Com que coleira?

Essa pergunta é repetida, toda vez que o tema é passear com o Bulldog.

Com medo da coleira tipo enforcador, muitos proprietários acabam optando pela utilização de uma peiteira o que eu não aconselho, principalmente em se tratando de um cão do porte e com a força do Bulldog, pois o uso da peiteira dará a ele toda a liberdade de movimento podendo, inclusive, “rebocar” o seu condutor.

Além disso, o Bulldog acabará empregando uma força desnecessária o que será prejudicial a sua respiração, inviabilizando os passeios.

Quando se fala em passeios e uso da coleira/guia, estamos também falando de educação canina com imposição de limites e comportamentos que entendemos desejáveis e seguros ao nosso cão.

Neste caso, o uso da peiteira não contribuirá para tal aprendizado, colocando o Bulldog e seu proprietário em constante perigo. É por isso que recomendo o uso de um enforcador macio, preferencialmente os feitos de tecido, como os utilizados em exposições de raça.

Porém, para que se possa passear com esse tipo de coleira, é necessário um trabalho prévio de aprendizagem.

O filhote, após completar 4 meses de idade, estará na idade ideal para iniciar esse aprendizado que irá consistir, primeiramente, na colocação de uma coleira leve e macia de fivela – quanto menos perceptível ao filhote melhor.

Apenas coloque a coleira no pescoço do filhote, aumentando os períodos de permanência com ela com o passar dos dias. Esse ritual servirá para que o filhote acostume-se e deixe de ver a coleira como um corpo estranho.

Já acostumado, prenda na coleira uma guia (opte também pela finas e longas). Trate tudo como uma brincadeira e nos primeiros dias deixe o filhote andar a vontade e, com o tempo, vá limitando os movimentos e tentando direcioná-lo a seguir seus passos.

Como qualquer outro tipo de aprendizado, é necessário paciência para que se possa estabelecer uma comunicação entre você e o cão até que ele compreenda qual a atitude esperada quando esta usando a coleira.

O gestual e a entonação de voz funcionam muito bem nestes casos, então não deixe de elogiar e festejar toda vez que o filhote atender ao comando da guia. Rapidamente ele irá associar e compreender o que você deseja dele.

Realize esses treinos em casa e somente saia à rua depois que o filhote já estiver respondendo aos limites e comandos básicos da guia (andar e parar).

Sair juntamente com um cão mais velho e que esteja acostumado aos passeios, é uma forma de facilitar o processo de aprendizado do filhote já que a tendência do filhote será seguir os passos do outro cão.

Depois que o filhote estiver totalmente adaptado aos passeios e à coleira de fivela, passe a utilizar o enforcador de pano compatível com as dimensões do pescoço do cão.

Essa transição da coleira de fivela para o enforcador é necessária para que o filhote não venha a machucar-se ou até mesmo estabelecer algum trauma relacionado aos passeios e à utilização da coleira.

O mesmo procedimento de transição pode ser efetuado com o cão adulto, porém quanto mais cedo começar o treino com a coleira mais fácil e rápido será o aprendizado.

Bom passeio!

giba-criadorcolaborador

Gilberto Medeiros

Colaborador do Bullblog e Criador de Bulldogs desde 2003

Canil Reserva do Rei

15 Respostas

  1. Adoro o site! Temos uma bull de 4 meses linda e impossível, contrariando sua fama. Mas gosto do jeitinho que ela é :)
    Parabéns pelo trabalho competente!

  2. Muito bom esse tema, eu estava em duvida entre o enforcador de metal e enforcado arredondado de nylon para passeios, e tenho duvida sobre coleira e guia de exposição.

    Parabéns Gilberto

  3. Gilberto,

    Muito legal a matéria. É uma ótima dica para quem está começando os passeios com seus bulls filhotes.

    Eu tinha um grande preconceito quanto ao enforcador e comecei apassear com o meu bull usando uma peitoral. Realmente sofri muito, quando saia pra passear sempre voltava com a mão doloria e esfolada (de tanto puxá-lo) e o meu gordinho chegava a machucar as patinhas e gastar a unha inteira de tanta tração que fazia. Era comum chegar dos passeios com as patinhas dele sangrando. Além disso múitas vezes chegava a sentir os batimentos cardíacos dele na guia.

    Depois de falar e contratar um adestrador, aprendi que o enforcador não serve para enforcar o cão e sim para contê-lo em determinados momentos. Depois que aprendi a usar o enforcador da maneira certa os passeios se tornaram muito mais divertidos, proveitosos e seguros (para mim e, principalmente para ele).

    Hoje em dia a peitoral serve apenas para passear de carro, assim podemos prendê-lo no banco de trás.

    Abraços

  4. Gilberto,
    Eu cheguei a usar por um bom tempo uma “coleira de pescoço” no Cappuccino, meu bulldog, até o dia que ele tomou um susto na rua, deu uma ré, escapou da coleira e foi atropelado!!! Foi horrível. Ele quase morreu! Desde então, eu só uso a peitoral com ele e aconselho a todos os donos que vejo a usarem também. obrigada!
    beijo,
    Carolina

  5. Olá Pessoal!

    Primeiramente parabens pelo blog! é muito util mesmo para quem já tem bulls e está acostumado com a raça.
    Respeito a opinião do criador, mas quanto ao assunto peitoral x enforcador discordo dele. Não se pode generalizar o que é bom para um exemplar pq pode não o ser para outro.
    O meu bull não gosta de andar, ele realmente trava no chão, então para ele o melhor é o peitoral pq posso puxá-lo e força-lo a dar uma voltinha o que é mais que necessário, é fundamental.
    Segundo motivo é que ao encontrar os amiguinhos do bairro (inclusive bulls) ele fica euforico e quer brincar de abraçar e montar e com o peitoral posso deixa-lo mais a vontade.
    Terceito e ultimo é pq já vi casos de cães que tiveram lesão séria na garganta por estrangulamento e como o forte dos bulls não é a respiração não acho muito adequado os enforcadores.
    Caso esteja equivocado por favor me corrija: enforcador serve para conter o cão, ao passo que o peitoral acaba estimulando.
    Grande abraço e viva os bulls!!!

  6. Ola.
    Possuo uma bulldog ingles, tigrada ja com 4 anos, e desde os 6 meses eu utilizo a coleira peitoral, sem nenhum dos problemas acima.
    Ela acompanha sempre ao meu lado, sem usar forca qualquer a mais no caminhar.
    Acredito que o mais importante é a ligacao com cachorro/dono, fazendo assim uma dupla armoniosa.
    T+!

  7. Olá, tenho uma Bull de 4 meses que se chama Violeta.
    Passeio com ela sempre de peitoral e tem dado muito certo, tenho dó de colocar um enforcador na bichinha, alias ela tem acompanhado muito bem. Acho que devemos avaliar qual coleira é melhor se o peitoral não der problemas acho muito mais confortavel ao nossos Gordinhos.
    Beijos a todos e a todos Bulls

  8. Bom dia!

    Tenho um Bull pirata chamado Jack, ele está com 2 anos. Uso enforcador nos passeios, porém estou pensando em trocar por peitoral. Na minha rua existem várias casas com cachorro e toda vez que o Jack chega perto ele corre pro portão e começa a latir. Um dia eu o segurei firme pela coleira e ele não parou de jeito nenhum e acabou tendo um principio de desmaio e em seguida voltou ao normal. Eles são muito forte e vão até o limite embusca de seus objetivos. O que fazer nesse caso?

    Forte abraço,

    Guigo.

  9. Essa é a coleira do Pacco (link abaixo). Não machuca ele mas espeta os outros hehehe. Ele é um fanfarrão!!!

    http://imageshack.us/photo/my-images/847/29673020885948923441169.jpg/

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