeira aparição num ringue de exposição.

Em 1863 foi inscrito o primeiro bulldog no Livro de Origens, e o nome dado foi muito marcante e significativo: Adão.

Um ano depois, em 1864, se criou o primeiro Clube da raça, Samuel Wichens, estudou e redigiu um estandarte (estander – bandeira) básico para a evolução da mesma. Depois de se obter a aprovação desse “estander” no Clube, foi publicado em 1865, com o pseudônimo de Philo-Kuon .

Ao longo de 10 anos de sua criação, aquela primeira associação deixou de existir, porém em 13 de abril se constituía o Bulldog Club Incorporated , clube que guarda a tutela da raça até hoje na Inglaterra.

Esta nova sociedade especializada se encarregou de revisar o “estander” elaborado por Wickens e ao publicar, tornou-o “oficial”. Esta versão do “estander” se manteve inalterado até 1909, ano em que sofreu modificações na sua forma e não no conteúdo. O “estander” atual está em vigor desde 1988 (sendo revisado novamente em 2004).

Durante este período a raça havia começado a difundir-se na Europa, onde encontrou uma aceitação crescente por parte do público e da crítica. Aumentava o interesse pela raça em determinados países, diminuindo em outros que antes, por diferentes motivos, tinha uma grande aceitação.


Durante um certo período, os criadores ingleses importaram de Aquitania – região que, desde os tempos remotos existiam os antepassados do atual dogo de Burdeaux, tal como descreve Marco Terencio Varrón em Rerum rusticarum – exemplares úteis para a melhora do bulldog inglês, não em vão, pois esses cães franceses eram muito apreciados por sua força e firmeza. Todavia o interesse desse país pelo bulldog foi diminuindo, igualmente pelos países da península ibérica, onde se conserva o primeiro documento conhecido que figura o nome do bulldog. Em contrapartida, a raça incrementava sua presença na Holanda, Alemanha e Suíça.

Na Itália, por exemplo, o bulldog aparece desde o início do século XX, na mesma época que na América, donde deram lugar à outra raça.

O bulldog americano está geneticamente um passo atrás na história do bulldog do ponto de vista morfológico. Por outro lado, representa um retorno à raça nos primórdios do século XIX.

Efetivamente, o bulldog inglês descende de exemplares bastante diferentes dos que atualmente representa a raça. Entre as cabeças de estirpe historicamente importantes de se destacar Crib y Rose , imortalizados por Abraham Cooper, um célebre desenho que data de 1817.

Estes exemplares, que então se consideravam ideais, tinham a cana nasal bastante larga do que se prevê no “standard” atual e eram muito mais altos. O bulldog americano, no que pese conservar as feições do inglês, é a reconstrução de um cão mais alto, mais funcional na sua movimentação e com menos complicações.


Convém recordar que os bulldogs ingleses, vez por outra, sofrem de monorquidia e criptorquidia (falta de testículo na bolsa escrotal), problemas cardíacos e respiratórios, dificuldades na monta (acasalamento) e nos partos. Os criadores contemporâneos estão cada vez mais trabalhando para eliminar as doenças que se transmitem de geração em geração, buscando um tipo muito especial, mas não é um trabalho fácil e nem pode ser realizado em curto prazo.

Ao longo da história da criação dos bulldogs, a raça tem sido vítima, em várias ocasiões das decisões do homem. Isso ocorreu quando selecionaram os exemplares mais ferozes com vista a resultados nos combates, e também quando se exagerou sua morfologia para convertê-los em autênticos show-dogs (cães espetáculos), por conseqüência, houve o perigo de provocar o desaparecimento da raça. O cão foi modificado até o ponto de ser proposto a remodelação do bull-baiting, com seu fim, fazendo o bulldog recuperar as características de cão normal.

Este é o caminho – sem derramamento de sangue nas arenas – que está se perseguindo hoje em dia. Em muitos criatórios se valorizam as fêmeas que dão à luz filhotes sem cesárea, e reprodutores que cobrem as fêmeas naturalmente, sem dificuldades e que não sofrem e não transmitem patologias cardiovasculares.

Para finalizar, não podemos deixar de mencionar a influência que a história tem exercido no caráter da raça.

Se atualmente o bulldog é adorável e incomparável companheiro de jogos das crianças, não se pode duvidar que nos primeiros textos do “estander” o redator recomendava que os cães crescessem em restrito contato com os homens, dando-lhes cuidado e atenção, com o objetivo de quando adultos, experimentarem os arranques de frieza que havia feito deles tão impopulares em seu país de origem, até o ponto de estarem a um passo da extinção, uma vez declarados ilegais nos combates e com a conseguinte diminuição de sua criação.

Por felicidade, hoje em dia temos um cão de estética excepcional e de caráter estável e confiável.

Contudo não devemos esquecer que pelo sangue do bulldog do ano 2000 corre a recordação das lutas de seus antepassados, e, portanto, estes cães devem ser tratados com respeito que se tem por um boxer, um dogo ou um mastim napolitano, sem cair no erro de confundí-lo com um precioso cão de pelúcia.

Ver uma ninhada de filhotes completamente enrugada faz desaparecer qualquer temor que havia por eles.

Não existe nenhum outro cão como o bulldog.

A maior parte do texto foi extraído do livro:

Cães de Raça – O Bulldog Autor: Fábio C. Fioravanzi

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