E o Bulldog mordeu…

O Bullblog tem recebido uma série de postagens de proprietários em dificuldades comportamentais com seus amados Bulldogs. Na grande maioria delas, o problema diz especificamente com agressividade voltada contra o dono, inclusive de filhotes.

Assim, resolvi falar um pouco sobre o assunto em razão da sua importância e do pouco material existente, leia-se Bulldog e agressividade.

Inicialmente é necessário falar sobre a origem da raça e a função para a qual ela foi selecionada. Descendente dos antigos molossos, o Bulldog tem a sua gênese calcada em batalhas e lutas corporais. Eis a sua função primeira, lutar e defender!

Em outras palavras, o Bulldog era uma máquina de guerra, com itens, como cabeça, corpo, mordedura, tronco, pele, temperamento e resistência à dor, cuidadosamente selecionados durante centenas de anos para que fosse, primeiramente, um soldado e, posteriormente, como a raça acabou sendo consagrada, um gladiador nos esportes de época – em especial as lutas contra touros, ursos e até mesmo em rinhas de cães.

Muito embora a figura do Bulldog atual apresente um distanciamento físico do seu antepassado de arena, muitos dos traços primitivos estão fortemente presentes na versão moderna da raça e formam a sua essência, ou seja, são características pela quais a raça é identificada. É o caso da cabeça braquicefálica, da mandíbula prognata, do topline (linha de dorso com posterior mais alto) e do formato do corpo (mais pesado e forte na frente em comparação com o posterior).

Do ponto de vista comportamental, podemos dizer que há também uma grande diferença entre aquele cão de luta do passado e o Bulldog atual, hoje um cão essencialmente de companhia e perfeitamente adaptado à vida moderna e aos grandes centros urbanos.

Aliás, cabe o registro de que a raça só conseguiu chegar aos dias atuais, e ainda gozando de grande popularidade, graças ao trabalho de obstinados criadores que, mesmo com a proibição de tais esportes violentos (1835), mantiveram seus Bulldogs e, por meio de cruzamentos seletivos, conseguiram tirar o viés agressivo da raça.

É claro que nos dias de hoje, com todo o tratamento e regalias que um Bulldog moderno faz jus como membro da família, fica muito mais fácil ser aquele cão bonachão e pacato que conhecemos do que o ancestral raivoso e sempre pronto para atacar.

Não é difícil de imaginar o tratamento dispensado às “estrelas” do Bull baitings rings no Século XVIII…

Sobre a importância do “esporte” na época e a herança deixada por ele, envolvendo principalmente a briga contra touros em suas respectivas arenas, reproduzimos trecho da matéria extraída do jornal Londrino “Globe”, publicada em julho de 1905, sendo que os fatos inerentes ao texto estão relacionados há 95 anos (aquela época):

No Mercado Municipal de Preston ainda se pode observar uma larga pedra a qual estava antigamente afixada no ring no qual o touro era amarrado, mas o próprio anel (ring) desapareceu. “Bull ring” este é o termo que era aplicado para a designar o anel que era afixado numa pedra ou numa pesada estaca de madeira que ficava ao centro da arena. E neste anel o touro era amarrado. Em Horsham o anel de ferro no qual o touro ficava preso ainda pode ser visto no local onde eram firmadas as lutas, num pequeno anexo, ao lado de Carfax – a forma do espaço central diverge das ruas principais da cidade. Disso tem sido dito que o seu ultimo uso foi no ano de 1814. O nome de “Bull ring” como doação da cena dos Bullbaitings é ainda preservado em muitas cidades inglesas. Em Birmingham, por exemplo, a rua mais importante e movimentada chama-se “Bull Ring” – um nome de muita significância que permanece desde os tempos mais remotos, mas que descreve o local no qual muitos vestígios e sinais do antigo esporte ao longo tempo desapareceu.

Prossegue o histórico texto, agora falando da presença dos Bulldogs nestes rings:

“Na Southwark High Street, antigamente, nos tempos da dinastia Tudor, existia no local um Bull Ring, a qual desapareceu a cerca do ano 1560; a qual foi substituída pelos famosos Paris Gardens (Jardins de Paris), onde ursos foram os especiais e favoritos propósitos para lutar contra bulldogs. O Bull Ring – a arena de esportes – era circular, uma construção muito forte e fechada; e Mr. Fairbairn Ordish, em sua redação sobre “O primeiro Teatro de Londres” mostrou bem isso que a influência da “Tal estrutura redonda formato das antigas casas de esportes era “considerável” embora secundário, para o “tradicional ring” interagir na evolução dramática, em conexão com outras formas de “jogos” esta era mais apropriada e quase se aliando para o drama. Os antigos tempos do cruel esporte eram diretamente encorajados por algumas autoridades urbanas por razões que o Bullbaiting contribuía para a oferta da carne bovina. Chesterfield em Derbyshire, existia uma lei municipal que ordenava que todo açougueiro que matasse um touro no matadouro teria previamente que “iscar”, ou seja, colocar o animal para combater no Bull ring da praça do Mercado ou então pagar uma multa.” (Grifou-se).

Muito embora os Bull rings façam parte do passado e hoje o Bulldog não tenha que defender sequer o seu prato de ração, não podemos esquecer que aquela máquina de guerra ainda possui as armas com as quais antigamente defendeu territórios e divertiu os povos nos esportes sangrentos!

Também não podemos esquecer que alguns contornos comportamentais outrora fundamentais ao velho gladiador, ainda hoje estão visíveis, por exemplo, no Bulldog Horácio que passa as tardes roncando estirado no tapete da sala…

Quem tem um Bulldog sabe, não espere um cão servil e que faça tudo para agradar seu dono. São cabeçudos e se permitem fazer algumas vontades de seus donos sempre que lhes for conveniente ou, principalmente, se ao final o pagamento for algo comestível…

Em outras palavras, o Bulldog moderno é um cão determinado para muitas coisas e que suporta como poucos a dor física. Tais características, certamente, faziam parte dos antigos freqüentadores dos Bull baitings.

Minha intenção com essa analogia é apenas contextualizar o Bulldog para que as pessoas tenham uma concepção mais completa e abrangente sobre a raça e possam com ela relacionar-se tendo em mente sua história e evolução. Nada mais que isso.

Além desse aspecto histórico, que pode, em muitas casos, ser o pano de fundo de alguma reação atávica de agressividade, temos que lembrar que, muito embora sejamos atraídos principalmente pela estampa do Bulldog, o bom criador deve primar pela seleção de cães com temperamentos condizentes com a atualidade da raça e com aquilo que esperamos de um cão essencialmente de companhia.

Esse é um aspecto muito importante e também muitas vezes desprezado por alguns criadores e que, vez por outra, mostra seus efeitos em filhotes com problemas comportamentais e até mesmo em cães adultos que participam de exposições da raça, muitos deles sumariamente desclassificados ao tentarem avançar sobre o árbitro.

Somado a tudo isso está o despreparo dos novos proprietários para lidar com esse novo membro da família (indiscutivelmente o principal fator a desencadear problemas comportamentais), que, muito embora seja amado e tratado como um ser humano, é na verdade um animal, um cão, que precisa ser entendido e tratado como tal. E para que isso aconteça é necessário que seu dono reúna o mínimo de informações sobre ele. Mas isso é assunto para o próximo post.


giba-criadorcolaborador

Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

24 Responses to E o Bulldog mordeu…

  1. Denise disse:

    Gilberto, mais uma vez parabéns pelo seu post!!!
    Muito bom….espero o proximo pois meu Bull esta demassssssss
    Bjs

  2. Parabéns pelo texto Gilberto, como criador e comportamentalista avalizo suas palavras, se por um lado há falta de critérios na seleção, de outro lado e de forma mais dramática está o despreparo dos proprietários na educação dos filhotes (sejam de quais raças forem), é preciso entender que se tratam de cães e a psiqué é completamente diferente da humana que é como tentam manejar os filhotes.

    Abraço

    • Obrigado meu amigo, um elogio seu, que é um profissional do comportamento canino, me deixa muito feliz! Por favor, sinta-se à vontade para colaborar com seu conhecimento aqui no Bullblog, tenho certeza que será de grande valia e ajudará muitas pessoas.

  3. Vanessa disse:

    AMEI o post! Praticamente uma aula! Tenho dois bulls em casa que são totalmente diferentes. Os dois são maravilhosos dentro de casa: amáveis, brincalhões, verdadeiros companheiros. A diferença acontece quando pegamos a guia para passear. O Kenny é MUITO preguiçoso, tenta se esconder ou fingir que está dormindo pra não ter que sair! Já o Spike AMA passear, só que é totalmente descontrolado. Anda puxando a guia, vai pra cima das pessoas (nunca deixei chegar até elas pra poder dizer se ele só quer cheirar ou avançar) causando pânico, é MUITO ansioso, tem um instinto de defesa absurdo. Já fizemos uma parte do processo de adestramento que teve resultados excelentes, mas o passeio continua sendo um assunto à parte. No mais, nunca tive cães tão companheiros e adoráveis como essas duas figurinhas.

  4. Malu disse:

    Bom dia, Gilberto !
    Há dias eu acessava o blog na esperança de um post que desse uma “luz ” sobre esse problema comportamental. Adorei a “aula “que vc nos deu !!!! Parabéns !!!! O Carlão, com 1 ano e 2 meses, não apresenta a ferocidade descrita em alguns relatos mas, claro, como um Bulldog tem esse jeitinho teimoso e desobediente típico da raça. Quanto a mim, proprietária, assumo que em grande parte, essa desobediência é fruto do excesso de mimos e carinho que dou a ele. Mas cá entre nós….é difícil resistir ao olhar aquela cara bochechuda…rs.
    Um abraço pra vc e aguardo o próximo post pq o gordo aqui tá impossível…rs.

  5. Tati Goncalves disse:

    Adorei o post. A Bolota é a minha 1 cachorra, nunca tive nenhum de nenhuma outra raça. Mas antes de adquiri-la li muittto e assistia compulsivamente os programas do Cesar Mila, a qual eu confesso que o chamos de furu. Acho que falta liderança nos donos e postura. Bolota é o ser mais submisso q já convivi. Boazinha com qq humano e com qq cachorro independente de seu tamanho. Tanto q ela é extremamente popular e amada em meu círculo social. ´Bolota é o típico bull urbano, um adorável ser que perdeu tudo de seu passado.

  6. Susi disse:

    Aguardava anciosa por orientaçoes,gostei das explicaçoes, e ja aguardo o proximo capitulo,como ja tinha descrito antes o meu Bull Paco,sempre foi muito carinhoso,mas ultimamente tem nos surpreendido, avançou no meu marido ,mordeu e depois parece que fica perdidamente arrependido, na rua,algumas vezes as pessoas brincam com ele e nada acontece ja outras vezes ele quer voar em cima. Talvez seja pq è muito mimado e fica inseguro, medroso, nao sei se isso pode ter alguma relaçao. Ainda bem que temos este espaço e aqui è onde tenho encontrado muitas respostas.
    Espero que vcs continuem nos esclarecendo.

  7. Claudio disse:

    Olha eu sou a prova viva do espirito do bulldog antigo.

    Eu sempre tive muito pulso com meus caes, nunca fui de deixar os cachorros fazerem o que querem, nunca deixei o cachorro ser o dono da casa. So para ilustrar ja tive 3 Dobermans.

    Hoje eu tenho um DOberman e um Bulldog.

    O meu bulldog enfrenta de igual o meu Dobermann.

    O Bulldog aqui em casa, ja arrancou a porta da parede, ele para chamar a atencao começa a destruir as coisas, começou com a vassoura, depois o balde, depois a porta que ele arrancou da parede, e depois qualquer outra coisa.

    Eu tinha lutas homericas com ele. A Determinacao dele é tanta, que eu tinha uma coleira eletronica chinezinha vagabunda, que mesmo utilizando no maximo ele nem piscava.

    Numa dessas lutas com a vassoura (ele quebrava ao meio mordendo), eu coloquei o enforcador, ele mordia eu levantava ele pelo enforcardor, ele somente soltava quando ja estava com a lingua roxa. Colocava no chao no mesmoo segundo ele ia para a vassoura. Fiz isso 32 vezes e ele continuou fazendo a mesma coisa. Eu cansei e ele continuava. ja nao tendo o que fazer mais com ele depois de arrancar a porta, bati de leve com a outra vassoura nele para ver se ele parava. resultado NADA. fui batendo mais forte até o ponto de quebrar a vassoura nele e ele nem piscar.

    Comprei uma coleira eletronica, a mais forte que existe no mercado, utilizado por varios canis de policia no mundo. Resolveu. Porem tem de ser usada como antecipadora, so funciona antes dele querer atacar com muita vontade, se vc conseguir antecipar o ataque ele recua, mas se ele entrar no drive de atacar nada tira ele.

    Sei que ficou longo. Mas foi so para ilustrar.

    Ja tinha tentado todos os metodos que voces possam ter lido na internet e nada funcionou.

  8. Claudio, com uma coleira eletrônica de boa qualidade, metodologia correta, paciência, pulso firme e alteração de manejo por parte do proprietário não tem cão que não seja corrigido, em que cidade você está?

    • Claudio Cardoso disse:

      Eu comprei o modelo mais forte da Dogtra, essa ele sente, isso é se nao estiver no drive de atacar.

      Eu moro no rio de janeiro, para tu ter ideia do tamahno do drive de caça desse bulldog, ele nao pode andar no carro fora da caixa, pq se ligar o limpador do parabrisa ele quer pegar de qualquer jeito, fica pulando la no vidro querendo pegar.

      Com essa coleira ele agora sentiu, mas tambem so funciona na antecipacao, pq senao ja era.

      Ele nao estando na caça é muito bom de treinar. Vou ver se tiro o BH dele. Ele ja anda comigo na rua sem coleira, faz retriver, faz o junto do Schutzhund
      Ja pensei até em por ele em prova de schutzhund, protecao ele ja faz na luva tb, alias nem precisou ensinar rss. foi so ele ver o dobermann treinando que ai de brincadeira falamos, vamos ver o que o bulldog faz.
      Nao deu outra, pegou a luva e ficou pendurado nele. O unico problema mesmo para por ele em prova (de brincadeira claro, nao vai vencer), é o pulo, alem dele nao conseguir, é arriscado pelas articulacoes do bulldog. Tem um video dele no pillow.

  9. kkkkk, eu tenho uma BI aqui pra BH, obediencia da hora, mas não vai morder luva nem por decreto. Mas tinha uma cadela vinda da Espanha que fez manga algumas vezes.
    Você mesmo faz o adestramento dos cães? trabalha com isso?
    Paulão

  10. luis claudio disse:

    Ola.

    Eu nao trabalho com isso nao.

    Quem esta fazendo a obediencia dele é o Rodrigo Didier (araca) nao sei se tu conhece ?

    na verdade ele trabalha com meu Dobermann o Bull começou de brincadeira mesmo. O Rodrigo tem experiencia em graduar caes, ele possui cao graduao em SCHZ III, inclusive foi campeao carioca e brasileiro com a cadela dele.

    Voce é de onde Paulo ?

  11. natalia disse:

    Ola!
    Ja postei algumas vezes, contei sobre o meu bull, as minhas dificuldades, meus medos por ser o meu primeiro cachorro, talvez por isso mimado demais..
    Tive alguns problemas com ele, mas o maior mesmo foi ele ter mordido 2 vezes a minha mae e tentado morder varias vezes os meus irmaos menores. Foi bem triste, pois ele so obedecia a mim, e comigo era com ele menos ficava. Tentei adestramento, mas como as pessoas de casa passaram a ter medo dele, e nao para menos, pois a ultima mordida rendeu 5 pontos no braco da minha mae. Depois disso tive que dar o meu gordinho de apenas 1 ano e 4 meses. A dor que eu sinto ate hoje eh praticamente insuportavel, faz tres meses e nao consigo deixar de entrar no bullblog nem por um dia, ele era o meu amorzinho, a melhor coisa que me aconteceu, mesmo depois de tudo. Tenho plena conciencia de que o que aconteceu foi culpa nossa, ele era mimado demais e achava que era o dono da casa, nao conseguimos reverter a situacao. Sou apaixonada por bulls e espero poder ter outra oportunidade de ter um e conseguir faze lo feliz. E espero tambem superar a falta do meu gordinho. Foi so um desabafo mesmo. Abracos!
    Natalia

    • Sinto muito Natália pelo acontecido. De outro lado fico feliz por vc ter a consciência sobre a sua parcela de culpa. Tenho certeza de que numa nova experiência com a raça tudo será mais fácil.
      Abraço, Gilberto.

    • Malu disse:

      Oi Natalia ,eu já tinha lido seus posts anteriores e até me identifiquei com sua história. Meu gordo faz 1 ano e 1/2 neste mês e tb é muito mimado por nós. Ele não me respeita tanto quanto ao meu marido e morro de inveja…rs.Lamento muito mesmo e imagino a sua dor. Já tive momentos em que me senti mal por achar que tinha feito tuuuudo errado e, como vcs, exagerado nos mimos. Mas não tem jeito, é quase que impossível resistir às caras que esses fofos nos fazem, não é ? Não se sinta frustrada, vc deu a ele o melhor : amor. Um abraço !

  12. Natália disse:

    Olá!
    Obrigada!
    É bom ter palavras de conforto nessas horas.
    É verdade Malu, o que nunca faltou a ele foi amor, quando fui visitá-lo ele não saía de perto de mim, até deixava eu apertar ele, o que nunca deixou..rsrs Na verdade nem sei se foi bom visitá-lo, pois saí de lá pior ainda!
    Mesmo sabendo que ele está bem, num lugar ótimo, onde pode correr e tem até um irmãozinho..rs um bernessi liindo também, mesmo assim é dificil!
    Ligo para a pessoa que está com ele quase de 15 em 15 dias para saber como ele está e, mesmo sabendo que ele está ótimo…é horrivel estar sem ele!
    É como eu disse né, a gente mimou demais e como eu chegava tarde em casa (apartamento), ele só passeava uma vez por dia, e de noite. Como ele era super ativo( o que eu achava ótimo) acho que também sofria com isso.
    Foi bem doloroso, ainda é, mas sei que ele está mais feliz agora.
    Mas não desisti, quando eu puder ter outro e com um suporte melhor, vou querer esta raça com toda a certeza! É uma raça ímpar.
    Obrigada pelo apoio Gilberto e Malu!
    Abraços!

  13. Hel e Ott disse:

    Deixo aqui meu relato: Oi bulldogueiros! Amo, amo, amo os bulbulls!! Eu e meu marido temos um macho de 5 anos, o Torresmo. Ele sempre foi dócil e medroso. Já foi mordido 3 vezes por um Yorkshire que sempre encontramos nos passeios à praça e nunca revidou. Só o vi revidar 2 vezes quando cães de grande porte avançaram contra ele. Na verdade, sempre fica com medo de cães pequenos. Tem medo outras coisas também, de ônibus, de fita adesiva (do tipo durex). Mas também fica bravo com algumas coisas, como, motos (ele sempre vai pra cima querendo atacar), skate, mesma coisa. Fica bravo também quando qualquer pessoa tenta pegar algo que ele considera como dele. Independente do que seja. Se ele adotou como sendo dele, ninguém mais chega perto. Vejam o exemplo da tomada de telefone que tem na sala: a tomada é dele. Se você disser que vai pegar a tomada ou chegar perto, ele rosna, late e avança. Nunca chegou a morder de fato. Ele adora gente. Faz muita festa quando chega alguem em casa. Ele é super ansioso com tudo o que gosta de fazer; chega quase a desmaiar porque a respiração fica muito cansada quando está muito feliz e ansioso. A única coisa que acalma esta respiração é mastigar gelo. Ele nunca foi muito obediente, mesmo tendo sido adestrado quando tinha 6 meses. Doce, doce, doce. Um filho! Tratado maravilhosamente bem. Come banana de manhã, cenoura e ração à noite. Só toma água mineral. Vacinas e vermífugo sempre em dia. Uso todas as pomadas e remédios necessários para resolver os problemas de pele. Ou seja, cuidamos melhor do Torresmo do que cuidamos de nós mesmos. Sofro sempre que eu penso no dia que não mais poderei desfrutar de sua cia. Sempre que vou viajar, ele fica com a veterinária dele, que é a única pessoa que confio pra cuidar dele. E todo sábado ele passa o dia solto na clínica dela, brincando com a rotweiller dela e depois toma banho no fim da tarde. Ele e a rot se adoram. Brincam muito e ele sempre fica muito ansioso para encontrá-la. Porém, de uns tempos pra cá, o Torresmo tem passado a encrencar com algumas pessoas. Primeiro foi com a moça que dava banho nele desde que era filhote. Essa moça não pode mais chegar perto dele. Depois, começou a encrencar com o noivo da veterinária. E também com a diarista da clínica. Lá, somente a vet, o irmão dela e uma outra moça do banho é que conseguem chegar perto dele. Acontece que esta moça do banho tirou férias e licensa maternidade e a vet contratou uma prima para ajudá-la com os banhos. E não é que o Torresmo encrencou com a prima dela também? Neste último sábado, 22/01/2011, foi a primeira vez que a prima da vet foi dar banho nele. E ele simplesmente a atacou. Saiu da gaiolinha e mordeu a perna dela. Sem mais, nem menos. Cravou bem os dentes nela. Foi muito feio e vergonhoso. Eu e meu marido estamos altamente envergonhados pela atitude do Torresmo. Passamos o fim de semana muito tristes e o ignoramos a maior parte do tempo. Não demos carinho, não levamos pra passear. Fomos realmente duros com ele. Ele está bem triste. Fica escondido nos cantos, durmindo a maior parte do tempo. Dói o coração vê-lo assim, mas ele precisa perceber que o que fez é errado e que não pode fazer aquilo de novo. Não posso deixar que ele continue a agir assim. Não posso aceitar que ele está deixando de ser um cachorro dócil para se tornar agressivo e violento. Alguém aí tem alguma dica? Qual a melhor maneira de se proceder? Será que adestrar de novo resolve? Por favor nos ajude. Obrigada!

  14. Marina disse:

    Gilberto, seu texto é muito rico em informações e esclarecedor. Queria saber seu conselho sobre como devemos agir nos momentos de agressividade do bulldog. Nosso Brutus tem 10 meses e é bonzinho a maior parte do tempo, mas às vezes tem rompantes de agressividade do nada. Como devemos reagir para controlá-lo nessas horas? obrigada.

    • Marina, quanto mais cedo se começa o trabalho de educação de um cão, melhor… Se o Brutus já está com 10 meses e tem esses rompantes de agressividade, seria importante, antes de mais nada, descobrir o que está desencadeando esse comportamento…para daí sim pensar em algo para tentar reverter esse comportamento.

  15. Jerlie disse:

    Dear BB,The Melbourne Cup sounds like fun! Is it a race where evyneore dresses up very fancy?I love horses. My cousins have 5-6 horses and I used to ride, but not anymore. It’s fun seeing them race and like you, I usually don’t pick the winner! I just have fun!From,Mrs. Hembree

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