Category Archives: Criação

E o Bulldog mordeu…

O Bullblog tem recebido uma série de postagens de proprietários em dificuldades comportamentais com seus amados Bulldogs. Na grande maioria delas, o problema diz especificamente com agressividade voltada contra o dono, inclusive de filhotes.

Assim, resolvi falar um pouco sobre o assunto em razão da sua importância e do pouco material existente, leia-se Bulldog e agressividade.

Inicialmente é necessário falar sobre a origem da raça e a função para a qual ela foi selecionada. Descendente dos antigos molossos, o Bulldog tem a sua gênese calcada em batalhas e lutas corporais. Eis a sua função primeira, lutar e defender!

Em outras palavras, o Bulldog era uma máquina de guerra, com itens, como cabeça, corpo, mordedura, tronco, pele, temperamento e resistência à dor, cuidadosamente selecionados durante centenas de anos para que fosse, primeiramente, um soldado e, posteriormente, como a raça acabou sendo consagrada, um gladiador nos esportes de época – em especial as lutas contra touros, ursos e até mesmo em rinhas de cães.

Muito embora a figura do Bulldog atual apresente um distanciamento físico do seu antepassado de arena, muitos dos traços primitivos estão fortemente presentes na versão moderna da raça e formam a sua essência, ou seja, são características pela quais a raça é identificada. É o caso da cabeça braquicefálica, da mandíbula prognata, do topline (linha de dorso com posterior mais alto) e do formato do corpo (mais pesado e forte na frente em comparação com o posterior).

Criadores Respeitáveis x Criadores Comerciais…

Foto Meljane Bulldogs

Foto Meljane Bulldogs

Criadores de Comerciais (“Fábrica de Cachorros”) x Criadores responsáveis

1. Motivo para criar: diversão, bom para as crianças, para ganhar dinheiro. Não filtra compradores e raramente recusa a uma venda, mesmo se o comprador for inadequado.

1. Dedicação para produzir cães de qualidade é uma vocação seria. Tem muito dinheiro investido em cães de tal modo que se esforça para ficar no zero a zero, não tem lucro. Vende filhotes somente para compradores aprovados.

2. Cruza o cãozinho de estimação da família com qualquer outro cão da mesma raça, somente para ter filhotes puros. Não tem nenhum entendimento ou preocupação com genética, pedigree, linhas de sangue ou melhoria da raça.

2. Pode explicar como planejar cruzamentos, podendo usar para enfatizar ou minimizar características especificas com linebreeding (cães com certo parentesco), outcrossing (cães sem parentesco), ou muito raramente, inbreding (cruzar exemplares com pais, filhos ou tios).

19ª Copa Paulista, mais um SHOW da Abrabull!!!

Num evento que reuniu amantes e criadores da nossa querida raça Bulldog, em clima de muita alegria e confraternização, a Abrabull, com o patrocínio da Premier e apoio do KCSP, promoveu a 19ª Copa Paulista, mais uma grande exposição especializada, desta vez sob o julgamento do criador Steven Davison (Canil Brampton-UK). Em clima de pré Nacional, que será realizada em junho no mesmo local (Itapecerica da Serra-SP), tivemos 36 bulldogs em pista com elevada qualidade, tornando disputadas todas as classes. O BIS foi conquistado pela fêmea jovem Cherokee Legend Ursula (proprietários Gláucia Franco e Wesley Cavalcante – Canil Heralds Of The King) e o BOS foi dado ao Macho, também Jovem, Reserva do Rei The Dot Racer (proprietários Raquel Didonet e Gilberto Medeiros – Canil Reserva do Rei). Nos vemos em BREVE, até a 12ª Nacional Abrabull!

Cherokee Legend Ursula - BIS

Reserva do Rei The Dot Racer - BOS

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Saber para opinar…

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Nota de Esclarecimento: O artigo em questão não é destinado àqueles que, de maneira determinada, vislumbraram uma oportunidade de negócio em detrimento ao padrão e, por conseqüência, a própria raça Bulldog. Então, caso você se enquadre nessa categoria, não perca tempo lendo as próximas linhas.

Por ignorarem o assunto, muitos desavisados comemoram toda vez que uma foto de um Bulldog de “pelagem rara” é publicada nas redes sociais.

Logo está formado um grande rebanho internético ovacionando o ser incomum…

A primeira reflexão a fazer é que o termo raça, tal qual aplicamos em nossa cinofilia, só existe graças ao seu respectivo padrão racial, simples assim! Por sua vez, o standard racial não é obra de extra-terrestres ou de algum ditador apaixonado por cães…

Ele tem uma história que começa com a gênesis da raça, sua funcionalidade, sua adaptação aos dias atuais e, principalmente, sua preservação.

No caso do Bulldog, muito mais realçada essa ultima função do padrão já que suas últimas atualizações foram motivadas, exclusivamente, pelo quesito saúde!

Sobre a história e o surgimento da raça, vale lembrar que a pelagem na cor preta, merle e outras aventuras comerciais, jamais estiverem presentes nos cães e nas “raças” formadores do que hoje denominamos Bulldog. Em outras palavras, o aparecimento de cães com essas pelagens são o resultado de verdadeiras exceções, por genes recessivos e que por isso mesmo podem trazer consigo problemas de saúde que não são comuns à raça ou aos cães de um modo geral.

Posicionando-se sobre o tema, cabe transcrever recente parecer do The Kennel Club, órgão máximo e o exclusivo responsável pelo padrão da raça:

“O Kennel Club não aceita o registro, incluindo cães importados, de qualquer Bulldog merle. Merle padronização – manchas de cor mais clara que aparecem no revestimento – é o resultado do gene M no cão . Existem dois alelos deste gene: M (revestimento) e m ( não- tri), com Merle ( M ), sendo dominante a não Merle ( m ). Em algumas raças, o efeito do alelo Merle ( M ) é denominado “dap” . Infelizmente , os efeitos do alelo Merle ( M ) não se limitam a perda auditiva e da visão associado com ele, em especial em cães que são homozigóticas para M ( cães que transportam duas cópias do alelo M). Como a cor merle não é uma cor natural nesta raça, e tendo em vista os problemas de saúde relacionados com o gene merle, o Kennel Club não aceitará o registro de qualquer filhote de Bulldog na cor Merle”

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Como se não bastasse, todos aqueles que querem transformar um acidente genético em uma variedade racial, por óbvio, estão preocupados em atingir um único e exclusivo objeto: produzir cães com pelagem “rara”!

Nesse caso o que aconteceria com todas as outras preocupações que deveriam nortear um cruzamento responsável? Em breve, associado à pelagem, teremos pessoas preocupados em cruzar cães para produzir exemplares com olhos em cores também “raras” e sabe-se lá quantas outras novas “raridades” e enfermidades poderiam surgiriam na carona destes modismos…

A imaginação e a imbecilidade humana seriam o limite! Sem dúvida alguma, esses seriam os primeiros passos para a degeneração da raça, para a destruição de tudo aquilo que demandou tempo e esforço pessoal de muitos criadores verdadeiramente apaixonados pelo Bulldog.

Quem cria com o mínimo de responsabilidade e profissionalismo tem tantas preocupações ligadas à saúde e ao padrão racial, que a cor da futura ninhada tem muito pouca ou quase nenhuma relevância! Inverter esse pensamento é um tiro no pé, uma verdadeira agressão e um desrespeito ao Bulldog.

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Antes que alguém resolva atacar lançando mão de algum infeliz argumento, lembro que o objetivo aqui não é negar o eventual nascimento de cães com essa pelagem, nem tampouco pregar o extermínio de filhotes portadores de faltas ou desvios do estalão.

A pretensão do presente texto é, acima de tudo, informar e fazer pensar, pois quem cria está sujeito a resultados inesperados e sobre os quais muitas vezes não se tem controle. Então tenha sempre em mente que explorar de forma aventureira modismos e falhas genéticas jamais pode estar associado à idéia de criador ou de raridade…

Gilberto Medeiros

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www.reservadorei.com.br

19ª Copa Paulista Abrabull

19ª Nacional Abrabull

19ª Copa Paulista Abrabull

Vem aí mais uma importante exposição realizada pela Abrabull dessa vez julgada pelo Criador Steven Davison – Canil Brampton, Inglaterra. Venha conferir e conhecer os melhores Bulldogs do plantel nacional em pista. A exposição ocorrerá em Itapecerica da Serra-SP, no dia 21/03/2015, nas dependências do Hotel Del Verde.

 

Filhotes: 5 erros de comportamento dos donos.

De acordo com comportamentalistas caninos, 99% dos donos têm problemas com cães em decorrência da falta de regras.

No início, muitas pessoas acham graça ao ver um filhote destruindo o chinelo, rosnando para o dono ou brincando de cabo de guerra. Contudo, segundo especialistas, o comportamento do dono nessa frase é crucial pois 99% dos problemas que estes tem com seus cães decorrem da falta de imposição de regras nos primeiros meses de vida.
Os especialistas explicam que o comportamento do animal se constrói enquanto ele ainda é filhote e que este é o momento ideal para eliminar maus-hábitos e alinhar seu comportamento, já que até os três meses de idade a memória canina é similar a uma folha em branco.

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Legjobb Poyol Brenda – Foto Bibbo Camargo


Confira os cinco erros mais comuns dos proprietários com seus filhotes e dicas para suas respectivas soluções:
1. Falta de um líder: Os cães, por natureza, são animais de matilha e essa, por sua vez, necessita de um líder. Se nenhum morador da casa assumir esse papel, o filhote o assumirá. Portanto, desde os primeiros meses o dono deve se impôr como líder e deixar claro quem comanda o território.

Vem ai a 12º Nacional Abrabull 2015.

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Para mais informações – www.abrabull.com.br

Hotel Del Verde – fone para reservas 11 4667-4666

O cão idoso.

Reserva do Rei Força Bruta - Hugo

Reserva do Rei Força Bruta – Hugo

Se você tiver um cão idoso, esta matéria o ajudará a entender suas necessidades especiais, para que permaneça saudável durante sua velhice.

Cães idosos tem necessidades especiais. Seus corpos estão começando a ficar mais lentos e o desgaste da vida começa a aparecer. A vida de cães pode variar muito, dependendo da raça, embora outros fatores também influam. Um bom início na vida “com cuidados e nutrição corretos enquanto o animal ainda é um jovem adulto” terá bons resultados quando chegar à velhice.

Acne canina.

A acne canina é uma alteração inflamatória que aparece na região do queixo e os lábios dos animais jovens. Em geral surge em cães de pêlo curto e tem correlação com a raça, bulldog inglês, boxer e dog alemão são muito acometidos. Os sinais clínicos mais comuns são lesões com aspecto avermelhado, inflamatórias, podendo gerar dor à palpação e cicatrizes posteriores.
O diagnóstico pode ser realizado pelo exame clínico do paciente e exames complementares, como a coleta de material do local e análise laboratorial.

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Proprietários – Leandro Liane Dornelles

O tratamento varia conforme a gravidade do problema e tempo de aparecimento, alguns pacientes crônicos demandam tratamento diferenciados. Evitar que o bull traumatize o local com a pata quando estiver com coceira ou ao esfregar-se em locais como sofás e tapetes é muito importante. A limpeza do local com produtos específicos e evitar espremer as espinhas também são muito importantes na recuperação do local. Medicações sistêmicas como antibióticos e antiinflamatórios também podem ser necessários, e muitas vezes alguns tratamentos devem ser mantidos por tempo prolongado até a resolução do problema.

vivianeDra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844
Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre.
(51) 30920191 ou (51)98782218

Conhecendo o Bulldog – por Gilberto Pires Medeiros.

Foto - Gilberto Medeiros

Foto – Gilberto Pires Medeiros

Com que freqüência o Bulldog deve tomar banho?

Intervalos de 20 a 30 dias são suficientes. Banhos freqüentes não são indicados, pois retiram a oleosidade da pele, importante à sua proteção.

É necessário passear todos os dias com o Bulldog?

Sim, em especial quando morar em apartamento aconselha-se passeios diários, os quais, justamente por ser o Bulldog um cão sedentário, irão proporcionar-lhe melhor qualidade e maior expectativa de vida.

O Bulldog adapta-se com outros cães?

Sim, é de convivência pacífica. Eventuais desentendimentos são normais e dizem respeito tão-somente à organização hierárquica da matilha.

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